A máfia da blogosfera
03
Set 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:24link do post

Num país decente, a substituição de um programa noticioso por outro e a demissão de uma direcção de informação de uma estação de televisão seria assunto que não interessaria aos partidos políticos a ponto de haver conferências de imprensa de todos, repito: todos. Num país decente.


Concordo contigo, mas gostaria de ver este artigo publicado no Jamais. Será que terei esse prazer?
João Cardiga a 3 de Setembro de 2009 às 22:57

Não há grande problema. Mas acho que não percebeste bem a ideia do post...

"Não há grande problema. Mas acho que não percebeste bem a ideia do post..."

Não havendo problema não percebo porque é que este, e só este, não está lá. Gostaria de ver a reacção ao mesmo.

Mas já li os teus outros artigos e tenho de te confessar que pareces um spin doctor! Se começas por criticar todos os partidos, acabas, como começa a ser apanágio, a atribuir as culpas apenas a uma figura, destruindo assim a coerência do teu raciocinio.

Mas vamos por partes, primeiro o que eu compreendi neste artigo. Para mim a interpretação é que uma decisão de um grupo privado não deve cruzar a esfera publica da politica. Aliás ontem ficou obvio que ainda é necessário muito para amadurecer um pensamento liberal em Portugal, onde a esfera privada dos negócios não se cruza com o mundo politico.

Agora tenho de confessar que esse amadurecimento tem de acontecer também contigo. A critica que fazes ao Socrates é profundamente anti-liberal pois ataca a liberdade de expressão de uma pessoa. O problema não é que o Socrates diga o que lhe apetece está no seu pleno direito, o problema é que alguém decida tendo em linha de conta isso mesmo, isto é apenas para agradar o Socrates. E o que sugeres além de anti-liberal é ineficiente. Pois só resolves os problemas se eliminares os que executam.

Deverias saber, como liberal, que a censura (mesmo na sua forma de auto censura) não resolve nada!

Um abraço,

João

João Cardiga a 4 de Setembro de 2009 às 11:00

João,

Todos nós temos liberdade de expressão. Acreditar na sua importância, porém, não implica desprezar as consequências dos usos que damos a essa liberdade. E José Sócrates enquanto Primeiro-Ministro - a entrevista foi feita ao Primei-Ministro - não tinha o direito de dar aquele tratamento a uma estação de televisão. Ou melhor, que o desse, mas que arque com as consequências!

Quanto à questão liberal. Repito que não compreendeste o post. Os três posts têm de ser lidos num todo. Num país normal, aos partidos não interessaria isto porque isto não teria nenhuma relação com a política e com os políticos. No entanto, é mais que óbvio que está intimamente ligada a questões políticas, pelo que é quase natural que os partidos falem do assunto. E repara que, regra geral, as declarações não condenavam a atitude da administração, mas sim a do PM e do PS.

Abraço

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