A máfia da blogosfera
24
Jul 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:01link do post | comentar

A saúde não é um direito, por Joaquim Sá Couto.

 

Não o é a saúde, como não o é o trabalho, a educação e tudo aquilo que constituia qualquer tipo de obrigação infundada a outros indivíduos. É preciso coragem para afirmar isto, principalmente num país como Portugal, mas tem de ser dito.


Desculpe lá ó Luis mas só pode haver uma responsabilidade moral genuína se houver uma relação de causalidade entre a «coisa má» e uma acção minha. Prove-me o contrário de alguma forma, porque sinceramente não estou a entender...

Se os governos não fossem tão interventivos, não haveria responsabilidades colectivas... Pense nisso, se quiser. A PAC é um boa forma de partir para o problema

Se o Tiago não consegue entender como pode ter responsabilidade moral ao ignorar um acidentado e deixando-o à sua sorte, na ausência de outras possibilidades de ajuda, apenas porque não foi responsável pelo acidente, nunca lhe conseguirei explicar isso. Apenas o posso reenviar para o meu post sobre a importância do poder.

Isto não é uma matéria de facto Luís, senão nem discutíamos. Eu não deveria ser amigo de um tipo que não tivesse sequer a bondade de ajudar uma pessoa ligando para o 112. No entanto, não o poderia responsabilizar pelo sucedido porque a responsabilidade não era dele. Não foi por ele ali passar e não ter feito nada que o outro morreu, por exemplo.

Não o pode responsabilizar pelo acidente, mas pode responsabilizá-lo por não ligar para o 112. O acidente não é culpa dele, ajudar ou não é uma escolha dele.

O que me faz mais confusão nesta nossa quase desconversa, é o Tiago fazer julgamentos morais sobre o acto: a bondade de ligar para o 112, o louvável de o fazer,o condenável (não mercedor da sua amizade) de não o fazer, e no então não os reconhece como tais.
Mas só faz sentido fazer esse julgamento se houver uma responsabilidade moral.

Se o seu amigo se cruzasse com o acidente, e apesar de querer não pudesse fazer muito, por colocar em risco a propria vida, ficaria triste, e talvez se sentisse culpado.
E o Tiago dir-lhe-ia para o consolar "deixa lá, não podias fazer mais". E não "deixa lá, não era nada contigo".

Luís,

Eu tenho uma concepção ética diferente da sua. Em conversa, uma filósofa disse-me que eu estou próximo de Jogn Rawls. Não sei, ainda não o li. Provavelmente quando tiver o pensamento mais estruturado escrevo um grande post, ou um ensaio, quem sabe um livro... sobre o assunto :)

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