Sarah Palin foi vista como uma refrescante brisa para a campanha de McCain quando foi escolhida: uma mulher bonita, mãe-de-família, cheia de garra no debate e que agradava à direita mais conservadora americana com as suas posições anti-aborto e pró-armas. Agora revela-se um verdadeiro tumor na campanha, um tumor que ameaça matar tudo aquilo por que passar. Primeiro vieram as gaffes e as entrevistas disparatadas, agora um escandâlo nacional: abuso de poder. Durante o seu mandato como governadora do Alasca, a mrs. Palin teve uma crise familiar: a irmã divorciou-se de forma litigiosa. Que é que esta ávida defensora da família e dos votos sagrados do casamento fez? Mexeu os cordelinhos para que o cunhado fosse despedido da polícia. Como o seu "capanga" que deveria despedir o ex-cunhado se recusou a fazê-lo, foi ele próprio despedido.São episódios como este, juntamente com o fanatismo religioso e o discurso beligerante que me fazem, cada vez mais, apoiar Obama. Estavas melhor sozinho McCain.