A máfia da blogosfera
06
Dez 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:35link do post
Sempre achei absurdas as teorias de uma incompatibilidade entre exercício de cargos públicos e de privados ao mesmo tempo ou em intervalos curtos. Parte-se do pressuposto que as pessoas são honestas, aliás, este é o princípio que rege as decisões judiciais: "inocente até que o contrário se prove", por isso, sem prova de erro cometido, não vejo fundamento para limitar esta "alternância". O pior é quando vemos que em relação a alguns fizemos mal em partir daquele pressuposto e ainda, quando nos apercebemos disso e nada fazemos. Dias Loureiro, figura do PSD como muito tem sido referido - apesar de à discussão nada acrescentar - já envolvido no caso do BPN, para o qual foi depois de ser do governo de Cavaco Silva e por ter sido do governo de Cavaco Silva, é agora acusado de gerir um fundo de investimento cujo capital foi recolhido através de uma fraude de IVA. Mas este não é o único ex-governante ligado à gestão deste fundo, não. Outro ex-governante é Jorge Coelho, que levanta o punho a qualquer um que se meta com o seu PS e que, para além de uns muito pouco transparentes prolongamentos de concessões ali de um certo porto de Lisboa, feitos pelo seu camarada Sócrates, também accionista desta empresa gestora de fundos. Este podre desta parelha partidariamente colorida parece ser um prenúncio de uma forte investigação jornalística, que vai fazer cair muito santo do altar, até termos um belo arco-íris político.

Em 4 de Março de 2001 o ex-ministro das Obras Publicas Jorge Coelho, e após uma noite de tragédia onde morrem 59 pessoas, demitiu-se e afirmou que “a culpa não ia morrer solteira”.
As famílias das vítimas da ponte de Entre-os-Rios ao apresentarem uma queixa crime contra o Estado, pediram ao então ex-ministro Jorge Coelho, que contasse tudo o que sabia sobre o caso.
Uma das ingenuidades que caracterizam a personalidade do povo português - em termos sociológicos - é a crença que há certas personalidades públicas cuja bondade, simpatia ou o proselitismo os pode ajudar.
O antigo ministro, ex-responsável político do PS e actual Presidente Executivo da Mota-Engil é um destes casos.
Após a sua demissão de Ministro, e claramente numa fase desfavorável da sua carreira política, passa a exercer funções de professor universitário numa instituição de ensino superior privada (ISCEM) cujo vencimento era superior a uma centena de euros à hora.
Em 2002 o Dr. Jorge Coelho cria uma empresa - a Congetmark – uma das accionistas da Valor Alternativo, entrando assim no mundo empresarial.
De Político, a Professor Universitário, a Empresário e a Presidente Executivo vem ao de cimo a capacidade de manobrismo do Dr. Jorge Coelho. É incólume à crítica, à censura pública, à imputação de responsabilidades pelos actos que produzem efeitos lesivos dos interesses dos cidadãos.
Claramente, e ao contrário do que se podia imaginar até aqui, o Dr. Jorge Coelho não tem qualquer costela de bom samaritano, mas de sim de um oportunista puro e nato, cheio de esquemas e habilidades tal e qual o Harry Houdini
Anónimo a 8 de Dezembro de 2008 às 19:10

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

arquivo do blogue
2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar