A máfia da blogosfera
09
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 23:15link do post | comentar | ver comentários (4)

O magalhães está a ser protagonista daquilo que poderia ser um livro de aventuras. Desde as acções de formação que acabavam com verdadeiros hinos à magalhomania até às mais actuais notícias de problemas, a meu ver graves, com o software utilizado, o bichinho azul tem marcado a agenda mediática. Apesar de ser muito divertido falar sobre o magalhães, sobre o marketing excelente que José Sócrates faz em conferências internacionais e sobre as mulheres nuas que as criancinhas poderiam eventualmente ver por lá - como se fosse alguma novidade para os piquenos, penso que seria verdadeiramente interessante pensarmos seriamente sobre a base de tudo isto. Será que o magalhães foi uma boa aposta?

É esta a questão que carece de resposta. Certo dia, um Primeiro Ministro levanta-se e pensa: "que bonito seria todos os infantes desta nossa terra terem um computador na carteira". É bonito, sim. Faz-nos pensar que estamos a ficar próximos dessas Holandas longíquas. O problema é que para que na Holanda houvesse um computador por carteira, percorreu-se um longo caminho, caminho esse que ninguém está interessado em percorrer nesta terra.


08
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:06link do post | comentar

1. Muitos parabéns à equipa do De Rerum Natura pelo segundo aniversário do blogue. Dificilmente um blogue daquele tipo teria tanto impacto se a qualidade dos intervenientes não fosse tão boa. Tenho a confessar que foi o primeiro blogue que comecei a acompanhar, antes de me dedicar à escrita propriamente dita. Que comemorem muitos mais!

2. Para a barra lateral vão os Hole Horror da Joana Carvalho Dias e A Conspiração da Corte da Maria Tudor.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:07link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Porque hoje é o dia de todas elas (não serão todos os outros também?), deixo esta bonita flor a todas as mulheres que acompanham este meu blogue.

 

Feliz dia da Mulher


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:48link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Paulo Portas denunciou hoje aquilo que há anos detectei e sobre o qual muitas vezes tenho falado. Cada vez mais impera em Portugal o mau português, o desconhecimento total das regras de bem escrever e bem falar. Este facto assume contornos especialmente dramáticos quando atinge os próprios professores, aqueles mesmos que formam e ensinam as nossas crianças. De adubo viciado dificilmente nascerão flores viçosas. Parece-me evidente que é preciso apertar as malhas da exigência, em especial no que ao Português diz respeito, urge acabar com a diminuição do grau de dificuldade dos exames nacionais, em prol de melhores estatísticas e subidas nos rankings europeus. Um ensino de excelência é conseguido através do rigor e da competência e não do facilitismo a qualquer prova. Defendo mesmo que o acesso ao Ensino deveria ser condicionado a provas prévias, quiçá mesmo a qualificação específica. Seria bem mais solidário com os nossos Professores se da mesma forma que se preocupam com a sua avaliação, se preocupassem com o declínio do ensino em Portugal.

 

 

{André Couto}

 

[o texto foi escrito dia 07/03/09]


07
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:44link do post | comentar | ver comentários (2)

 


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:05link do post | comentar | ver comentários (4)

O João Severino do Pau Para Toda A Obra fez-me um interessante convite: pegar no livro mais próximo, abri-lo na página 161, procurar a quinta frase completa e publicá-la no blogue. Ora, tenho aqui ao lado uma antologia de poemas de Fernando Pessoa organizada pelo Eduardo Lourenço e no lugar indicado, tenho o seguinte verso:

 

«Sim, carnalmente se desse...»

 

(do poema Realidade de Álvaro de Campos).

 

Como gosto destas coisas e tenho de mandar para cinco pessoas, chuto para o Paulo Ferreira, Tiago Loureiro, Sofia Loureiro dos Santos, Jorge Assunção, Daniela Major.


06
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:52link do post | comentar | ver comentários (1)

Uma volta pela blogosfera permitiu-me ler algumas opiniões que não estão assim tão desencontradas da minha.

 

Miguel Marujo, no Cibertúlia:

 

«La Palisse não escreveria melhor título, passe a presunção. Note-se: sou a favor do casamento gay. Mas por isso mesmo não entendo que se dêem os mesmos direitos (apenas estes, nunca os deveres) às uniões de facto como se estas fossem casamentos. Quer dizer: volta e meia tenho amigos que dizem que não estão para se casarem, que ninguém tem nada a ver com isso. Mas depois trepam às paredes quando lhes dizem que, se assim é, não podem ter os mesmos direitos. Querem direitos? Casem-se* porra!

 

* heteros, homos, como quiserem, mas casem-se.»

 

 

Daniela Major, no Câmara dos Lordes:

 

«Não percebo porque razão a Esquerda quer regular as uniões de facto. Se as pessoas vivem em união de facto é porque não querem ter uma relação regulamentada pelo Estado (a não ser nos casos dos homossexuais). Se quiserem assumir uma relação com direitos e deveres então casam-se. Esta mania do Estado meter o nariz em tudo, cada vez me irrita mais.»

 

 

António de Almeida, no Direito de Opinião:

 

«O melhor mesmo é cada um na sua, caso venha a ser aprovada a idiotice socialista de regular aquilo que é do foro privado. Sei do que falo, já vivi em união de facto por não querer precisamente assumir compromisso, terminando sem consequências quando entendi ter expirado o prazo de validade da relação. Cartão único, chip automóvel, uniões de facto, se não tivermos cautela caminhamos para a escravidão. Deixem-nos em paz!»


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:18link do post | comentar

1. O Rui Castro despede-se do 31 da Armada. Uma perda considerável na nossa blogosfera.

2. Parabéns ao João Tunes pelo terceiro aniversário do seu Água Lisa. De leitura diária, definitivamente.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:04link do post | comentar | ver comentários (8)

 

(Clicar na imagem para ver a notícia)

 

Confesso que temo pelo futuro próximo do nosso país. Se analisarmos como começam a distribuir-se as intenções de voto, vemos uma extrema-esquerda com 20% das preferências, um PSD - que sempre achei o contra-peso das loucuras que se têm feito, apesar de ter cometido também muitos erros - com um peso muito baixo, abaixo do que foram os resultados de Santana Lopes em 2005 e uma única coisa boa: o PS perde a maioria absoluta e fica obrigado ao diálogo.

A situação é mais grave do que aquilo que pode parecer à partida. À conta do discurso demagógico e do aproveitamento sem escrúpulos das dificuldades de alguns para receber votos, a extrema-esquerda começa a ter um peso combinado que assusta e que só não assusta mais pois ambos os líderes querem poder, o que inviabiliza um entendimento.

É bom lembrar que Hitler foi eleito em 1933, não tomou o poder pela força, mas sim pelos votos. É bom lembrar estes detalhes do passado, para não cometermos os mesmos erros no futuro.

 

Adenda:

 

A minha comparação final levantou algumas "indignações" e um anónimo disse que era falso o que escrevi. Fui reler umas coisas e não fui rigoroso, é certo. Ora, como sou amigo da verdade, vou aqui colocar um scan de duas páginas do Resumo da História do Século XX, de Anne Carol, Jean Carrigues e Martin Ivemel:

 

 

(Clicar para ver maior e descarregar)

 

Do texto destaco dois excertos, um que mostra por que motivo fiz a comparação e outro que mostra por que fui pouco rigoroso.

 

«Enquanto os operários aderiram ao Partido Comunista (KPD), uma parte dos camponeses e sobretudo a pequena e média burguesia ligaram-se ao partido nazi. Este último propôs-lhes com efeito soluções simples e expeditas para a crise: anular as dívidas dos agricultores, lutar contra os judeus, combater o "capitalismo selvagem", renunciar às cláusulas himilhantes do tratado de Versalhes (...). Em Setembro de 1930 os nazis obtiveram 107 lugares no Reichtag (contra 12 em 1928) (...) em Julho de 1932, o NSDAP obteve 230 lugares em 607 e tornou-se o primeiro partido do Reichtag.»

 

Os bolds são meus, mas este excerto mostra duas coisas muito simples: tirando o discurso racista e xenófobe, as bandeiras eram muito semelhantes às da actual extrema-esquerda: "salvar a agricultura" (PCP) e combater o capitalismo (PCP e BE). Por outro lado, mostra a rápida ascensão do NSDAP, grandemente causada pela violência, é certo, mas também pela persuasão de muitas pessoas pela via da retórica.

 

«Von Papen [Chanceler entre Maio e Novembro de 1932] e alguns patrões como Krupp e Thyssen convenceram Hitler a assumir a chefia dum governo de coalizão (NSDAP e partidos de direita) e pressionaram Hidenburg a nomear Hitler Chanceler, em 30 de Janeiro de 1933.»

 

É certo que Hitler não se tornou Chanceler directamente devido às eleições, no entanto, quando se tornou Chanceler, o NSDAP já era o maior partido do Reichtag e a sua liderança deveu-se a uma coligação como tantas outras com os restantes partidos de direita.

São detalhes que fazem alguma diferença e, por isso, coloquei-os aqui. No entanto, não retiro a comparação, pois as semelhanças são mais que evidentes.

 


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:47link do post | comentar | ver comentários (2)

O debate parlamentar que houve sobre o aprofundamento ou não das Uniões de Facto não teria sido uma tarde perdida, caso não se partisse de um princípio por si só errado.

Tenho a confessar que esta ideia não é "original", aliás, surgiu em conversa de amigos e acabei por concordar.

A União de Facto tal como temos em Portugal consiste, simplesmente, em receber os benefícios do contrato do casamento sem dar contra-partidas, sem assumir os deveres. Um casal que viva em União de Facto vive numa situação em que não assumiu qualquer compromisso sério, em que não prometeu fidelidade ou qualquer outra coisa e, ainda assim, tem praticamente os mesmos direitos que um casal casado, perdoe-se-me a redundância, tirando os direitos sucessórios. Como é que se pode dar estatuto de viuvez a uma pessoa que viu o seu "acompanhante" falecer? Não é coerente que se dê àqueles que assumem compromissos e acordam deveres os mesmos direitos que àqueles que simplesmente não assumem nada e procuram apenas os benefícios.

É a lei do facilitismo que algumas forças em Portugal insistem em defender e assumir como verdadeira. É a lei do facilitismo que, mais tarde ou mais cedo, nos levará ao colapso.


05
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:01link do post | comentar | ver comentários (2)

Parabéns ao Rui Bebiano pelo terceiro aniversário do seu A Terceira Noite. Parabéns pelo aniversário e, claro está, pelo blogue que é dos melhores da nossa praça.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:04link do post | comentar

Ouvi a Maria José Nogueira Pinto fazer esta análise há algum tempo na televisão, numa entrevista, num programa qualquer de um canal que não me recordo. Agora publicou-a no DN. Deixo aqui apenas o primeiro parágrafo, sem deixar de aconselhar à leitura integral, pois vale muito a pena.

 

«Mais do que o ruído de um congresso, o que se diz e o que não se diz, quem diz e como diz, é útil lembrar estes quatro anos do consulado de José Sócrates. Útil e interessante, se virmos bem, pois aqui não houve ascenção e queda, mas uma forma subtil de luta pela sobrevivência, com a perda de domínio do criador sobre a sua própria criação e a superveniência dos defeitos como manifestação das originais virtudes, agora enlouquecidas, como diria Chestterton. Porque, há que reconhecê-lo, Sócrates é um verdadeiro personagem!»

 

Maria José Nogueira Pinto

 


04
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:31link do post | comentar

Aderi à causa "Stop Stupididy Now!!". Pode ser que fique melhor.

 

Stop Stupidity Now!  

Thank you for joining Stop Stupidity Now!!

Start-quote-black Welcome to the cause! We're excited to have you, and hope you'll get involved and spread awareness by inviting your friends to join.

Share your thoughts. Post. Have a sense of humor.

And if you have a few spare buck on hand, please donate to the Cause's beneficiary, The Center for Inquiry. While you're at it, try a subscription to The Skeptical Inquirer, put out by the Center for Inquiry. End-quote-black

— Ira Satinover (creator)

 

*[ideia roubada ao PPM]


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:22link do post | comentar | ver comentários (9)

Quando há um ano Raúl Castro veio substituir o irmão, o eterno Fidel, que pela doença teve de se retirar, todos julgaram que seria um fraco líder e uma marioneta do irmão. Um ano volvido e as mudanças começam a ser assinaláveis: já podem comprar microondas - pequenos passos que os levarão a algum lado, talvez.

Fora de brincadeiras, o que me leva a escrever este post é a mudança efectiva que Raúl Castro está a fazer no topo da hierarquia cubana. A pretexto de uma restruturação do governo de maneira a torná-lo mais funcional, o novo líder cubano afastou dois dos que poderiam ser os seus mais difíceis adversários: Felipe Pérez Roque e Carlos Lage. O primeiro foi afastado da chefia da Diplomacia e ao segundo foi retirado o cargo de Secretário do Conselho de Ministros.

Aliado a esta mudança cujo propósito é, sem sombra para dúvidas, a perpetuação de Raúl Castro na cadeira do poder, assiste-se a um reforço assinalável na influência dos militares. Com a crise internacional, que obviamente afecta a Cuba já embargada, o medo das movimentações populares começa a instalar-se, e não queremos que os militares nos faltem quando for preciso.

Raúl Castro tomou, definitivamente, o gosto ao poder e tal como o seu irmão, só o deixará se não tiver outra alternativa.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:13link do post | comentar

1. Parabéns ao Sérgio Lavos pelo terceiro aniversário do seu Auto-Retrato. Lá chegarei.

2. O 31 da Armada continua com o seu processo de aquisições, desta vez é o Nuno Pombo quem entra para o quadro da direita.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:08link do post | comentar

«Alegre possui um poder que conduz os dirigentes socialistas a tratar do seu "caso" com pinças e com uma prudência a que ninguém ousa subir o registo de voz. A unanimidade no silêncio corresponde à unanimidade em torno de José Sócrates. E em ambas reside qualquer coisa de farsa, de expectativa desconfortável e de receio recíproco. Alegre e o PS são duas personagens que dormem na mesma cama, incomodadas pelas ruínas dos mesmos sonhos, que se amam e se detestam - mas não conseguem viver uma sem a outra.»

 

Baptista-Bastos, no Diário de Notícias


03
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:10link do post | comentar

As rosas amo dos jardins de Adónis,

Essas volucres amo, Lídia, rosas

Que em o dia em que nascem,

Em esse dia morrem.

A luz para elas é eterna, porque

Nascem nascido já o sol, e acabam

Antes que Apolo deixe

O seu curso visível.

Assim façamos a nossa vida um dia,

Inscientes, Lídia, voluntariamente

Que há noites antes e após

O pouco que duramos

 

 

Ricardo Reis, Odes


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:58link do post | comentar

«Só sei que os mouros voltaram porque, no espaço de pouco mais de um mês, dois cardeais foram ao Casino da Figueira precatar as moças católicas contra os perigos do casamento com muçulmanos. Eu não conheço uma única senhora que pretenda desposar um muçulmano, nem imagino a razão pela qual os mouros, aparentemente, preferem noivas católicas frequentadoras de casinos. Mas a verdade é que, tendo em conta a frequência dos avisos e o local em que eles são emitidos, o que não falta na Figueira da Foz são donzelas cristãs que, após uma tarde de apostas na roleta, desejam unir-se em casamento com um seguidor do islamismo.»

 

Ricardo Araújo Pereira, na Visão


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:20link do post | comentar

Nunca os políticos e os partidos estiveram tão dependentes dos órgãos de comunicação social, em particular das televisões, para fazer chegar as suas mensagens ao eleitorado. A alergia quase generalizada à participação cívica e a nacional aversão à leitura, dos livros infantis aos jornais diários, são alguns dos principais justificativos para essa dependência.
A política passou a fazer-se no palco televisivo e, como numa verdadeira peça de teatro, tudo é encenado até ao pormenor aparentemente mais insignificante. Os actores políticos não escolhem apenas os fatos e as gravatas, mas também o tom de voz, a pose corporal e a expressão facial. A palavra, sempre tão decisiva, perdeu a sua genuinidade autêntica para ser cozinhada até à sílaba mais irrelevante em verdadeiros laboratórios de marketing.
É inegável que, mesmo sem ser pioneiro, José Sócrates tem sido o protagonista mais irrepreensível de uma política-espectáculo em que a discussão das ideias tem sido secundarizada pela exposição das fraquezas dos adversários.
Não escondo a náusea que me causam certas poses de Estado, sabendo-se que não passam de charme meticulosamente treinado para o palco em que tornaram o circo político português. E depois, quando cai a cortina do show, borra-se a pintura com uma naturalidade que assusta e, invariavelmente, o desenlace faz-se também no palco mediático com público e comiserado acto de contrição.
O episódio mais recente sucedeu neste fim de semana. Em pleno congresso socialista, José Sócrates anunciou que vai levar o caso Freeport a votos. O anúncio era desnecessário quando se sabe que o Primeiro Ministro não é arguido nem suspeito, mas questões de estratégia eleitoral parecem justificar que o caso seja convertido em arma de arremesso político. É o último capítulo da história de um sistema judicial que caiu nas ruas (da amargura). A fórmula, que já fora testada por Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, favorece invariavelmente as supostas vítimas. Manda o politicamente correcto que os adversários políticos sejam comedidos na sua utilização mediática e mostra a experiência do passado recente que estes casos não têm grande influência nas escolhas dos portugueses.
A teatralização da política e a eleitoralização da justiça aliadas à higienização do debate público e à falta de «cultura de liberdade individual» são condimentos altamente tóxicos para a democracia, criando um clima de suspeição muito favorável ao crescimento de movimentos radicais e marginais que se poderão revelar perigosos para a estabilidade governativa. São também os principais sintomas de uma letargia cujos efeitos poderão ser muito nefastos para o futuro do país. Que, ao menos, a indignação [exemplarmente cantada por Miguel Torga] lhe resista.

E o que não presta é isto,
esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

 

 

{Pedro Morgado}


02
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:01link do post | comentar

«Continua por aí a dissertar-se sobre Alegre. Que Alegre não foi. Que Alegre devia ter ido e devia ter falado. Que Alegre isto e que Alegre aquilo. Se nos dermos ao trabalho de acompanhar o mainstream - o de Alegre incluído - parece-me que o PS, o absolutista PS do querido líder, prepara, de facto, uma coligação para depois das legislativas. É a de um partido - embotado e à rasca com uma crise que não controla - com um homem e o que for a circunstância desse homem nessa altura. Não é por acaso ou soberba que Alegre não foi para a comissão nacional do PS. Quer ter as mãos livres para, dada a situação, ser o "parceiro" de um PS fragilizado pela perda da maioria.»

 

João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos


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