«Umas das recordações da quadra natalícia que me ficaram da infância foram as horas intermináveis da RTP transmitindo as mensagens de Natal ds soldados portugueses que combatiam em África. Era curtas, cada soldado dizia o nome e o posto, desejava um bom Natal aos familiares e terminava invariavelmente com um “adeus e até ao meu regresso”.
Não sei o que me prendia ao televisor mas a inexistência de alternativas `RTP, a não ser a TVE, levou a que pelos meus olhos tivessem passado muitoss milhares de soldados portugueses, o “adeus, até ao meu regresso” ficou-me gravado para sempre na memória.
Recordo este facto para lembrar que muitos deles não regressaram, foram mandados para uma guerra pelo Estado português, morreram e por lá ficaram abandonados, alguns em cemitérios, muito nem isso, esquecidos por todos menos pelos seus familiares, muitos dos quais os terão visto pela última vez nestes programas da RTP. (...)»
É complicado, mesmo muito complicado, nomear um número reduzido de blogues como os "marcantes" ao longo do ano. Vou-me esforçar por referir aqueles que foram uma referência para mim neste meu primeiro ano de bloguista (ou blogueiro, ou para quem não tem problemas com estrangeirismos, nomeadamente, anglicismos: blogger). É incontornável falar d' O Insurgente, os autores fazem-me lembrar constantemente alguém a nadar contra a corrente e que insiste em nadar contra a corrente por saber estar certo. E tem uma particularidade: os insurgentes sabem do que falam, têm realmente formação em economia, ao contrário dos ilustres leigos que por aí proliferam. Tenho também de mencionar A Educação do meu Umbigo, que foi para mim o blogue do ano. Quem diria que o Paulo Guinote com um simpático blogue sobre Educação iria ter toda a importância que tem, tornando-se convidado do Público e uma referência sempre que se fala sobre política educativa. Há também o Atlântico, o SeteVidas e o Portugal Contemporâneo que têm diariamente as minhas visitas e sem os quais me sinto um infoexcluído. Há também o Corta-fitas, do qual não devo falar por lá escrever, mas ainda assim refiro como o que é para mim o melhor blogue sobre Política e Sociedade da blogosfera nacional (não foi por acaso que aceitei ir para lá). E não podia terminar esta distribuição de mimos e elogios sem falar dos blogues amigos, sim, aqueles cujos autores me visitam amiúde e que fizeram este meu O Afilhado perdurar: ao Ponta e Mola, do Al Kantara, ao Câmara dos Lordes, da Daniela Major, ao Se o meu apartamento falasse..., da Maria Manuela e, apesar de já os ter referido, ao Corta-fitas e ao SeteVidas, o meu muito obrigado. Como não gosto de deixar tudo para a última da hora, deixo desde já a todos os meus leitores e não leitores e a todos os bloggers com que concordo ou discordo os meus votos de um óptimo Natal e um belíssimo 2009."Talvez, por exemplo, impor que, no final do primeiro e segundo trimestre do próximo ano, o crédito a pequenas e médias empresas atinja, para cada banco, respectivamente, 20 por cento e 40 por cento acima do que figura nos balanços de Dezembro deste ano. Mantendo-se daí em diante. E que, não cumprindo, os bancos tivessem de depositar no BP o montante em falta para atingir aquele objectivo. Remunerado à taxa zero por cento. Podendo ser repassado a outros que o quisessem aplicar em PME."
O braço de ferro sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores parecia estar terminado. Depois de dois vetos políticos e três votações favoráveis na Assembleia da República, a Constituição determina que o Presidente da República é obrigado a promulgar a lei. O problema é que, segundo alguns constitucionalistas que, a propósito desta questão, analisaram a lei fundamental, caso o Presidente não queira promulgar, não advém daí qualquer sanção. Ou seja, a lei obriga a que se faça uma coisa, mas não prevê o que fazer caso essa coisa não seja feita. Fico à espera de ver o que irá Cavaco Silva fazer agora: respeitar a lei a bem da Constituição ou desrespeitar a lei a bem da Constituição.«O Papa disse ontem que a homossexualidade e a transexualidade são uma "destruição da obra de Deus". Bento XVI apelou a uma "ecologia do homem", que garanta o respeito da distinção entre homens e mulheres tal como aquela é interpretada pela Igreja a partir da linguagem da criação.» (Diário de Notícias)