A máfia da blogosfera
23
Mar 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:21link do post | comentar | ver comentários (1)

O Francisco Proença de Carvalho está coberto de razão neste seu texto. É impressionante que num cenário de estabilidade política - nos últimos vinte anos tivemos duas renovações de mandato e apenas cinco primeiros-ministros - não tenhamos sido capazes de criar uma estratégia sólida e sustentada que nos levasse a algum lado. Desde 1986 que andamos de mão estendida para a União Europeia, a desbaratar fundos que acabarão, é bom lembrar, em 2013 com o novo Quadro de Referência Estratégico Nacional. Apesar de me opor à forma como a UE redistribui riqueza pelos países, a realizade é que recebemos dinheiro e é fulcral a sua boa aplicação. Não temos uma verdadeira política fiscal, fazem-se mudanças conforme dá o vento, o que nos tem feito perder muito, mesmo muito em termos de Investimento Estrangeiro. Não temos (alguma vez tivemos?) um bom sistema de ensino, que "produza" bons profissionais. E por aqui me fico na descrição do desastre, para não fazer o discurso-taxista e dizer que a saúde e a justiça estão pela hora da morte. Volto a repetir, por achar verdadeiramente importante, que nos últimos vinte anos tivemos apenas cinco primeiros-ministros, sendo que quatro dos governos foram de maioria absoluta. Incompetência dos decisores? Sem dúvida. Mas será só isso? Nem pensar.

O grande problema que enfrentamos é o de termos, e não é chavão, uma classe política que sobrepõe os interesses partidários e o sucesso pessoal ao desenvolvimento do país. Desses políticos, não precisamos - o pior é que não aparecem os outros. 

 

 

«O Expresso tentou capitalizar um possível efeito preservativo, como em 1992. Acho que ninguém ligou. Provará duas coisas: a sociedade portuguesa está mais secular, sim; a censura, venha ela de onde vier, é coisa cada vez mais ultrapassada - a sociedade e a democracia estão muito mais maduras.»

 

Miguel Marujo, no Cibertúlia

 

«Rebatizaram a menina de dez anos com o nome de Aurora, o nome da deusa da madrugada, a deusa de “róseos dedos”, a condutora da carruagem que cruza o céu, anunciando o nascer de um novo dia ao abrir as portas ao seu irmão Hélios.(...)»
 

Salvador Massano Cardozo, no Quarta República

 

«O problema é que Ratzinger não perguntou aos católicos se estes escolheram a tal perfeição de que ele fala, ou se perante uma pandemia como a da SIDA preferem que a verdade seja obnubilada e muitas vezes ignorada, em prol de uma pretensa abstinência que se quer impor a populações completamente ignorantes e em relação às quais, muitas vezes, nem mesmo o simples direito a um pedaço de pão está garantido todos os dias.(...)»

 

Sérgio de Almeida Correia, no Bacteriófago


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