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  <title>O Afilhado</title>
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  <description>O Afilhado - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Wed, 23 Sep 2009 18:52:13 GMT</pubDate>
  <title>Grazie. Ciao.</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p&gt;O Afilhado está oficialmente encerrado. Foi mais de um ano extraordinário. Esta singela página trouxe-me muito de bom que, por egoísmo primário, não partilho. Quero que seja tudo só meu. Mas, como tudo, tem de ter um fim. O tempo escasseia, uma nova vida começou e manter este espaço ao mesmo tempo que publico noutro iria ser muito difícil. Escolhas têm de ser feitas e escolhi esta via. Os amabilíssimos comentadores que aqui deixavam sempre estimulantes desafios estão mais que convidados para se mudarem comigo para o Corta-fitas, onde vou estar em «exclusivo».&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;Blá-blá-blá. Snif. Foi bom. Muito bom.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Para os que, por masoquismo tolo, quiserem contactar-me, têm ali em cima o meu e-mail e aqui ao lado o link para o meu twitter.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 09 Sep 2009 09:04:38 GMT</pubDate>
  <title>Oráculo do passado</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div&gt;Não consigo compreender como é possível que, num país europeu e desenvolvido, se continue a discutir a nacionalização do aparelho produtivo e o combate ao «grande capital». Pior do que isso, não compreendo como é possível que 20% dos eleitores portugueses se deixem deslumbrar por algo tão mau para a sociedade e a economia.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Temo que 20% de eleitores da extrema-esquerda seja apenas a prova que os programas de História do ensino básico estão desajustados.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 Sep 2009 22:54:24 GMT</pubDate>
  <title>Os evangelistas</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p&gt;Ganhei a &lt;a href=&quot;http://oafilhado.blogs.sapo.pt/480659.html&quot;&gt;aposta&lt;/a&gt;. Foi um debate, como diz o &lt;a href=&quot;http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/09/encontro-televisivo-entre-dois.html&quot;&gt;João Gonçalves&lt;/a&gt;, entre dois evangelistas. O falso choque de Sócrates em relação aos ataques à classe média que o Bloco pretende perpetrar e o constante ar maquiavélico e moralista de Francisco Louçã apenas legitimam que se diga da nossa esquerda que é &lt;a href=&quot;http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/3169435.html&quot;&gt;a pior da Europa&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;P.S.: Uma pequena nota para o observador atento: repare-se que Sócrates aproveita todas as suas aparições, até os debates televisivos com os líderes da oposição, para atacar Manuela Ferreira Leite. Há uns meses isto não acontecia.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 Sep 2009 18:45:49 GMT</pubDate>
  <title>Aposta</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p&gt;O debate entre Francisco Louçã e José Sócrates vai ser miserável. Teremos duas pessoas com uma tremenda falta de honestidade intelectual a competir pelo lugar de o mais modernaço cá da quinta. A demagogia do Bloco vai passar incólume, os «neo-liberais» da «direita» vão ser bem malhados e pronto, será isto. Nem sei se vou ligar a televisão.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 Sep 2009 10:28:27 GMT</pubDate>
  <title>Peões (2)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div&gt;O facto de não darmos importância aos deputados, às caras, faz com que sejam, regra geral, pessoas incompetentes. Pessoas incompetentes e dependentes dos partidos em que militam. Isso leva a que, em vez de fiscalizador e verdadeiro representante do povo, o Parlamento seja uma bengala do governo. A isso e a que as leis portuguesas sejam puro lixo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É preciso que o poder legislativo e executivo sejam mais independentes um do outro. Muito mais independentes.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 Sep 2009 10:24:22 GMT</pubDate>
  <title>Peões</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div&gt;Dia 27 de Setembro vamos eleger os deputados da nação. São eles quem legisla. É uma tarefa importantíssima, no entanto, ninguém quer saber deles. Apenas queremos peões que levantem o braço para que seja este ou aquela o Primeiro-Ministro. Os deputados portugueses são isto: peões.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:32:52 GMT</pubDate>
  <title>Crónicas de Clotilde Ernesto (VI)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black; border-left-color: black&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;238&quot; height=&quot;255&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/6eiHqazAMu8zZAcBPUOp/340x255&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Bem sei que só venho aqui de quando em vez, quando o sr. Ramalho me pede uma perninha e eu, atrevida, acedo com agrado. Mas obriguei-me a voltar aqui para responder ali à senhora dona &lt;a href=&quot;http://matria-minha.blogspot.com/2009/09/alegria-dos-numeros.html&quot;&gt;Eugénia&lt;/a&gt; que teve o desplante de dizer que sou &lt;a href=&quot;http://derterrorist.blogs.sapo.pt/955051.html&quot;&gt;avó do Sócrates&lt;/a&gt;, esse malandro. Olhe minha senhora, desta Clotilde que a terra há-de comer, deleitada, nunca brotou rebento algum, que o meu Adolfo tem lá umas coisas que não posso dizer aqui e sou mulher de um homem só. E mesmo que, por acaso do destino, me fizesse um filho o meu homem, nunca por nunca me saía um Sócrates. Com franqueza. Por quem me toma?&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Clotilde Ernesto&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>clotilde ernesto</category>
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  <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:21:51 GMT</pubDate>
  <title>Racionalismo socrático</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div&gt;Escreve o &lt;a href=&quot;http://vidabreve.wordpress.com/2009/09/07/o-eleitor-racional-vota-em-socrates/#comments&quot;&gt;Luís M. Jorge&lt;/a&gt;, num texto que desconfio irónico ou inacabado, que o eleitor racional vota em Sócrates. Para isso elenca uma série de coisas certamente consideradas boas por alguns que este governo trouxe. São muitas: a avaliação de professores, que parece ser melhor má que inexistente; os Magalhães subsidiados, a JP Sá Couto acha esta muito «racional»; o défice «controlado» à custa da receita e sem qualquer reforma da Administração Pública; o aumento das prestações sociais; e, ainda, a Obras Públicas que sejam boas ou más são boas &amp;ndash; há cada raciocínio. Não sei se o texto serve para por a nu a triste argumentação da maioria, mas se não for, Luís, falta aí um pouco de racionalismo.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 13:14:17 GMT</pubDate>
  <title>Só falta o Pereira Coutinho</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p&gt;Depois do &lt;a href=&quot;http://a-leiseca.blogspot.com&quot;&gt;Pedro Mexia&lt;/a&gt;, aparece o Pedro Lomba no novo &lt;a href=&quot;http://www.setesombras.blogspot.com/&quot;&gt;Sete Sombras&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:30:10 GMT</pubDate>
  <title>Let it be</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:11:57 GMT</pubDate>
  <title>Sinais claros</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Nas televisões o debate de ontem, o melhor de todos os debates, sem dúvida, surge com honras de primeira notícia. Só depois, bastante depois, aparece José Sócrates na sua apagada Convenção feita no seu aniversário. Há uns meses não seria assim. Há uns meses, Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã apareceriam certamente depois do admirável líder e do seu discurso. São sinais claros.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:01:42 GMT</pubDate>
  <title>Ler, sff.</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/931264.html&quot;&gt;A quem aproveita?&lt;/a&gt;, por Jorge Assunção.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ler os outros</category>
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  <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 09:25:01 GMT</pubDate>
  <title>Avante (III)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Último dia. Entrei e um tsunami de bandeiras vermelhas e bandeiras brancas quase me afogou. Já me davam uma, comentei. Afinal, eu tinha de ser um infiltrado completo e até levava uma t-shirt cor-de-laranja. Passei as banquinhas de pulseiras e inutilidades que tais e desci até ao palco principal onde um Jerónimo de manga arregaçada e voz projectada bramia contra a política de direita, o grande capital e as coisas do costume. A cassete. Torna-se tão ridícula a repetição do discurso que até o ouvi, em parte, queixar-se da especulação imobiliária. O senhor tem andado por cá nestes últimos dois anos, perguntei-me. A seguir ao discurso, seguiram-se os maravilhosos, e aqui não há qualquer ironia, cânticos do partido comunista. Confesso, adorados leitores, que me arrepio quando oiço as pessoas, aquelas pessoas, a gritar tão alto que querem um «mundo sem amos» e que um dia o «sol brilhará» para todas elas. Sim, sou um mariquinhas, mas que fazer?&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Deu-me a fome. Fui de novo às traseiras da tenda do Porto a uma banquinha (Matosinhos, estou em crer) com meia dúzia de pessoas na fila para comer uma bifaninha. Coisa boa. Alimentado, corri ao lago, a «zona verde» da festa do Avante, onde permaneci um bom bocado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Já quase no fim, por volta das dez, tocava o David Fonseca e levei-me para o palco principal. Estava quase a soar a Carvalhesa e a ser o fogo-de-artifício. Foi lindíssimo. O fogo, lá em cima, e, de novo, as danças cá em baixo. O quase-ritual pagão, extraordinária demonstração de simplicidade e alegria. Digam o que disserem, e olhem que sou insuspeito, os cartazes não mentem: não há festa como esta.&lt;/div&gt;</description>
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  <category>avante 09</category>
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  <pubDate>Sun, 06 Sep 2009 16:07:39 GMT</pubDate>
  <title>Crónicas de Clotilde Ernesto (V)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black; border-left-color: black&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;238&quot; height=&quot;255&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/6eiHqazAMu8zZAcBPUOp/340x255&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Andei desaparecida. Foi. Passei umas temporadas nas exóticas terras alentejanas &amp;ndash; ai aquele sotaque, aqueles bronzes! &amp;ndash; e nem uma revista li, nem uma voltinha pela internet dei, nem o meu homem, o meu querido e amado Adolfo, vi. Chego cá, dou um pulinho ali ao &lt;a href=&quot;http://senhorpalomar.com&quot;&gt;Senhor Palomar&lt;/a&gt;, que mudou de casa, e vejo que celebra três meses de não-existência &amp;ndash; afinal, quem é ele?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Eu, por mim, confesso aos queridos leitores, que sei que sou eu, Clotilde Adolfo Ernesto, quem traz leitores a esta espelunca do sr. Ramalho (já viram o pó daquela barra lateral?), que se me dão os calores sempre que leio aqueles títulos de setecentos caracteres do Senhor Palomar &amp;ndash; perdoa-me querido Adolfo. A aura misteriosa daquele intelectual cheio de talento para escrever sobre coisas que eu, com o meu sexto ano mal amanhado, não entendo faz-me estremecer sempre que ali entro. Imagino aquele senhor &amp;ndash; é certamente um homem e galante! &amp;ndash; com um cachimbo sempre no canto da boca, sentado num escritório de chão de madeira que range, muito, com óculos grandes e grossos, barba grisalha &amp;ndash; ai, senhores! &amp;ndash; e aquelas ruguinhas paralelas que os grandes pensadores fazem entre as sobrancelhas. Sim. Ele é assim. Se não for, nem quero que me digam.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Clotilde Ernesto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;P.S.: que me perdoe o Senhor Palomar por ter utilizado dois pontos de exclamação neste texto. É quase pecado, bem sei. Mas não resisti.&lt;/div&gt;</description>
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  <category>clotilde ernesto</category>
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  <pubDate>Sun, 06 Sep 2009 11:33:58 GMT</pubDate>
  <title>A separação de poderes</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/adiado+para+depois+das+eleicoes+testemunho+de+silva+pereira+sobre+freeport.htm&quot;&gt;Adiado para depois das eleições testemunho de Silva Pereira sobre Freeport&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 06 Sep 2009 11:18:52 GMT</pubDate>
  <title>Avante (II)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
  <link>http://oafilhado.blogs.sapo.pt/477402.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;O calor era quase insuportável quando cheguei. Era meia tarde. A «hora do calor». E na Atalaia não fazem por menos. Como sempre se faz, circulei. Encontrei amigos, pus conversa em dia &amp;ndash; há tanto tempo, pá! &amp;ndash; e voltei a circular, circular. Experimentei uma entrada na Festa do Disco, coisa grande bonita e barata. Havia ali milhares de DVD&amp;rsquo;s e discos, ora pois, a preços que riam para mim, atrevidos.&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Nas avenidas encontrei imensas crianças. Da mesma forma que os católicos se acham no direito de encaminhar os filhos para a sua crença, também os comunistas, detentores de uma fé infinita, o fazem. Miúdos pequeninos com camisolas do Lenine, quando nunca souberam quem foi Lenine ou, mais importante, por que mortes foi Lenine responsável. Isto das camisolas do Lenine e do Ché fazem-me pensar uma outra coisa: imaginemos que a festa era outra: de nacional-socialistas. Imaginemos que em vez do Lenine e do Ché, estavam nas camisolas Hitler e Mussolini. Imaginemos que em vez de foices e martelos eram erguidas ao alto cruzes suásticas. Por cá dizem-me: não tem nada a ver. Pois não. Claro que não.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Adiante. Já noitinha, com uma larica que já me entorpecia os sentidos, exagero meu, procurei um sítio para comer. Pensei numa francesinha, mas a fila era simplesmente gigantesca. Depois pensei noutros sete restaurantes, mas as filas eram igualmente grandes. Passei por um e sorri. Dizem que os tempos mudam e o que vi é prova disso. Ao fim da tarde, a maior fila da festa do Avante era a da marisqueira. O tempo das bifanas é outro. Acabei a comer uma vitelinha assada num restaurante meio escondido (Santo Tirso). Coisa discreta, que não chama as atenções. No fim, parecia um buda, com um barrigão que só julgava possível para os consumidores compulsivos de cerveja.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Ao fim da noite, tristonho por, em dois dias, ninguém me ter chamado camarada, vi um pouco do concerto dos Clã &amp;ndash; um concerto fantástico &amp;ndash; e perdi, por coisa de três minutos ou menos, a maravilhosa e arrepiante Carvalhesa. Uma pena.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Ah!, esqueci-me de vos dizer ontem: vi a excelentíssima Ilda Figueiredo, essa referência da política nacional, toda ela de fatinho e copinho na mão enquanto confraternizava com camaradas.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 05 Sep 2009 11:59:37 GMT</pubDate>
  <title>Avante (I)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Lá fui. Igual, como sempre.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Este ano não há KFC, só Telepizza &amp;ndash; o capitalismo está a ser fortemente combatido. As abadias distritais/regionais (sim, porque não há nenhum distrito chamado Alentejo) são as mesmas. Vendem o mesmo. As pessoas talvez sejam diferentes. Pormenores irrelevantes. Vamos ao que importa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;O Avante é «a» festa política em Portugal. Tem vícios, claro. É muito triste ver ambulâncias em permanente circulação e em permanente tratamento de rapariguitas em coma alcoólico. É muito triste ver gente completamente embriagada a meter-se com desconhecidos. É muito triste que cada tomo do «Capital» custe uns escandalosos 11&amp;euro;. No entanto, tudo isto facilmente se ultrapassa &amp;ndash; é verdade! &amp;ndash; quando se sente o espírito da festa. Vamos à Festa do Livro e compramos um «A casa dos budas ditosos» do Ubaldo Ribeiro por uns simpáticos 15&amp;euro;. Fingimos que não sabemos que uma grande parte das pessoas que ali circula não é comunista e deixamo-nos ficar, quando escassos minutos faltam para a meia-noite, a olhar o céu despido de estrelas &amp;ndash; vulgares vestes &amp;ndash; e coberto de foguetes coloridos &amp;ndash; coisa nobre. Baixando os olhos, mesmo cá para baixo, para o palco principal, são aos milhares os que num transe inexplicável dançam, sim: dançam «A Carvalhesa». Riem. Muito. Estão felizes por participar na festa. Tudo isto numa sexta-feira mal amanhada e começada tarde.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 04 Sep 2009 14:36:11 GMT</pubDate>
  <title>Ler os outros</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
  <link>http://oafilhado.blogs.sapo.pt/476804.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;O problema é &lt;i&gt;o cenário&lt;/i&gt; que permitiu isto e que gerou decisões como estas &amp;ndash; e que teve o seu &lt;i&gt;epicentro público&lt;/i&gt; no discurso inaugural do congresso do PS. Que o primeiro-ministro não &lt;i&gt;ordenou&lt;/i&gt; à administração da TVI o fim do Jornal Nacional? &lt;i&gt;Pode&lt;/i&gt; acreditar-se. Mas o que acontece é que o primeiro-ministro &lt;i&gt;tinha pedido&lt;/i&gt; o seu fim.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco José Viegas, no &lt;a href=&quot;http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/1024547.html&quot;&gt;Origem das Espécies&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ler os outros</category>
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  <pubDate>Fri, 04 Sep 2009 13:49:57 GMT</pubDate>
  <title>Inutilidades</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
  <link>http://oafilhado.blogs.sapo.pt/476566.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black; border-left-color: black&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;378&quot; height=&quot;500&quot; src=&quot;http://farm3.static.flickr.com/2620/3886441621_9235831b0b.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Norman Rockwell, &lt;i&gt;&lt;b&gt;Freedom of Speech&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, 1943&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 04 Sep 2009 08:59:54 GMT</pubDate>
  <title>O país indecente (III)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;A prova de que Sócrates tem responsabilidade moral em tudo isto e a de que tem plena noção desse facto é a sua declaração que roda todos os noticiários. Se Sócrates não tivesse responsabilidade no fim do telejornal, a suspensão deste não afectaria negativamente a campanha &amp;ndash; muito pelo contrário. Afectará. E bem.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 04 Sep 2009 08:58:00 GMT</pubDate>
  <title>O país indecente (II)</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;A partir do momento em que numa entrevista televisiva um Primeiro-Ministro de um país ataca despudoradamente um telejornal e em que num congresso partidário o Secretário-Geral, curiosamente a mesma pessoa que o Primeiro-Ministro, faz precisamente o mesmo, é inquestionável a responsabilidade moral indirecta, total ou parcial, tanto do governo como do partido em questão na suspensão desse telejornal. E é esta inquestionável responsabilidade que leva a que os partidos comentem algo que, num país decente, estaria completamente fora do seu interesse. Num país decente, claro.&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Por muitas justificações que sejam dadas, nenhuma colhe. José Sócrates e o Partido Socialista foram longe de mais. E sabem disso.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 03 Sep 2009 19:24:54 GMT</pubDate>
  <title>O país indecente</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Num país decente, a substituição de um programa noticioso por outro e a demissão de uma direcção de informação de uma estação de televisão seria assunto que não interessaria aos partidos políticos a ponto de haver conferências de imprensa de todos, repito: todos. Num país decente.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:21:02 GMT</pubDate>
  <title>Jotas</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Da próxima vez que, a meio de um discurso de quem quer que seja, os jota-ésse-dês começarem aos gritos, boto uma bomba na S. Caetano à Lapa.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 03 Sep 2009 13:41:35 GMT</pubDate>
  <title>Tudo por ele, nada contra ele</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
  <link>http://oafilhado.blogs.sapo.pt/475252.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Quando José Eduardo Moniz, à data da sua saída da TVI, afirmou publicamente que seria um escândalo o fim do Jornal Nacional de 6ª Feira, julguei sinceramente que ninguém iria ter coragem para o cancelar ou suspender. Enganei-me. Soube-se agora que o «telejornal travestido» que tinha como principal função a «caça ao homem», nas palavras do mui democrático líder do governo de Portugal, foi cancelado e que a direcção de informação se demitiu em bloco. Vivem-se maus tempos para a liberdade.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 03 Sep 2009 12:45:40 GMT</pubDate>
  <title>Sócrates vs. Portas</title>
  <author>Tiago Moreira Ramalho</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;José Sócrates&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Na sua primeira intervenção assemelhou-se a um cardeal patriarca: afirmou que a sua preocupação era transmitir confiança ao povo. Sócrates não entende que o que os portugueses precisam não é um líder espiritual, mas sim um líder político. Disse que Portugal foi dos primeiros a sair da crise e que a sua política económica estava a dar resultados. Sobre isto, o &lt;a href=&quot;http://blasfemias.net/2009/08/20/01-do-pib-acabam-com-pior-crise-em-80-anos/&quot;&gt;João Miranda&lt;/a&gt; já escreveu o suficiente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;No que respeita ao apoio às PME, Sócrates manteve o discurso socialista: apoiámos não-sei-quantas e vocês apoiaram menos. Sócrates não entende que um apoio à economia não pode ser feito com base em escolhas de empresas, escolhas essas sempre muito duvidosas, mas sim num aumento da margem de manobra de todas as empresas (simplificação do sistema fiscal, redução de impostos, se possível, etc.).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Mostrou, uma vez mais, que pouco diferente era dos socialistas mais ortodoxos quando se mostrou contra a hipótese de escolha dos cidadãos sobre que tipo de reforma ter: fundos públicos ou fundos privados. Paulo Portas respondeu-lhe na perfeição: «o trabalhador sabe muito melhor o que fazer ao seu dinheiro que o senhor&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Em relação à segurança, conseguiu manter-se por cima ao acusar o CDS de incoerente entre a actividade parlamentar e a campanha eleitoral.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Infelizmente, pegou de forma muito, muito pouco correcta na questão da guerra. Muito pouco correcta a diversos títulos: por saber que, na altura, pouco mais nos restava, por saber que a participação portuguesa foi quase residual e por saber perfeitamente que durante o seu mandato não fez nada para acabar com o esforço militar e até o aumentou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Sobre educação, Sócrates mostrou uma vez mais a sua face socialista, na tradição soviética, opondo-se à possibilidade de escolha, por parte das famílias, das escolas a frequentar pelos seus educandos. Conseguiu, sem se rir, falar das Novas Oportunidades como uma vitória &amp;ndash; toda a gente soube, desde início, que todo o programa iria servir apenas para «números».&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;No final do debate, esteve muito bem «esteticamente» ao falar directamente para a câmara. É uma barbie, todos o sabemos. Não conseguiu, no entanto, resistir a, após o debate, dizer aos jornalistas algo que merecia figurar numa antologia de grandes frases da política portuguesa: «confio muito em mim e naquilo que fiz».&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Paulo Portas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;No início do debate voltou a trazer a falsa questão do «aumento da carga fiscal». É falso que o governo tenha aumentado todos os impostos. Se as receitas aumentaram, muito se deve ao necessário combate à evasão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Sobre desemprego, Paulo Portas conseguiu atirar com perfeição a frase sonante de José Sócrates, que dizia, antes de ser governo, que 6,8% de desemprego era a marca de uma governação falhada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Em relação à política social, Portas voltou a falar do RSI, um dos tumores de Portugal. Pessoalmente, admiro-o por isto: é o único que tem coragem para denunciar a situação. A hipocrisia e oportunismo de todos os outros faz perpetuas a situação vergonhosa que todos conhecemos. Quando Sócrates acusou a direita de querer privatizar a Seg. Social, Portas fez o favor de lembrar que 25% dos fundos do sistema estão investidos em bolsa. São os caprichos do mercado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Quando o tema mudou para segurança, Portas pegou muito bem na questão do relatório que o governo decidiu apresentar apenas depois das eleições. Bastante conveniente. Falhou por ter deixado morrer a questão: deveria ter insistido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;No respeitante à educação, Portas também conseguiu sair por cima. Lembrou a frase maravilhosa de Maria de Lurdes Rodrigues («a paz com os professores vai sair muito cara ao país») e rematou com um perfeito, por verdadeiro, «o senhor quis virar um pais inteiro contra os professores».&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Conclusões&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Pareceu-me que, num debate algo nivelado, Paulo Portas conseguiu ganhar. José Sócrates, mais que na sua versão «português suave», esteve na sua versão «carneiro mal morto». Esteve apagado em várias partes do debate e não conseguiu responder em muitas situações. Se Portas é, e é, um político desgastado, Sócrates começa também a sê-lo.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>legislativas</category>
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