A máfia da blogosfera
09
Jun 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:43link do post | comentar

Da Virtude Democrática, por Miguel Botelho Moniz.

Primeiro Aniversário: É já amanhã!

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 01:10link do post | comentar | ver comentários (3)

A formiga e a cigarra, por Tomás Vasques.

Primeiro Aniversário: É já amanhã!

05
Jun 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:22link do post | comentar

Morrer de indiferença, por Rui Vasco Neto.


04
Jun 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 23:08link do post | comentar

«Como infelizmente se esperava, os que há pouco tempo atrás berravam sobre o princípio da presunção de inocência e se indignavam com o que se estava a passar com o Primeiro-Ministro,  são os primeiros a atirar pedras à reputação do Presidente.
Os que viam Sócrates como um bandido internacional são agora os da primeira fila a bater no peito pela honra do Presidente e a não admitir sequer a mínima dúvida.
Tudo isto é muito cansativo na sua previsibilidade.»
 

Pedro Marques Lopes, no União de Facto


01
Jun 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:50link do post | comentar

Toiro Lindo, por Bruno Vieira Amaral

 


31
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:27link do post | comentar

Do Escrutínio, por Joana Carvalho Dias.


30
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:37link do post | comentar | ver comentários (1)

Sigilo nas salas de aula?, por Lutz Brückelmann.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:43link do post | comentar

«Poucos portugueses lutaram para que muitos pudessem votar um dia. O mínimo que estes milhões poderiam fazer era honrar essa conquista. Infelizmente não o fazem. Depois não se queixem.»

 

Bernardo Pires de Lima, no União de Facto


29
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:01link do post | comentar

Numa época em que no debate político só se ouvem referências a Esquerdas e a Direitas, é bom saber o que significa cada coisa. Lede, portanto, "The First Leftist" de Dean Russel.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:23link do post | comentar | ver comentários (3)

«Afinal, o PS moderou-se. Distribuição de preservativos nas escolas? Sim, mas cautela: a proposta aprovada na especialidade pelos socialistas não prevê distribuir preservativos como quem atira milho aos pombos.

Tudo depende das necessidades dos pombos: se, por hipótese, o Joãozinho aparece no ‘gabinete de apoio’ e declara, em doloroso pranto, que ele e a Teresinha já não aguentam mais os calores, é função do ‘técnico’ entregar-lhe a borracha e conceder-lhe a sua bênção. Mas o que fazer a todos os outros que, apesar dos calores, não têm forma de lhes dar andamento?

Em nome de uma escola verdadeiramente igualitária, o legislador devia acautelar situações de exclusão e carência, disponibilizando um bordel terapêutico em pleno recinto escolar. De nada servem aulas teóricas se os alunos não têm material para as práticas.»

 

João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã


20
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:37link do post | comentar | ver comentários (2)

«Se Portugal fosse um país a sério reagiria com veemência ao anúncio do primeiro-ministro de ir à Madeira distribuir 200 computadores Magalhães, num acto de pura propaganda política, que transmite todas as mensagens erradas sobre a apropriação partidária e pessoal do Estado por um homem e por um partido. Esta noção patrimonial do Estado, que é "deles", que "eles" oferecem ao sabor das conveniências, das compras dos votos, é a do país das "cunhas", dos "pedidos", dos "favores", da corrupção, do partidarismo, das clientelas, o mesmo Portugal de sempre de que não nos livramos nunca, o do Senhor Joãozinho das Perdizes e a sua fila submissa de eleitores paga a copos de vinho. Ao lado de Sócrates, atacar Valentim Loureiro, que dava electrodomésticos em campanha, é pura hipocrisia. Valentim dava os seus próprios electrodomésticos, pagos com o seu dinheiro, Sócrates dá os computadores, pagos com o nosso dinheiro, a que só falta colocar um emblema do PS, como certamente Elisa Ferreira quereria, ela que disse que Rui Rio pintou os bairros sociais do Porto, "mas esqueceu-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS". É do Estado, logo é do PS.»
 

José Pacheco Pereira, no Abrupto


18
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:12link do post | comentar

Ler os textos do Henrique Raposo e do Luís Naves (I, II) sobre a entrada da Turquia na União Europeia.


14
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:21link do post | comentar

Excelente desmontagem feita pelo Filipe Nunes Vicente das grandes causas de certas forças que só se batem pelo que lhes interessa. A compra da COSEC, assunto sobre o qual já escrevi, vai trazer consequências muito pouco desejáveis, consequências muito bem evidenciadas pelo Gabriel Silva. Sobre o grande sapo, de nome Vital, que José Sócrates vai engolindo escreve o João Gonçalves. Ainda sobre Vital, e as suas mudanças comportamentais desde os idos anos 80, escreve o Jorge Ferreira. O Rodrigo Moita de Deus faz um comentário certeiro sobre os regulamentos da escola do Pinhal Novo. Termino esta revista com o Pedro Correia que escreve sobre a inaudita Carmelinda Pereira e as não menos inauditas propostas do seu POUS.


11
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:09link do post | comentar | ver comentários (1)

O ADN de Pinho, por João Gonçalves.


10
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:17link do post | comentar

«Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.
A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.»

 

Miguel Esteves Cardoso, republicado na Nós


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:50link do post | comentar | ver comentários (2)

Se calhar é demasiado forte, mas não posso deixar de dar alguma razão ao que escreve a Sofia Vieira. Igualmente forte e infinitamente conciso é o Henrique Raposo, com quem concordo plenamente.

Quando li, fiquei a pensar que a Sofia Bragança Buchholz anda a ler demasiadas orwellices, mas pensando bem, não sei.

O Vasco Lobo Xavier já nos habituou a um certo estilo, neste caso não desilude. E ainda bem que há gente assim.

Infelizmente o que escreve a Joana Carvalho Dias é incontestável. Valha-nos estar no lado mais tolerante.


09
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:57link do post | comentar | ver comentários (2)

«Há uns tempos, enviaram-me um mail que mostrava um texto que Eça escrevera para um jornal a criticar a situação política e social do fim do século XIX. Há mais de 100 anos atrás. E, espantada, verifiquei que aquele texto, que aquela crítica podia ter sido escrita para a edição do PUBLICO de Domingo. Podia ser um texto escrito para hoje.» Daniela Major

 

Tivéssemos nós a sorte de ter uma nova Geração de 70 nesta terra, que nos abrisse os olhos e nos metesse os dedos nas feridas. São coisas que não voltam nunca, por isso, recordemos.


03
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:44link do post | comentar | ver comentários (1)

«Trinta e cinco anos depois de Abril, a democracia continua a viver à custa de Salazar e da sua queda. Parece que o regime democrático e a liberdade nada têm a oferecer ao povo para além do derrube do ditador. Que, aliás, não foi do próprio mas do sucessor. Aqueles partidos e aquela instituição vivem obcecados. Sentir-se-ão culpados? De quê? De não terem sabido governar o país com mais êxito e menos demagogia? De perceberem que a população está cada vez mais cansada da política e indiferente aos políticos? Preocupante é haver alguém que pense que aquelas imagens produzem algum efeito! A política contemporânea é de tal modo medíocre que o derrube do anterior regime é ainda mais importante do que o novo regime democrático. Essa é a mágoa! Trinta e cinco anos depois, a liberdade e tudo quanto se vive não são já mais importantes do que aquele dia de derrube. Será que os espanhóis fazem o mesmo? Os gregos? Os russos? Os franceses também eram assim em 1980? Que Parlamento no mundo, em dia solene ou simplesmente em dia de trabalho normal, se dispõe a exibir fotografias dos inimigos da democracia? Será assim tão frágil a nossa liberdade que necessitamos de a legitimar sempre com o derrube de um ditador? Por quantos mais anos vamos assistir a isto? Nenhum dos argumentos previsíveis é satisfatório. Dizem que é preciso recordar. Reler a história recente para que a ditadura não volte. Gritar “nunca mais”, para que nunca mais seja. É exactamente o contrário. A falta de capacidade de respirar livremente, sem recordar os fantasmas, é a vontade de viver amarrado ao passado. Este regime é débil, porque não encontra em si próprio, nos seus méritos, razão suficiente para se legitimar e justificar. Para se assumir sem inventar ou ressuscitar inimigos. Esta insegurança revelada pelos dirigentes políticos contrasta com a certeza de muitos cidadãos. Inquéritos recentes mostram os sentimentos dos portugueses. Querem a liberdade. Não necessitam de fantasmas para se sentirem livres. Ponto final.»

 

António Barreto, via Portugal dos Pequeninos


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:20link do post | comentar

«Antigamente, o eng. Sócrates contratava figurantes para as suas sessões de propaganda escolar: dezenas de crianças meticulosamente aprumadas, capazes de enfeitar os noticiários com odes pungentes ao Magalhães.

Agora, com a crise, recorre-se a amadores: alunos reais de escolas reais que, devidamente manipulados, contribuem para os tempos de antena do PS. Isto, que levantou polémica, obrigou o eng. Sócrates a desculpar-se perante os pais. Não obrigou a que se encontrassem responsáveis por tão nefando acto. O PS diz que não é culpado e culpa a produtora do vídeo. A produtora diz que não é culpada e culpa os professores que não entenderam o projecto. Os professores dizem que não são culpados e culpam o Ministério da Educação. E o Ministério? O Ministério, sugestão minha, devia simplesmente culpar as crianças.»

 

João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:49link do post | comentar | ver comentários (2)

Os nobres canalhas, por João Tunes, sobre certos títulos nobiliárquicos muito pouco francos.

I dare you, por Eugénia Vasconcellos, o relato de, mais que um acto de rebeldia, um acto de cidadania.

A casa dos budas ditosos, por Ana Cássia Rebelo, que li e guardei, não divulguei, até agora, e que é sobre o que mais agrada uma mulher num supermercado


arquivo do blogue
2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar