A máfia da blogosfera
14
Jul 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:36link do post | comentar

Não querendo parecer fundamentalista, parece-me que a única heresia possível será a de pedir um retorno ao passado. Não é muito progressista na aparência. Mas só se regressarmos ao passado, reduzindo o poder estatal, criando contrapesos e freios e clamando mais liberdade individual é que poderemos progredir. Hoje, pedir isso em países como o nosso, é coisa para fogueira.


Não estou a falar de antes de Keynes, pelo amor de Deus!
Estou a falar da segunda metade do século XX, quando se iniciou o processo de globalização.

E não estou a falar só de liberdades civis, aliás, nem me refiro explicitamente a essas. Estou a falar de liberdades económicas: poder fazer o que quiser com o meu dinheiro e ser livre, verdadeiramente livre, nos aspectos que apenas dizem respeito a mim próprio.

"...nos aspectos que apenas dizem respeito a mim próprio"

Mas os conflitos maiores aparecem apenas nos aspectos que não te dizem respeito a ti próprio.
Stran a 14 de Julho de 2009 às 22:11

Não percebi...

O que quis dizer é que no que respeita às liberdades economicas tu és completamente livre "nos aspectos que apenas dizem respeito a ti próprio".

Os unicos problemas ocorrem em temas que dizem referente à sociedade. Ou seja em temas que o aumento da tua liberdade implica uma diminuição de liberdade dos outros.
Stran a 14 de Julho de 2009 às 23:48

Temos acepções diferentes sobre o que é que é privado e o que é público...

Sim sem duvida, embora o que apontei é pré questão publico vs privado
Stran a 15 de Julho de 2009 às 10:32

Compreendo.
É um erro frequente, a confusão de liberdade económica com liberdade num sentido lato, e eventualmente a substituição da primeira pela segunda como se só essa interessasse realmente.

Entretanto, finalmente e ao fim de meses, pelo que peço desculpas, deixei um post que é uma primeira exploração de porque precisamos de "governos".
(ainda se lembra dessa discussão?)

Honestamente não me lembro. Eu alguma vez disse que não precisavamos de governos?

Se bem me lembro, agora que me obriga a puxar pela memória, foi no contexto especifico da função social do estado, solidariedade "imposta" pelo estado vs iniciativa individual.

Na altura fiz um esboço do texto que agora publiquei, por isso quando voltei a ele limitei-me a fazer a conclusão.

Ok... prometo entao avançar mais argumentação nesse sentido. O que ali está é um ponto de partida muito genérico.
l.rodrigues a 15 de Julho de 2009 às 14:12

arquivo do blogue
2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar