A máfia da blogosfera
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Jul 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:23link do post | comentar

Os monárquicos portugueses da actualidade são, na sua maioria, e ao que sei, liberais. Liberais no sentido em que defendem a política levada a cabo ao longo do século XIX, mais não seja por a elogiarem tanto em comparação à do século XX. Por isso, não sei como é possível que defendam para Rei nada mais nada menos que um descendente do último dos absolutistas que acabou banido de Portugal. D. Duarte é, para quem não sabe, descendente de D. Miguel, o absolutista, que esteve num dos lados da guerra civil, opondo-se a D. Pedro IV, o liberal.

Para além disso, não entendo porque é que, a voltar a haver monarquia em Portugal, teria de ser D. Duarte de Bragança a assumir o lugar de Rei. O que há que lhe confira tal prestígio? Não me parece que se tenha notabilizado propriamente por grandes feitos. Se se reconstituísse a monarquia em Portugal, por absurdo admitamos o cenário, o mínimo a fazer seria fundar-se uma nova dinastia. É que a dinastia bragantina não tem propriamente um título de propriedade sobre a nação.


Não sabendo os pormenores de quem defendem, existe uma parte significativa dos que defendem a monarquia que não se identificam com o D.Duarte.
Daniel João Santos a 12 de Julho de 2009 às 09:27

O seu comentário, por todo o respeito que tenho por si, enquanto cidadão anónimo para mim, é obtuso. Porquê? Primeiro é uma trapalhada histórica e depois uma confusão ideológica. Trapalhada históricas porque se sabe que D. Duarte de Bragança descende de D. Miguel, também devia ter-se dado ao trabalho de descobrir que, por via materna, descende também de D. Pedro, o tal liberal (que aliás, ao contrário do que deve pensar, foi aquele que trouxe a democracia a Portugal e não o golpe de 5 de Outubro). Confusão ideológica porque confunde Liberalismo económico e social com monarquia liberal constitucional. A Dinastia Brigantina não tem título de propriedade sobre a nação, nem nunca teve. Portugal é dos portugueses, dos seus cidadãos. Bom, actualmente, que não vivemos numa monarquia - regime pelo qual parece não ter grande apreço - Portugal é dos lobies económicos e políticos. O dinheiro, a partidocracia e as cunhas. É esta a República Portuguesa.
Nuno Resende a 12 de Julho de 2009 às 16:12

Ora, Tiago, sendo o sr. Cavaco o sucessor dos fulanos da 1ª e da 2ª repúblicas, que tantas tropelias impuseram ao martirizado país,, parece-te que este inegável facto deva por si excluir a republicana legitimidade do actual residente de Belém?
A questão de D. Miguel é o recorrente argumento, como se ainda vivêssemos no século XIX. Já agora também pode invocar o facto de D. Afonso Henriques ter sido violento militar e até pode - uma vez mais anacronicamente - invocar o tribunal de Haia, por alegados crimes de guerra contra os mouros. As credenciais de tolerância do actual Duque de Bragança merecem o respeito que a verdade lhe confere*.


*Se por absurdo o teu pai decidisse colocar uma bomba no Ministério das Finanças isso tornava-te suspeito de algo? Ora bolas...
Nuno Castelo-Branco a 12 de Julho de 2009 às 20:44

Toda a razão quanto à descendência. Péssimo argumento, o meu.

Mas o resto mantém-se.

fiquei com a ideia de que os comentários do Nuno Resende e do Nuno Castelo-Branco tinham algum nervosismo.

é de facto, uma questão muito difícil para os defensores da dinastia de bragança. mas há bons argumentos para isso.

esteja atento ao Estado Sentido ;)
Manuel Pinto de Rezende a 13 de Julho de 2009 às 16:05

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