A máfia da blogosfera
24
Jun 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:42link do post | comentar

Apesar de concordar com a tese do Pedro, de que as eleições deveriam ser feitas em dias separados, julgo que os argumentos que ele usa não são os melhores.

A proposta do PSD faz algum sentido, precisamente por causa dos gastos públicos. São quatro milhões de euros, valor que poderia ser utilizado para imensas coisas - estamos já tão habituados aos milhares de milhões que nos esquecemos que as escolas são mais baratas. E quando o Pedro diz que no limite o melhor seria propor o fim das eleições para poupar está a fazer uma redução ao absurdo falacciosa. O que é proposto é que as eleições sejam feitas no mesmo dia para evitar os gastos que o PSD, ao que parece, considera desnecessários. Ao que sei, e julgo que ninguém duvida, nenhum dos cinco grandes põe em causa o valor das eleições e da democracia. 

Para além disso, os gastos na campanha eleitoral não nos dizem respeito. Nós portugueses demos ao PSD o mesmo que demos aos outros todos: o máximo que eles podiam receber. Os que fizeram orçamentos menores fizeram-no ou porque queriam fazer politiquice ou porque não tinham simplesmente mais recursos próprios.

De qualquer modo, também penso que os quatro milhões se podem gastar, mas seria bom que os partidos, tão empenhados no bom esclarecimento dos cidadãos, mostrassem isso mesmo daqui a uns meses.


poupar quatro milhões é bem bom.
Daniel João Santos a 24 de Junho de 2009 às 15:06

Se eu li bem o Pedro Correia, ele defende o oposto: Que as eleições devem ser em dia separados.

A razão para o PSD querer as duas no mesmo dia é puramente política, nada tendo que ver com a poupança de 4 milhões. Antes conta com a sua elevada penetração Autárquica para introduzir uma nuance local em eleições que se querem nacionais. A confusão dos debates politicos favorece o PSD, a sua separação não.

l.rodrigues a 24 de Junho de 2009 às 16:42

Enganei-me. Escrevi isto de manhã... Que chatice. Fica a correcção.

Tiago, como deves calcular há argumentos importantes, de ordem política, que me levam a defender as eleições em datas separadas. Argumentos que o Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado, sintetiza bem ao afirmar que não devemos confundir questões de política geral com a construção de rotundas.
Nesta matéria, se bem interpreto a Constituição, o PR não tem poderes discricionários: se a lei fundamental do País determina que ele deve ouvir os partidos, terá mesmo de o fazer, não como pró-forma mas escutando-os de facto. Só o PSD defende as eleições em simultâneo, o que limita consideravelmente a margem de manobra de Cavaco Silva nesta matéria.
Depois das férias, se for caso disso, voltarei ao tema. Agora apetece-me é pensar em mergulhos...
Um abraço
Pedro Correia a 24 de Junho de 2009 às 22:45

Mas eu concordo com as eleições em dias separados. Apenas escrevi que não considero alguns dos teus argumentos sólidos.

Fazes muito bem. Bons mergulhos :)

Abraço

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