A máfia da blogosfera
05
Jun 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:59link do post | comentar

Pergunto-me sobre a utilidade do «dia de reflexão». Um dia, a véspera da eleição, em que não pode haver uma acção de campanha, um discurso, um tempo de antena, nada. Tudo a bem da reflexão: afinal, o voto tem de ser consciente. Mas será que é o facto de na véspera não se dizer nada que vai levar a um aumento dessa consciência no voto? Será que o silêncio de vinte e quatro horas permite limpar o espírito das barbaridades vistas e ouvidas, quantas vezes sentidas, durante as semanas e meses que antecedem a reflexão? E será mesmo que o facto de haver campanha mais um dia, o derradeiro, fará com que as pessoas não consigam reflectir?

Parte-se do pressuposto que o processo é constituído por duas fases: uma de meses, em que se ouvem sem analisar dados puros para recolha e que, na véspera, se vai processar a informação toda para que o voto seja o melhor possível. Mal estaríamos se até ao dia da reflexão ainda ninguém tivesse reflectido.

É um absurdo, há tantos, isto do dia da reflexão, mas, já agora, será que os blogues também têm de o respeitar?


Não temos de respeitar porque não nos enquadramos na lei. Não somos órgãos de comunicação social.

mas com a força que temos, acredito que em breve alguém vai se lembrara de nós.

Acho bem do dia de reflexão. Pelo menos dá para descansar destes senhores.
Daniel João Santos a 5 de Junho de 2009 às 23:20

Já se lembraram.. só que o Governo não deu prosseguimento a essas intenções (creio que mais por reconhecimento da incapacidade de controlar milhares de blogs do que por falta de vontade disso.. ). Falta fazer cair o resto deste mito retrógrado..
Maverick47 a 5 de Junho de 2009 às 23:31

Julgo por acaso que é interessante termos um dia de reflexão para descansarmos os ouvidos e os olhos. Para um povo latino julgo que é importante.

Quanto à questão dos bloggers, a verdade é que não temos peso para ser um problema para os partidos. No meu caso e no meu blogue vou cumprir...
Stran a 6 de Junho de 2009 às 01:19

Não temos peso?
Claro que o meu e o teu não são propriamente influentes, mas o 31 da Armada já marcou várias vezes a agenda mediática...

Não ter peso não significa não ter alguma influência. Mas a verdade é que somos ainda muito insignificantes.Todos.

Por exemplo toda a gente conhece o DN ou o Publico e para aí 1% da população é que conhece o mundo blogoesferico.

E por outro lado existe muita mistura entre mundo real e mundo blogoesferico pelo que não sabes se a influência é do blogguer ou da pessoa. Julgo até que um problema da blogoesfera portuguesa é viver em circuito fechado...

Mas já agora fiquei curioso, qual foi a agenda mediatica marcada pelo 31 da armada?
Stran a 6 de Junho de 2009 às 12:33

Quando houve a denúncia do falso relatório da OCDE, a coisa partiu do 31. Investigação do Carlos Nunes Lopes.
Depois, o tempo de antena do PS que envolvia crianças numa escola também foi denunciado por eles.

Não sei se um texto no 31 ou no Blasfémias não tem mais repercussões que uma crónica do DN.

Quanto ao impacto não tem. O universo de leitores de um meio e de outro. Uma crónica de jornal é lida por centenas de milhares de pessoas, uma crónica de um blogue é lida no máximo por um milhar de pessoas.

É obvio que este ultimo universo já é suficiente para causar algum efeito, mas continua a ser um meio parasitário e não um meio válido per si.

Aliás se fores a ver, os blogues mais influentes ou conhecidos são blogues cujas pessoas têm influência noutros campos. O que é sintomático...
Stran a 6 de Junho de 2009 às 14:42

Quanto à questão blogger/pessoa. Umas vezes funciona como dizes, outras não.
Sem blogosfera, quem era o Rodrigo Moita de Deus, a Ana Matos Pires, o Henrique Raposo, o João Miranda, só para nomear alguns?

O que é que o Henrique Raposo faz?
Stran a 6 de Junho de 2009 às 17:57

Começou por pertencer ao IPRI, daí saltou para o atlântico e depois para o Expresso

Desculpa a inha pequena "inquisição" mas o que é o IPRI?
Stran a 7 de Junho de 2009 às 15:00

Instituto Portugues de Relações Internacionais, se não estou em erro. Pertence à Universidade Nova de Lisboa.

Eu acho que toda a campanha eleitoral a que assistimos tinha sido bem substituída por dias de reflexão.

Estaríamos tão esclarecidos como estamos e pelo menos não tinha havido bombos e gaitas.

Gaita!
Anónimo a 6 de Junho de 2009 às 15:14

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