A máfia da blogosfera
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Abr 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:47link do post | comentar

Parece que chegou ao fim a epopeia digna de Homero que foi a escolha do cão presidencial dos Estados Unidos. As crises alérgicas da filha de Barack Obama abriram espaço para que Portugal tivesse, finalmente, o seu lugar no mundo: um cão na casa branca. Começou, então, o frenesim. E foram as notícias intermináveis que mostravam animais felpudos na dianteira e rapadinhos na traseira. E foram os blogues que não se cansaram de dar a ler textos sobre o assunto. E foi o país que esperou com o coração a palpitar - qual crise? - que o novo líder do mundo livre escolhesse um cão de uma raça muito nossa, que só isso faltava, depois das cartas - lembram-se? - ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República, para que nos tornássemos irmãos transatlânticos - qual Brasil?.

Lá veio o Ted Kennedy oferecer um cachorrinho da raça portuguesa ao casal presidencial que dá abracinhos a rainhas e beija o chão à frente de reis. É adorável o bicho: preto com uma gravatinha branca, para fazer contraste. Pena que seja apenas luso-descendente: não tem o mesmo sabor, e que tenha um nome tão cabo-verdiano: Bo. Depois do austríaco que não domina, Barack Obama lançou-se ao crioulo. Enfim. Quatro meses de alegria que agora cessam. Que venha o mundo, que já se faz tarde e tenho coisas combinadas.


Está desculpado. A culpa não é sua pois não lhe foi ensinado na escola nada sobre Cabo Verde.
Amílcar Tavares a 14 de Abril de 2009 às 09:20

Se me enganei nalgum aspecto sobre o qual o Amilcar me possa elucidar, faça favor!

Cumprimentos

Bo não é um nome, pelo menos em Cabo Verde. Depois digo-lhe o que significa.

Eu sei, caro Amílcar. Significa, salvo erro, 'tu'. Mas a questão é que é um termo crioulo, o seu significado, no contexto, não interessa nada...

Cumprimentos


Com tanto crioulo, mais a chuva miudinha, fiquei com vontade de Cesária Évora... A despropósito, caro Tiago, roubar assim, não faz mal, faz bem.
Eugénia de Vasconcellos a 14 de Abril de 2009 às 18:20

estou tão feliz pelo cão que até me esqueci da crise...

Enfim...
Daniel João Santos a 14 de Abril de 2009 às 21:27

Nada como um bom canino
Com "status" e pata fina:
Na Casa Branca é "divino"
E de Portugal se assina.

Um blogue ele já merece
Com episódios reais
E dele ninguém se esquece
Nem nunca terá rivais.

Cá p'ra mim, o meu Leão,
Que navega nestas bandas,
Só fará um figurão
E barulho nas varandas.

Mas história como essa,
Nunca viu nem verá,
Só na Terceira começa
Na imagem que se dá.

Não há nada como ser
O "Rei" duma terra inteira,
Ficam todos a saber
Tudo p'ra além da fronteira.

E não me levem a mal
As quadras em cantoria,
Para mim já é normal
Uma cantiga por dia.

[Só que a rir e a cantar,
Falha sempre alguma ponta
Se quiser pode apagar
E destas não fazer conta.]

Um abraço, à despedida,
De uma pobre cantadeira,
Que a todos já convida
Para as rimas da Terceira. :)
Azoriana a 17 de Abril de 2009 às 14:59

Não é todos os dias que se faz arte nas minhas caixas de comentários.

Muito obrigado, cara Azoriana :)

Obrigada eu. Só agora consegui voltar e digo-lhe que o admiro, mesmo sem o conhecer, pela sua escrita que me cativou logo à primeira leitura.
Eu não sei escrever uma tal prosa mas vou-me aconchegando com a rima à moda da nossa ilha.

Cumprimentos sorridentes

Muito obrigado pelo elogio. São poucos os dias em que aparece alguém a congratular-nos pelo trabalho. Hoje foi um dia dos bons, portanto.

Cumprimentos não menos sorridentes :-)

Se algum dia der uma olhada no meu blog perceberá que afinal o Leão já não é cão... risos.
E não diga a ninguém mas cá para mim, que ninguém nos ouça, a minha "Leão" seria uma óptima amiguinha do "Bu"... hehehehehe
Há cada uma que só visto. Se estiver inspirado mande uma prosa jeitosa para completar esta quase anedota e/ou novela
Azoriana a 15 de Maio de 2009 às 11:18

Bu sta doude tiago. Bu sta pa bó qué bó, ma bu ca sabi papia crioulo, moze. Bu ca caboverdiano cima nos. Coba na bu renqui. Mi é badiu di fora, talvez m pode chinau, pa bu prendi..
Cachor di presidenti, é fijo de migrante na mérica. Ca cachor de praia, mofino. Cachor de Praia ê runho, cima kel moze ki deixau comentário, mas parcem ki moze ê sampadjudo . Kes que sta na mérica ja bira civilizado. Pude ser qui cachor mandanu dóla.
Hóra ki bu kre m ta mandau traduçon.
miguel dias a 18 de Abril de 2009 às 23:38

Isso não vale!

Julgava mesmo que era "bo" e não "bu". Erro crasso, mas deixo passar para o efeito dramático.

E não é preciso tradução, não. Acho que consegui "sacar" parte da mensagem.

Bo também esta´correcto, é apenas uma questão de sotaque que varia de ilha para ilha, e dentro de cada ilha. No meu caso, trata-se de badiu di fora, isto é o sotaque da zonas rurais de Santiago.
Abraço.
miguel dias a 19 de Abril de 2009 às 11:00

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