A máfia da blogosfera
09
Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:28link do post | comentar
Muitas vezes critico fortemente a governação do Engenheiro Sócrates e dos seus compinchas, mas há um aspecto em que lhes tiro o chapéu: a questão energética.

Numa conjuntura de completo choque petrolífero e de previsões catastróficas (há quem diga que o petróleo por barril pode chegar aos 500 USD) Portugal está na linha da frente na busca de alternativas. Em primeiro lugar foram as imensas centrais de produção de energia, tanto eólica como solar que são grandes bandeiras: "as maiores do mundo". São de extrema importância porque a grande maioria das emissões de carbono não são provenientes dos automóveis e restantes meios de transporte, são provenientes da indústria e da produção de electricidade para as habitações e actividades do sector primário e terciário. Depois de neste patamar estarmos numa fase avançada (não é o ideal, mas estamos muito à frente da maioria dos países) o país lançou-se aos amigos automóveis. Com um protocolo com a as fabricantes automóveis Nissan e Renault, está prevista a criação de uma rede de abastecimento de electricidade para os carros (que se estenderá, segundo ouvi nas notícias, a outras marcas, assim que as condições sejam as melhores). Este protocolo tem estado a ser trabalhado desde Maio e é de aplaudir o Ministério da Economia que, pelo menos nesta área, tem provas dadas. Para além disto, o governo juntamente com alguns grandes grupos empresariais tem estado a patrocinar a criação de veículos com zero emissões e está a tentar criar-se uma forma de atrair pessoas para estes veículos, por exemplo, baixando o imposto automóvel:

«(...)"Se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30 por cento do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70 por cento uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente" (...)»

Mas nem tudo são rosas. Não sou um daqueles ambientalistas loucos que andam por aí a anunciar o fim do mundo, mas acho que existem prioridades e a questão da dependência energética é uma delas. Nós poderíamos estar a crescer muito mais se não fosse o petróleo, portanto, tanto do ponto de vista ambiental como económico, uma aposta forte em reduzir esta dependência é extremamente positivo. Acredito mesmo que se o dinheiro do TGV e do aeroporto (que agora se diz não serem assim tão precisos) fosse "desviado" para esta questão, teríamos enormes benefícios no longo prazo. Imagine-se o que seria a não dependência do petróleo. Os impactos seriam tremendos. Começando pela baixa tremenda da inflação (quem tem sido inflacionada, desculpem a redundância, pelo preço do petróleo) até ao crescimento do PIB provavelmente como nunca se viu. É algo a pensar...

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