A máfia da blogosfera
01
Jan 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:24link do post | comentar
A crise financeira internacional que se vive já não é propriamente novidade. Novidade vão sendo os métodos dos países para a combater. A Islândia nacionalizou a banca nacional e foi à bancarrota, estanto agora, qual país africano, a viver de ajudas internacionais - isto vindo do país mais desenvolvido do mundo segundo o Relatório do IDH. A Inglaterra andou a fazer nacionalizações parciais dos bancos, apenas para os financiar. Os Estados Unidos criaram um fundo astronómico, inicialmente criado para auxiliar o sistema financeiro, mas estendendo-se agora a "outras áreas". Mesmo nós, em Portugal, criámos um fundo de garantias de 20 bibliões de euros para que a banca não tivesse tanta dificuldade em financiar-se e chegámos a nacionalizar um banco cujos problemas tinham muito pouco que ver com a crise. E depois vem a Venezuela. Qual é a forma que a Venezuela, isto é, Hugo Chávez, encontra para tentar melhorar estes tempos difíceis? Estabelece um limite de dinheiro para os venezuelanos gastarem no estrangeiro. Sim, foi estabelecido que a partir de agora cada venezuelano pode gastar um máximo de 2500 dólares anuais em despesas no estrangeiro. Puro socialismo. É inaceitável que um estado se reserve o direito de decidir quanto dinheiro as familías podem gastar no que quer que seja. A questão nem é económica aqui, o que aqui está posto em causa é a liberdade individual dos venezuelanos. Até que ponto se permite a pretensa omnipotência de um estado e de um homem?

Pois é , Tiago. Tu és muito novo. Não te podes lembrar da burguesia cagada de medo a passar as pratas para Espanha em 1974-75...
Al Kantara a 1 de Janeiro de 2009 às 17:52

Al,

Em primeiro lugar, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Em segundo lugar, mesmo que as duas situações tivessem algo em comum, isso não muda nada. A burguesia cagada de medo a passar as pratas para Espanha em 74-75 foi uma burguesia que, bem ou mal, estava a ser roubada (e se roubou antes pouco importa, evoluímos muito, pelo menos o suficiente para que a lei não se baseie na regra do "olho por olho") por pessoas encobertas por uma pretensa revolução socialista impulsionada por um Castro à portuguesa, que apenas fez cair uma ditadura porque queria a uma só sua.

Abraço
Tiago Moreira Ramalho a 1 de Janeiro de 2009 às 18:01

Ah g'and'a Tiago, às vezes és mesmo um g'and'a brincalhão...
Al Kantara a 2 de Janeiro de 2009 às 16:45

Oh Al, tu descredibilizas-me assim, pá! Está aqui um indivíduo a falar a sério e nem um contra-argumentozinho para amostra?

Desmancha-prazeres...

Abraço
Tiago Moreira Ramalho a 2 de Janeiro de 2009 às 16:48

A Burguesia passava as pratas para Espanha, a esquerdalhada espanhola em 36, já bem acossada pelos falangistas e depois de Estaline os mandar recuar, arrombou os bancos que pode, carregou barcos de ouro, jóias e obras de arte e ala que se faz tarde: rumou para a América latina onde continuou a lutar pelo proletariado sentados num sofá a viver à grande e à francesa.
Saiam as pratas entravam dolares bolcheviques às centenas de milhares para ajudar Cunhal a ficar com tudo de graça.
A hipocrisia tem um nome ... esquerda manhosa.
Anónimo a 4 de Janeiro de 2009 às 02:00

Caro anónimo, tanto conhecimento histórico deveria ser acompanhado de maior cuidado na concordância gramatical. É que a esquerda pode ser manhosa e hipócrita mas, pelo menos, sabe escrever sem calinadas...
Al Kantara a 5 de Janeiro de 2009 às 00:22

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