A máfia da blogosfera
25
Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:36link do post | comentar

Existe uma constante no funcionamento das economias: a necessidade do factor trabalho. Apesar do imenso investimento em capital feito, principalmente desde a Revolução Industrial, nunca deixou de ser necessário o trabalho. A atestar isto está o facto de, apesar de termos infinitas vezes mais máquinas que no período anterior ao da Revolução Industrial, a esmagadora maioria de nós continua a ter emprego. É, portanto, ponto assente que, dê lá por onde der, vai ser sempre necessário trabalho numa economia.
Aqui entra a questão do trabalho flexivel. Muitos sindicalistas e experimentados economistas de uma extrema-esquerda, caviar ou não, que se assumem como defensores da classe trabalhadora, têm insistido numa tremenda mentira que manipula a opinião pública: a ideia de que trabalho flexivel leva a situações de desemprego. Isto é uma abordagem de uma superficialidade tal que nos dá a entender como está o debate político, económico e social.
O que o trabalho flexivel faz é tornar os despedimentos mais fáceis. Quando uma empresa despede um empregado, é fácil perceber que vai precisar de outro para ocupar o lugar que foi desocupado, razão pela qual essa empresa vai ao mercado de trabalho procurar uma pessoa que, muito provavelmente, estava desempregada. Existe, portanto, uma maior rotatividade, diminuindo as situações de Desemprego de Longa Duração. Mas não é só isto que uma maior flexibilidade laboral permite, existem inúmeras consequências que são positivas. Saliento duas.
Em primeiro lugar, uma flexibilidade no trabalho vai permitir estarem nos postos de trabalho pessoas pela sua qualidade e não pela impossibilidade de saírem, o que aumentará invariavelmente a produtividade por dois motivos: uma maior presença de pessoas boas e uma maior necessidade de provar que se é bom. Resumindo, um mercado flexivel será um mercado mais justo. Em segundo lugar, um mercado mais flexivel vai permitir uma maior subsistência das empresas que em vez de se verem obrigadas pela lei a manter os empregados nem que tenham de abrir falência por isso, vão poder cortar despesas quando for necessário.

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