A máfia da blogosfera
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Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:18link do post | comentar
Todavia, o parlamento polaco ratificou, logo em Abril, o Tratado destinado a reformar o funcionamento das instituições europeias. Mas para ser definitivamente um dado adquirido, a ratificação tem de ter a assinatura do presidente. (...)

Esta situação está a assumir proporções escandalosamente anti-democráticas. É verdade que a Irlanda não ractificou o Tratado, mas isso deveu-se à vontade da população irlandesa (ou à vontade de quem manipulou a população irlandesa, leia-se aqui) e não à vontade de UM irlandês. Neste caso da Polónia, o Parlamento já aprovou o Tratado, por isso o presidente não tem o direito de, por puro capricho, dizer "ah, agora não quero, já não tem graça...". Ainda não consegui perceber o problema do Tratado, eu gostaria que um opositor me desse uma razão pela qual se opõe. É verdade que o poder dos países mais populosos vai ser reforçado. E depois? Não será isso justo? Não será isso mais democrático, Ó avidos defensores da democracia. Porque raio é que Portugal vai ter mais poder de decisão por pessoa que a Alemanha? Isto para mim justifica-se com a constante necessidade de nos opormos a tudo. A Irlanda não ractificou o Tratado de Nice à primeira, no entanto, é esse Tratado que está agora a regular o funcionamento das instituições e não vejo nada de muito errado, a UE não se desmoronou!

Bem, mas retornando ao presidente polaco, esse senhor devia ter vergonha. Depois de o seu país ractificar um documento com tal importância, ele toma-se por superior e pura e simplesmente diz "não" depois de ter estado em Lisboa a tratar do assunto.

"Depois de o seu país ractificar um documento com tal importância, ele toma-se por superior e pura e simplesmente diz "não" depois de ter estado em Lisboa a tratar do assunto."

Engana-se! Não foi O PAIS que o ractificou, mas o parlamento.

Até há data apenas um povo teve a oportunidade de se exprimir através do voto sobre o tratado. Foi o irlandês.
Anónimo a 1 de Julho de 2008 às 16:44

Caro anónimo,

a verdade é que o Parlamento representa o povo e os seus interesses, se não fosse assim, não havia necessidade da sua existência...
Tiago Moreira Ramalho a 1 de Julho de 2008 às 17:05

Bem, nesse caso o Presidente polaco também representa o povo, e tem todo o direito de tomar a decisão que tomou, com base na sua constituição e com base no voto popular que o elegeu...

Os parlamentos servem para legislar, para discutir e implementar políticas benéficas para os povos. Não servem para substituir a vontade popular nos momentos de potencial perda de soberania.

Repare que na Irlanda a votação do referendo nem sequer reflecte a posição dos partidos maioritários do respectivo parlamento...
Anónimo a 2 de Julho de 2008 às 09:35

O Pres. da República assume a posição de garante da democracia. Acho que isto diz tudo.

E outra coisa, o referendo da irlanda não foi exemplo para ninguém, não tenho memória de uma campanha tão mentirosa!
Tiago Moreira Ramalho a 2 de Julho de 2008 às 09:46

Ó Tiago... campanha mentirosa? Há falta de argumentos... enfim, a democracia só serve às vezes, não é?
Anónimo a 4 de Julho de 2008 às 17:41

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