A máfia da blogosfera
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Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:58link do post | comentar

O Público divulga online uma reportagem de Sérgio Aníbal sobre o aumento do intervencionismo no mundo inteiro e, particularmente, nos EUA - expoente máximo da economia de mercado.

A verdade é que todos os países, mais ou menos liberais, estão demasiado colados à imagem de um estado protector que auxilia em situações de aperto. Esse estado não pode defraudar as espectativas dos amados eleitores e trata de fazer o que se lhe pede. O problema é que tudo isto entra numa tremenda espiral e colocam-se, portanto, sérios problemas. Enquanto que em Portugal o que se vai fazendo são medidas de apoio à população, para estimular as "famílias" do ponto de vista económico, noutros países como a Alemanha, a Inglaterra e os EUA, não se faz mais nada: nacionaliza-se empresas em dificuldades.
A culpa da crise não é da falta de um Estado Providência (ou comunista como alguns ainda sonham). A culpa da crise é da incompetência do Estado Polícia. A verdade é que cada empresário na sua actividade tem uma visibilidade limitada sobre o que se passa no mercado. Uma construtora quando constrói um prédio não vai adivinhar que vai contribuir para um excesso de casas que levará o mundo a um colapso. A única entidade que consegue olhar "de cima" para tudo é o próprio estado, que deve avisar para os problemas que podem advir de algumas actividades económicas.
Tenho sérias dúvidas quanto à validade destas "intervenções". Muito bem, aqueles três países continuam com aquele banco, e depois? Não sei se as consequências de um tão acentuado intervencionismo não serão preversas. Afinal, o que se está a fazer é tão-só transferir os prejuízos de uma empresa dos empresários para os contribuintes - famílias. Sei que a falência de um banco traz enormes consequências numa economia, só não sei se as consequências de uma nacionalização não serão piores.

Já agora: recomendo novamente o texto do Rui A., no Portugal Contemporâneo: O Caminho para a Servidão.

disparate...
"visibilidade limitada"?
pudera, com a constante desregulação que é o desporto das elites nos estados unidos...
os grupos de interesses americanos conseguem influenciar o poder politico para ir na direcção do "laissez faire laissez passer" e agora vêem luminárias destas falar que foi o estado que falhou...
bonito. e trágico.
Anónimo a 31 de Julho de 2008 às 21:11

Antes de mais, caro anónimo, obrigado pelo comentário tão simpático.

O que disse deu-me toda a razão, caríssimo, porque se o Estado se deixa corromper perdendo a sua função principal que é o bem estar geral, então o Estado falha redondamente. Obviamente que quando me refiro a Estado estou a referir-me não ao povo, muito menos ao território, mas sim aos orgão de soberania, aqueles que nos EUA permitiram que um superavit com a assinatura de Clinton passasse para um défice de 20%. O argumento dos grupos de interesse falha porque para haver grupos de interesse tem de haver alguém que lhes dê "conversa" - quem...?
Tiago Moreira Ramalho a 1 de Agosto de 2008 às 11:13

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