A máfia da blogosfera
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Dez 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:22link do post | comentar
O João Pinto e Castro cita no Jugular aquele que é, para si, o melhor gestor português que conheceu - António Amaro de Matos. O gestor diz então que

"Talvez, por exemplo, impor que, no final do primeiro e segundo trimestre do próximo ano, o crédito a pequenas e médias empresas atinja, para cada banco, respectivamente, 20 por cento e 40 por cento acima do que figura nos balanços de Dezembro deste ano. Mantendo-se daí em diante. E que, não cumprindo, os bancos tivessem de depositar no BP o montante em falta para atingir aquele objectivo. Remunerado à taxa zero por cento. Podendo ser repassado a outros que o quisessem aplicar em PME."

Esta visão absurda do papel do estado na economia ainda me consegue surpreender. Eu perguntei ao João Pinto e Castro num comentário que por acaso não apareceu, se calhar algum problema técnico, se ele admitiria que o governo viesse um dia bater à sua porta para lhe deixar uma lista (como acontece em Cuba, já agora) com as orientações para o gasto do seu rendimento. Dizer-lhe quanto gastar e onde gastar. Pessoalmente eu não aceitaria isso, mas quanto ao João Pinto e Castro não sei. Isto aplica-se muito facilmente às empresas privadas: as empresas são privadas e geridas por privados, pessoas alheias ao governo, e isso à partida deveria significar a total autonomia, dentro do quadro legal, para gerir os caminhos da organização. Um banqueiro deve poder decidir se o seu banco empresta ou não dinheiro num determinado momento, porque se nem isso pode decidir, convenhamos, mais vale nacionalizar à partida todas as empresas e os governos que tanto sabem de Economia tratam do assunto. Já cá tivemos disso, diz que resultou muito bem.

Adenda: o "problema técnico" está resolvido, o meu comentário já aparece.

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