A máfia da blogosfera
25
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:40link do post | comentar | ver comentários (6)

Fala-se, à conta da Constituição Europeia e do Tratado de Lisboa, da criação da figura do presidente da UE. Isto levaria à criação de um governo para toda a União e a um regime semelhante ao dos EUA. Sou, também, contra esta ideia.

O que me leva a ser contra a ideia da criação de um mega-Estado europeu é o facto de saber de antemão que esse Estado iria dar menor qualidade de vida à população que um conjunto de pequenos Estados. Isto aconteceria porque o mega-Estado só teria como concorrência outros mega-Estados e no seu interior a centralização da decisão iria levar a uma harmonização de políticas e de práticas. Impostos harmonizados, leis laborais harmonizadas, sistemas de justiça harmonizados, tudo harmonizado. Isto iria esbater as diferenças entre os Estados o que não é recomendável. Se Portugal não tiver um país como Espanha ao lado, que tem práticas melhores e melhores resultados a vários níveis, como é que irá progredir? Pensando numa melhoria de si para si? Este tipo de melhoria/desenvolvimento é muito mais lenta. Olhe-se para a rapidez com que crescem os NPI's ou as potências emergentes em comparação com os EUA. Como tal, novamente a bem de uma concorrência entre países, considero que a UE deveria continuar apenas uma união de países, não dando lugar à criação de um novo Estado.

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23
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:34link do post | comentar | ver comentários (5)

Por princípio não gosto do estilo de Manuela Moura Guedes - gosto quando o jornalismo é minimamente isento e quando o pivô se limita a dar a notícia sem 'tons' e comentários. No entanto, e olhando para o jornalismo restante, julgo que MMG é um mal menor. Num país em que todos são pressionados e acabam por ceder, ela, muito graças às largas costas que possui, para além de não ceder, faz o inverso, faz pior. Para além disso, ninguém é obrigado a ver o seu telejornal, só o vê quem quer e há que saber interpretar a notícia e não apenas assimilá-la acriticamente.

Posto isto, só posso dizer que o que aconteceu ontem foi uma palhaçada. Marinho Pinto, se discorda assim tanto do estilo de MMG podia escrever um artigo de opinião, nunca ir fazer aquela figura. Deixou ficar mal quem representa - porque quem estava ali não era o cidadão Marinho Pinto, nem tão pouco o advogado Marinho Pinto, mas sim o Bastonário da Ordem dos Advogados. Duas pessoas politicamente incorrectas, que fazem mais do que aquilo que muitas vezes lhes compete, numa autêntica luta de galinhas na qual MMG só manteve o nível porque, a determinada altura, já depois de abrir muito os olhos e levantar a voz, deve ter havido algum grilinho falante a pedir-lho. Enfim, foi tudo lamentável.

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20
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:37link do post | comentar | ver comentários (2)

«Se Portugal fosse um país a sério reagiria com veemência ao anúncio do primeiro-ministro de ir à Madeira distribuir 200 computadores Magalhães, num acto de pura propaganda política, que transmite todas as mensagens erradas sobre a apropriação partidária e pessoal do Estado por um homem e por um partido. Esta noção patrimonial do Estado, que é "deles", que "eles" oferecem ao sabor das conveniências, das compras dos votos, é a do país das "cunhas", dos "pedidos", dos "favores", da corrupção, do partidarismo, das clientelas, o mesmo Portugal de sempre de que não nos livramos nunca, o do Senhor Joãozinho das Perdizes e a sua fila submissa de eleitores paga a copos de vinho. Ao lado de Sócrates, atacar Valentim Loureiro, que dava electrodomésticos em campanha, é pura hipocrisia. Valentim dava os seus próprios electrodomésticos, pagos com o seu dinheiro, Sócrates dá os computadores, pagos com o nosso dinheiro, a que só falta colocar um emblema do PS, como certamente Elisa Ferreira quereria, ela que disse que Rui Rio pintou os bairros sociais do Porto, "mas esqueceu-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS". É do Estado, logo é do PS.»
 

José Pacheco Pereira, no Abrupto


19
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 23:47link do post | comentar | ver comentários (3)

O Henrique Raposo acabou por me levar a escrever sobre um assunto sobre o qual já tenho vindo a pensar há algum tempo: a questão das quotas de mulheres nas listas dos partidos.

Pessoalmente considero que esta lei deveria ser revogada o quanto antes e choca-me que o Parlamento a tenha produzido sem que houvesse uma reacção popular.

Em primeiro lugar, esta lei constitui uma desigualdade legal que não é admissível. A lei de um país é tanto melhor quanto mais universal for. Quero com isto dizer que só pode haver um bom produto legislativo caso este seja igual para todos. Ora, uma lei que obriga à presença de 30% de mulheres nas listas candidatas já constitui uma forma de discriminação. Positiva, negativa, não interessa: é uma discriminação e é lamentável que esteja instituída.

Em segundo lugar, esta lei representa o mais profundo desrespeito pelos cidadãos portugueses. Repare-se: vivemos numa democracia representativa. Significa isto que os legisladores representam o povo. Ora, se representam o povo, qual é o fundamento que criem uma lei que condiciona a capacidade de escolha do povo. Repare-se: todos os partidos têm de ter pelo menos 69 mulheres na lista ao Parlamento. Significa isto que o povo terá de ter mulheres apenas por serem mulheres e não necessariamente por serem boas políticas. É um desrespeito pelos cidadãos e pelo espírto democrático que deveria imperar na nossa sociedade. Eu devo ter o direito a escolher com base na competência e não com base no sexo.

Por fim, esta lei é uma intromissão do Estado naquilo que são organizações privadas: os partidos. Os partidos são, quer se queira quer não, organizações cuja génese está na iniciativa privada e cuja gestão também é feita por privados, logo, é absurdo que o Estado imponha este tipo de regra. Pergunto: nos movimentos feministas, nos quais a quase totalidade são mulheres, também há quotas de 30%, mas para homens?

Concluíndo, gostaria de afirmar que isto não se trata de não querer mulheres na política. Longe disso. Considero que fazem muita, muita falta. No entanto, não posso aceitar que se mude um país por decreto, que se tente mudar as consequências do nosso passado recente com um texto. A verdade é que o acesso ao ensino por parte das mulheres no nosso país é uma coisa recentíssima e o predomínio dos homens na política é antigo, como tal, tem de se permitir uma evolução natural. Impor revoluções à força, por muito bons que sejam os ideias, dá sempre mau resultado. Daqui por 20 anos, quando as primeiras licenciadas do pós 25 de Abril já tiverem idade e notoriedade e número relevantes, virão aquelas vozes de profetas retardados dizer: isto foi graças à lei da paridade. Todos vamos saber que não, que se tratou de uma evolução natural, do caminho normal da sociedade, mas fingiremos não saber, fingiremos que foi mesmo por causa da lei e continuaremos nesta trapalhada que é fazer leis em Portugal.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 23:17link do post | comentar | ver comentários (8)

Uma outra ideia com a qual não concordo é a de que a Europa deveria ter uma harmonização fiscal. Considero isto um perfeito absurdo e passo a explicar porquê.

A Europa não é um país, é uma organização de países. Como tal, os países que a constituem continuam a competir entre si. Aliás, se assim não fosse, o Eurostat não faria quadros comparativos dos países, não haveria contabilidades nacionais, mas sim uma grande contabilidade europeia. Sendo que os países concorrem entre si, e já que a moeda é única e, por isso, não podem utilizar a política monetária, é extremamente importante a utilização da política fiscal para que se possa atrair investimento. Uma economia atrasada como é a portuguesa, por exemplo, tem de ter trunfos em relação aos parceiros europeus. Neste momento, temos uma competitividade e qualificação da mão-de-obra abaixo dos grandes países e temos um custo da mão-de-obra acima dos pequenos países/pequenas economias. Neste contexto, em que pouco para além do Sol atrai investimento para o nosso cantinho, a política fiscal é uma arma poderosíssima. Baixássemos impostos como o ISP, o IVA ou o IRC e teríamos, para além de uma maior dinâmica interna, um grande afluxo de investimento estrangeiro.

Depois há a questão mais essencial, mais teórica. Olhemos para os impostos como um pagamento de um serviço - são-no em certa medida. Se dentro do espaço europeu houver competição na taxação/gestão dos impostos isso levará a que, gradualmente, os países se esforcem por a) gerir melhor os seus orçamentos para que b) possam diminuir impostos ou fazer mais com o mesmo. Ora, se houver uma harmonização fiscal a nível europeu, nunca haverá um esforço para a redução de impostos, nunca haverá uma pressão negativa, porque não há uma concorrência efectiva. A concorrência efectiva está noutros continentes, para os quais é muito complicado haver deslocalizações de médias empresas.

Assim, e para concluir, defendo que em matéria fiscal os países devem manter a sua autonomia, para que esta possa funcionar como um trunfo e, no caso português, até defendo que numa regionalização as regiões criadas pudessem ter liberdade na gestão dos impostos. Quanto mais descentralização e competitividade houver, melhores são os resultados: seja nas empresas, seja nos Estados.

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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:28link do post | comentar | ver comentários (7)

Em tempos de discussão sobre Europa, sobre a Turquia, sobre o Federalismo, julgo pertinente voltar a uma ideia que já defendi antes.

Considero, sempre considerei, que a integração europeia foi positiva, principalmente no contexto em que ocorreu. A criação de uma comunidade de países que trabalhavam em conjunto para reconstruir um continente devastado, assentando todo o processo num ideal de paz que nos levou ao mais longo período pacífico da História do continente. No entanto, considero que esta UE para que se caminha não é uma boa solução.

Há erros que lhe aponto, demasiados para um texto só, o que me levará a voltar ao tema, e que são para mim gravíssimos. Hoje vou debruçar-me sobre a PAC.

A PAC, que surgiu num contexto também ele muito específico, de verdadeira carência de produtos agrícolas, não faz sentido na actualidade. A União Europeia não pode continuar a financiar, a subsidiar com milhões de euros um sector que não é rentável apenas por puro proteccionismo. Alocamos recursos preciosos para um sector que não nos traz ganhos, quando esses recursos seriam naturalmente destinados, dado o tipo de economia que é a europeia, para sectores de elevado valor acrescentado. Ou seja, estamos a ter um desenvolvimento menos acelerado do que aquele que teríamos caso não houvesse PAC. Poderá dizer-se, ou melhor, diz-se que acabar com a PAC levaria a que ficássemos numa situação instável. Nada mais absurdo. Em primeiro lugar, é perfeitamente possível a constituição de acordos bilaterais com países cuja economia se centra essencialmente no sector primário: nós pagaríamos menos, eles ganhariam mais - levaria a que todos tivessem ganhos. Em segundo lugar, mesmo que se entrasse numa situação complicada, mesmo a nível diplomático, seria sempre possível uma política de emergência - até porque a agricultura não iria acabar caso a PAC acabasse - que nos levasse a produzir mais: como aconteceu nos primeiros anos da política comum, nos quais a produção triplicou e ficámos com excedentes incomportáveis de produtos agrícolas. Generalizo isto a todo o tipo de financiamento e subsídios a actividades económicas que venham da União Europeia. É mau para nós, é mau para o mundo.

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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:07link do post | comentar | ver comentários (1)

Eugénia, que bem escolhido o dia: não há dia melhor que a terça para um churrasquinho de domingo. Mais a mais com samba de quintal, que aos domingos só leituras pesadas de livros gregorianos. E ainda bem que me faz o favor de tratar da fruta, que estas mãos de pedreiro que nunca fez cimento, malditas!, não são capazes de cortar uma fatia de queijo, quanto mais de ananás. Deixe a carne comigo, dizem que é coisas de homem, não sei, não quero saber, interessa-me que me interessa fazê-lo porque acho piada. Havia de ser tão catita: o crepitar do fogo que assa, o derreter da gordura que é assada, tudo ritmado ao som de facas e madeira a bater. Uma melodia como há poucas. E ia tão bem para o afilhado, que gosta dessas mariquices. Avancemos então com essa pré festa, levará hífen, e isto é uma pergunta, já sabe, para ir aquecendo a alma e o corpo para o grande dia. Ah!, e antes que me esqueça, que a memória não me tem em grande consideração, obrigado.


18
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:18link do post | comentar | ver comentários (1)

Uma surpresa.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:12link do post | comentar

Ler os textos do Henrique Raposo e do Luís Naves (I, II) sobre a entrada da Turquia na União Europeia.


17
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:54link do post | comentar | ver comentários (3)

A opinião publicada na imprensa escrita é, regra geral, de muito fraca qualidade. Trivialidades, fait-divers, apostas, politiquices e saloiices muito nossas. Raramente encontramos um cronista que salte fora do habitual, que se aventure num registo que, não sendo do agrado de gregos e de troianos é de qualidade superior. Um exemplo excelente disto até agora era o António Lobo Antunes na Visão: crónicas de uma beleza quase inigualável, textos que considero melhores do que aqueles que encontro nos seus livros. Imperdível sempre que compro a revista. Outro excelente cronista parece ser João Carlos Espada. Alheando-se dos temas de todos, sobre os quais todos dizem o mesmo porque muito pouco há a dizer, resolveu escrever uma série de ensaios no jornal i. Ensaios de duas páginas, seriamente trabalhados e com a intenção nítida de poder trazer algum conhecimento extra, alguma reflexão nunca esperada. O mistério inglês e a corrente de ouro vai na segunda edição e é de uma qualidade francamente acima da média. Definitivamente, a não perder.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:57link do post | comentar | ver comentários (12)

O Festival da Canção moscovita foi mau de mais. A canção vencedora, de um elfo norueguês que desafinava, é ridícula. Curiosamente teve mais de cem pontos de diferença em relação à segunda. Bons tempos aqueles em que as músicas do Festival eram classificadas por juízes e não através de voto telefónico que acaba por ir parar sempre à canção do país vizinho. Vergonhoso foi também o facto de a música georgiana ter sido censurada, devido às pressões das autoridades russas, por o seu título ser "We don't wanna put in", que podia ser interpretado como uma mensagem política contra Vladimir Putin. Enfim, foi tudo para esquecer.

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16
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:58link do post | comentar | ver comentários (24)

Tenho plena noção de que a educação sexual é essencial para o crescimento saudável. Aliás, só um tonto, deparado com as gravidezes precoces e as doenças sexualmente transmissíveis, pode afirmar o contrário. No entanto, isto não faz com que eu apoie a proposta de criar uma cadeira obrigatória nas escolas para educação sexual. Não apoio porque não se pode retirar aos pais a responsabilidade de decidir sobre o quando, sobre o como e sobre o quê.

Uma boa introdução desta disciplina nas escolas será tornando-a facultativa. Afinal, se é assim tão importante não haverá alminha que não queira lá o seu infante. Desta forma, os pais podem escolher colocar ou não os seus filhos conforme for a sua percepção dos resultados da medida. Pessoalmente, se na escola de um filho meu o professor de Educação Sexual não fosse um bom professor ou se eu considerasse que o programa da disciplina não era adequado gostaria de ter a liberdade de dizer que não queria que ensinassem aquilo daquela forma ao meu filho.

Um disparate autêntico, esse sim sem qualquer base de sustentação, é a distribuição de métodos contraceptivos nas escolas. Isto chamava-se autismo, agora trata-se de alheamento da realidade. A JS ao propor uma coisa destas está a propor dar à escola o papel de centro de saúde. Sim, porque nos Centros de Saúde distribuem-se métodos contraceptivos de forma gratuita e é aí que, a ser oferecidos, devem sê-lo e não numa escola. Já para não dizer que nunca daria a um filho meu preservativos dos centros de saúde, porque a verdade é que o barato sai caro.


15
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:48link do post | comentar | ver comentários (4)

É em alturas como esta que me alegro por pertencer à União Europeia.

No seguimento daquilo que foram os crimes do PREC, nomeadamente a Reforma Agrária, muitos proprietários expropriados recorreram a todas as instâncias nacionais possíveis. Em Portugal, país servo das forças que chamaram a si a responsabilidade do 25 de Abril, nunca lhes foi feita justiça. Foi junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que, trinta e cinco anos depois, foi feita alguma justiça aos proprietários de terrenos agrícolas, tendo sido o Estado português obrigado a pagar um total de indemnizações de 7,6 milhões de euros.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:39link do post | comentar | ver comentários (2)

Publico aqui a minha intervenção num Seminário sobre violência promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian no dia 6 de Maio.

 

As situações de bullying são cada vez mais preocupantes, não sendo, contudo, despiciendas as situações de violência pontual. O bullying, que consiste num tipo específico de violência caracterizado por ser praticado de forma sistemática e intencional em relação a uma única vítima, bem como a violência num sentido mais lato, podem exercer-se física ou psicologicamente, e deixando por ora de parte a que géneros e idades estão mais ligados cada tipo, acabam por ter, no seu todo, efeitos gravíssimos nas vítimas: a exclusão do grupo, a baixa da auto-estima e, no limite, comportamentos auto-destrutivos. Tudo isto, e por estes comportamentos serem especialmente característicos da adolescência, faz com que, no futuro, enquanto adultos, estas vítimas tenham sérias dificuldades na criação e manutenção de relações interpessoais. E o mais assustador é que este fenómeno, o da violência, está em todas as escolas, em todas as salas, em todos os recreios, em todos os portões. E não vale de nada escamotear o facto. Os episódios de que temos notícia além-fronteiras são um sinal de aviso. Jovens completamente desintegrados, isolados, que acabam por, num misto de loucura e desespero, cometer os mais atrozes crimes. É grave, muito grave, e tem de ser combatido. Mas para combatermos um fenómeno, temos de o conhecer na sua plenitude. É por isto que se impõe que nos questionemos sobre o que é que leva a que nos dias de hoje se verifiquem níveis de violência escolar tão elevados.

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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:37link do post | comentar

Uma gritaria, uma algazarra, foi isto o debate de ontem entre os candidatos às Europeias na TVI24. O moderador era mau, péssimo, não permitia que se fizesse o mais elementar raciocínio com as suas interrupções. Nenhum, e repito, nenhum candidato foi capaz de estar calado enquanto outro falasse. Os temas foram precisamente os mesmos, sendo que este debate não trouxe nada de novo. Com aparições como estas não é de todo de admirar que se preveja uma abstenção como a que se prevê. Uma vergonha.


14
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:22link do post | comentar | ver comentários (2)

A Eugénia desafia-me a indicar quinze séries televisivas de que goste ou tenha gostado. A verdade é que não vejo muita televisão e não sou propriamente fanático por séries, no entanto aqui vão algumas inesquecíveis, pelo menos para mim. Não são quinze, estão lá perto: Dr. House, The Simpsons, South Park, Rex, Gato Fedorento, Commander in Chief, A bit of Fry and Laurie, Monty Pithon, Prision Break, Third Rock from the Sun, Mr. Bean. 

Reencaminho agora para a Daniela, para o Daniel, para o João, para o Jorge e para o Rui.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 17:08link do post | comentar

Um muito interessante artigo sobre George Orwell, sobre a criação do 1984 e sobre os seus últimos momentos de vida.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:21link do post | comentar

Excelente desmontagem feita pelo Filipe Nunes Vicente das grandes causas de certas forças que só se batem pelo que lhes interessa. A compra da COSEC, assunto sobre o qual já escrevi, vai trazer consequências muito pouco desejáveis, consequências muito bem evidenciadas pelo Gabriel Silva. Sobre o grande sapo, de nome Vital, que José Sócrates vai engolindo escreve o João Gonçalves. Ainda sobre Vital, e as suas mudanças comportamentais desde os idos anos 80, escreve o Jorge Ferreira. O Rodrigo Moita de Deus faz um comentário certeiro sobre os regulamentos da escola do Pinhal Novo. Termino esta revista com o Pedro Correia que escreve sobre a inaudita Carmelinda Pereira e as não menos inauditas propostas do seu POUS.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:55link do post | comentar | ver comentários (14)

Quando acontece algo como o que aconteceu no Bairro da Bela Vista vem logo, a correr, que isto não é gente de andar devagar, um certo tipo de bem-pensante lusitano gritar, para o povo ouvir e, se não for muito incómodo, votar: Isto é um problema social, têm de se aumentar os apoios sociais. Que é um problema social ninguém nega, o que é importante aqui é que se pense se as políticas sociais, ou melhor, estas políticas sociais resolvem alguma coisa.

Tudo isto aconteceu, e não foi a primeira vez, num bairro social, com famílias que recebem Rendimento Social de Inserção e, claro, outros tipos de apoios sociais. Não se pode dizer, de todo, que o Estado já faz muito: não pagam casa, não pagam educação dos filhos, não pagam serviços de saúde e ainda recebem um rendimento mensal. Esqueçamos, será possível?, os ganhos ilícitos noutras actividades que não dá jeito que sejam conhecidas pelas autoridades. Ora, com todo este apoio estas situações acontecem, com todo este apoio estas situações, a alterar-se, pioraram e ainda há quem defenda um aumento dos apoios. Seria regar fogo com gasolina.

O problema destes bairros e desta população, quanto a mim, e sem querer entrar no preconceito porque cada caso é um caso, é o facto de, em primeiro lugar, os colocarem num lugar só, qual guetto, criando, invariavelmente, um foco de violência; e, em segundo lugar, lhes darem tantos apoios sem que haja qualquer contrapartida, qualquer esforço para mudar de vida. Reparem, se nos dessem o suficiente para viver com um mínimo de conforto, e sabendo nós que ao trabalhar dificilmente ganharíamos uma grande diferença, trabalharíamos?


13
Mai 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:10link do post | comentar | ver comentários (1)

Correu um dia treze de maio sem que eu tivesse ouvido canções esganiçadas.


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