A máfia da blogosfera
06
Fev 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:24link do post | comentar | ver comentários (2)

A Ângela desafiou e como a uma senhora nada se nega, principalmente se escrever tão bem como escreve, aqui vão seis particularidades minhas: adoro livros, não largo a Filosofia, quem me tira a Economia tira-me tudo, tornei-me viciado na Blogosfera, odeio novelas da TVI e, porque a aparência é importante, uso óculos.

 

Como não quebro uma corrente que seja, lanço o desafio a:

 

1. Paulo Pinto Mascarenhas

2. Daniela Major

3. Pedro Correia

4. Vasco Campilho

5. Daniel Santos

6. Jorge Assunção


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:14link do post | comentar | ver comentários (4)

 

O beija mão dos padrinhos

 

Participo em três blogues, mantenho com a dificuldade de um pai divorciado em tempo de crise uma página no Facebook e divido uma conta a descoberto no Twitter com a Blip Fm para as musiquetas que me fazem (tristeza) sentir mais novo. No meio disto, aqui o Tiago convidada-me a fazer uma perninha e escrever-lhe um post. Grátis, ainda por cima. É preciso ter mais lata do que a personagem do Feiticeiro de Oz.
Para que saibam, só aceitei por ser para ele. Sim, porque a vós não os conheço de lado algum e sou conhecido por dar pouca graxa (nenhuma é impossível)  e ser o gajo menos indicado para incluir numa cadeia de favores ou outra quejanda.
No entanto, antevejo no Tiago o futuro na sua melhor expressão: alguém com inteligência, juízo crítico, sentido ético e uma idade para onde tudo isso converge, concentrado numa vontade de participação positiva. Quem não gostar do Tiago, partilhe ou não as suas ideias (eu, por exemplo, não sei se partilhe porque ignoro quais sejam) é "parvo" no sentido etimológico latino. Pequeno, pequenino.
Com azar (para Portugal), daqui a dois ou três anos o Tiago está a viver noutro país qualquer. Com sorte (para nós que o lemos) tanto faz que esteja ou não porque isto do digital não tem fronteiras.
É bom poder conhecer alguém assim, que podia ser nosso filho, como um igual a nós agora e, no futuro, um maior. Vai para ele um abraço e, para O Afilhado, a certeza de que aqueles que o lêem serão, sempre, os melhores padrinhos.
 

João Villalobos (do também meu Corta-fitas)


05
Fev 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:09link do post | comentar | ver comentários (14)

Um dos argumentos que mais vezes é repetido por quem defende a legalização do aborto é o das condições ou falta delas para criar um filho. "Se os pais não têm condições para cuidar de um filho, mais vale que façam um aborto". Dito de outra forma, que esta é demasiado eufemística, "É preferível matar uma criança a não lhe dar uma vida de acordo com os padrões da sociedade para dignidade". E não estou a ser demagógico ao dizer que se trata de matar uma criança, já o justifiquei no outro post sobre o assunto. Ora, o que é que me faz considerar que este é um mau argumento para justificar a prática do aborto?

 


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:13link do post | comentar | ver comentários (1)

1. O 31 da Armada está com uma header toda catita. Sinais dos tempos.

2. O Francisco José Viegas voltou renovado.

3. Parabéns à Daniela Major pelas suas 10.000 visitas, que contes muitas mais.

4. A Maria Manuela está com um apartamento muito bonito.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 17:53link do post | comentar

Ao ouvir o Nuno Teles e o João Gonçalves a falar sobre o "British jobs for British workers", constato que não concordo com nenhum. Para quem quiser, está aqui.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:46link do post | comentar

Ouvi isto na televisão e achei delirante. Agora que o Rui Castro mo lembrou, deixo aqui um excerto de um debate entre o primeiro-ministro inglês e os conservadores ingleses, no qual a esquerda defende "British jobs for British workers" e a direita a acusa de oportunismo político e de proteccionismo. Atrevo-me a chamar-lhe nacionalismo, se mo permitem. Just listen.

 


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:35link do post | comentar | ver comentários (1)

A maior ameaça de uma ditadura não são os punhos, mas sim as mentes. Por muitos exércitos que um país tenha, nunca pode mudar a forma de pensar das pessoas. É isso que vemos na Venezuela de hoje. Hugo Chávez quer ser dono e senhor do território, tem o apoio de uma larga franja da população, a pobre e manipulada, aquela a quem é dito "ou sim ou sopas", ou o "bom" Chávez ou os maus de antigamente. No entanto, há uma força contra a qual Chávez não pode lutar, nem que use indiscritíveis formas de propaganda como esta. Os estudantes. Foram os estudantes que levaram ao fracasso chavista no referendo que realizou a propor o termo dos limites de mandatos do presidentes. São os estudantes que voltarão a trazer-lhe problemas no novo referendo que vai realizar em Março.

A cega demanda para obter o poder absoluta e indefinidamente leva agora Chávez a preparar as polícias para dissuadir os estudantes de levantar problemas na altura do referendo. Os punhos estão a levantar-se, mas tenho sérias dúvidas que as mentes se revelem mais fracas.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:16link do post | comentar

Cobardia Diplomática, Rui Bebiano n' A Terceira Noite

A Democracia de Joelhos, Pedro Morgado no Avenida Central

Castelos de Cartas, Miguel Castelo-Branco no Combustões

avacalhar o sistema, Sofia Vieira no Controversa Maresia

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem abortensis, Nuno Castelo-Branco no Estado Sentido

Sol na eira e chuva no nabal, Nuno Lobo no Cachimbo de Magritte

 


03
Fev 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:07link do post | comentar | ver comentários (4)

Tive sérias dificuldades em escolher o título, isto porque costumo concordar imenso com o que o Pedro Arroja escreve no Portugal Contemporâneo. No entanto, um post por ele escrito sobre os benefícios do proteccionismo numa situação de crise como a que vivemos obriga-me a responder-lhe. Como a resposta é grande, não pode ser feita em comentário.

Vou pegar exactamente no mesmo cenário que Pedro Arroja avançou: imaginemos que dez milhões de chineses vinham para Portugal neste momento. Esses chineses substituiriam os portugueses em todas as suas funções, dado que fazem tudo aquilo que os portugueses podem fazer, mas a metade do preço. Segundo PA, o único benefício que isto traria era os preços todos pela metade, pois dez milhões de portugueses ficariam sem emprego. Por isto, PA diz que a melhor solução para uma crise como a que atravessamos é o proteccionismo.

Com todo o respeito, não poderia estar mais errado. Vamos partir de uma premissa base: todas as pessoas têm necessidades. Vamos a outra premissa simples e que certamente não constitui novidade para o economista Pedro Arroja: as necessidades são o motor da produção - para que as primeiras sejam saciadas, há que produzir o necessário, perdoe-se-me a redundância. Ora, assumindo estas duas premissas como verdadeiras, o que julgo pacífico, chega a altura de referir o óbvio: 20 milhões de pessoas têm mais necessidades que 10 milhões de pessoas. Essas necessidades (pensemos no básico: pão, leite, presunto ou sapatos) rapidamente estimulariam a economia a produzir o que fosse necessário. Aí entrariam os desempregados, que aproveitariam o que o mercado reservara para eles: a produção de pão, leite, presunto e sapatos. Mais cedo ou mais tarde (porque as vantagens comparativas perseguem as pobres e inocentes economias) aquilo em que os portugueses fossem comparativamente mais competentes seria produzido por portugueses e aquilo em que os chineses fossem comparativamente mais competentes seria produzido por chineses.

Para colocar isto num plano super simplificado, até porque nem todos têm de ter noções de Economia, deixo uma pergunta: entre 1950 e 2000 a população portuguesa teve um aumento de, grosso modo, dois milhões de pessoas, temos dois milhões de desempregados? 


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 17:29link do post | comentar | ver comentários (10)

Sou contra o aborto. Isto até me é estranho ao ouvir. É como dizer que sou contra que se mate, roube ou explore. É-me estranho ouvir de tão óbvio que me parece ser. A campanha pela legalização/liberalização da Interrupção Voluntária da Gravidez - quando "aborto" passou a chamar-se "IVG" ficou, subitamente, mais popular - foi um excelente exemplo da pobreza do debate e da manipulação a que algumas forças partidárias submetem a população. É até estranho perguntar-se à população o que é certo e errado. Era como fazermos agora um referendo sobre a legalização do assassínio, absurdo. De qualquer modo, a campanha é água que já passou há muito tempo debaixo desta ponte e, como tal, no passado fica. O que me interessa agora é desmontar muita da argumentação falaciosa que se invocou e trazer novos dados ao debate. Se calhar não vou ter um debate tão estimulante como o da Monarquia, pois há menos gente a ler-me aqui, mas ainda assim, vou escrever e quem quiser que leia. Antes de avançar, vou explicar porque é que acho que é errada a prática do aborto.


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:04link do post | comentar

O João Miranda escreveu um excelente texto sobre o caso Freeport (ou Fripór). Deixo aqui apenas um pouco, o suficiente para se perceber a ideia.

 

Portugal enquanto "grande autarquia"

 

(...)O que é que nos ensina o caso Freeport? Que não há qualquer perigo de captura do Ministério Público. O Ministério Público já se comporta como se tivesse sido capturado ao mais alto nível. Que grande parte dos analistas da capital é tão clubista e insensível a suspeitas de corrupção como o povo “ignorante” de Felgueiras e Gondomar. Que o conhecido fiscalista parece ter desaparecido em combate, quem sabe já tenha sido  ele próprio capturado. Que o apelo ao nacionalismo contra as autoridades inglesas não é muito diferente dos apelos de Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro ao bairrismo contra as autoridades nacionais.

 


01
Fev 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 23:50link do post | comentar

 

O furor da obamamânia fez-me ter vontade de ler este livro. Já li um pouco e a única nota que deixo é que poderia ser um belo livro de economia, não se desse o facto de o autor o ter feito como se fosse um panfleto propagandístico. Vamos lá a ver o que é que o Obama quer mesmo fazer. Quando o acabar, faço um post com algumas notas.

 


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:48link do post | comentar | ver comentários (1)
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