A máfia da blogosfera
05
Jan 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 17:31link do post | comentar
Um dos piores pecados da sociedade actual é o da ingratidão. É certo que nunca foi considerado isto um pecado capital por quem de teologia entende, mas atrevo-me a fazê-lo. E digo isto por ser isto que vejo de dia para dia, nomeadamente em relação aos nossos velhos. Sim, chamo-lhes velhos porque é este o termo que se aplica quando alguém tem muitos anos e porque a maldade não está na palavra, mas no sentido que lhe é dado. Os velhos que em tempos deram tanto a quem deveriam dar, porventura mais até do que podiam, são hoje esquecidos, despejados em lares baratos ou em hospitais e sem qualquer apoio da família. Não digo que seja obrigação dos filhos albergar os pais na velhice, a vida não o permite, é mesmo assim. Mas é repugnante ouvir dizer que há famílias que internam os velhos doentes e que depois os deixam lá, "em alta", à espera pelo que não irá acontecer. E actos destes não são justificados com stress do trabalho, com afazeres domésticos ou com os banhos do cão, estes actos nem são justificáveis, são apenas sintomáticos de que a ética e os valores estão cada vez menos na moda e que a nossa pretensa civilização está a cair aos bocados, de podre.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:24link do post | comentar | ver comentários (1)
Nasceu hoje o Delito de Opinião. É um novo blogue que reúne excelentes bloggers, muitos deles presentes já na minha lista de preferências, incluíndo os camaradas fiteiros Pedro e Teresa. É sem dúvida um projecto prometedor, boa sorte!

04
Jan 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:22link do post | comentar


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03
Jan 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:50link do post | comentar | ver comentários (2)
Apesar de a blogosfera em Portugal envolver já, muito provavelmente, umas largas centenas de pessoas, apenas alguns são verdadeiros bloggers. Apenas alguns sabem como se escreve num blogue, sabem como funciona a blogosfera e sabem ser respeitados neste aquário de piranhas. Um desses verdadeiros bloggers é o Paulo Pinto Mascarenhas que, infelizmente para mim enquanto leitor, se despede, neste princípio de ano, tanto do Atlântico como do 31 da Armada a fim de se dedicar a um novo projecto. Apesar de não o conhecer pessoalmente, tenho uma certa simpatia pelo PPM e, por isso, desejo-lhe, resignado, boa sorte para o novo projecto e a esperança que vá dando notícias.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:53link do post | comentar | ver comentários (1)
Uma coisa que eu adorava quando era um petiz a na escola primária era a Tabuada do Ratinho. Era um livrinho sublime pela simplicidade com que explicava tudo aquilo que precisávamos ver explicado. Começo a pensar que o criador de tão famoso livrinho deveria criar um, na mesma linha, a explicar o que é que compete a cada órgão de soberania do país.
Vejo esta necessidade quando leio por aí que foi uma vitória política para Maria de Lurdes Rodrigues o facto de o Presidente da República ter promulgado a Avaliação dos Professores. Atente-se numa coisa. O Presidente da República não pode utilizar o direito de veto sempre que discorda do governo, caso assim fosse, nem faria sentido a figura do Presidente tal como a conhecemos, seria muito mais fácil a criação de uma entidade única que decidisse sozinha. O Presidente só veta quando a lei compromete aquilo que ele foi eleito para garantir: as liberdades e garantias do povo português e a Constituição. A promulgação da Avaliação de Professores é apenas um acto a que se vê obrigado, quer concorde quer não. Vitória para Maria de Lurdes Rodrigues? Olhem que não, olhem que não.

02
Jan 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:13link do post | comentar | ver comentários (2)
Dou os parabéns (outra vez) ao Eduardo Pitta e ao João Paulo Sousa pelo quarto aniversário do Da Literatura, uma referência na blogosfera nacional e objecto de visita diária da minha pessoa. Já agora, que tenham um ano blogosférico tão bom ou melhor que os últimos quatro.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:07link do post | comentar
Faço aqui uma recolha dos que considero serem os melhores textos deste início de 2009

A Fnac não tem cheiro - Rui Bebiano n' A Terceira Noite

Não sei como andamos de calendário chinês mas cheira-me que 2009 vai ser o ano do Coelho - Pedro Vieira no Arrastão

Impunidade - Bruno Vieira Amaral no Atlântico

Tempo real - João Luís Ferreira no Geração de 60

Revolução Cubana na SIC-N - Rodrigo Adão da Fonseca n' O Insurgente

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:27link do post | comentar | ver comentários (1)
Ontem, primeiro de Janeiro, foi dia de comunicação de ano novo do Presidente da República. O discurso, marcado por um optimismo reconfortante, mas também por um realismo a que estamos pouco habituados nos últimos tempos, foi especial em recados ao governo. Uns mais implícitos, outros mais explícitos, eles estão lá. Logo ao princípio, o roçar na questão dos fundos comunitários que nunca chegaram aos agricultores,
«Os agricultores, aqueles que trabalham a terra, que enfrentam a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção. Sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União Europeia.»
sim, porque é verdade, uma verdade pouco divulgada, mas por falta de competência de quem a devia ter, as candidaturas aos programas comunitários tardaram e as ajudas não vieram. Depois, quando falava do endividamento do país e referia o já lugar-comum de que vivemos acima das nossas possibilidades, o Presidente disse aquela que será já uma das frases do ano:
«As ilusões pagam-se caras.»
Já lá diz o povo, e com razão, que quanto mais se sobe, maior é a queda, e se andamos há anos a ouvir que está tudo bem, quando tivermos noção do buraco, a chapada vai ser dolorosa.
Já quase no fim, um novo recado, e este veio rematar a questão do Estatuto dos Açores e dar uma imagem de maturidade política ao Presidente da República que vem, invariavelmente, descredibilizar o Parlamento (e o governo, já agora):
«Não é com conflitos desnecessários que se resolvem os problemas das pessoas.»
Foi um discurso muito bem feito. Talvez por falta de necessidade, não recorreu à mentira a que outros recorrem, tendo cumprido exemplarmente o seu papel: mostrar-se alerta para os problemas do país e também confiante na sua resolução.

01
Jan 09
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:48link do post | comentar | ver comentários (4)
A blogosfera é uma novidade constante e a única coisa menos positiva é que não conseguimos ler tudo quanto queríamos. Apesar disso, fiz uns acrescentos à minha lista de blogues - muito à conta do Pedro Correia, que mos deu a conhecer - que já está quase a chegar à centena. Então, vão a partir de agora figurar ali ao lado os blogues:

Água Lisa
A Gata Christie
Arcadia
A Natureza do Mal
A barbearia do senhor Luís
Bichos Carpinteiros
Boca de Incêndio
Cão com pulgas
Certamente!
Com a Luz Acesa
Combustões
Crónicas do Rochedo
Designorado
Direito de Opinião
Do Portugal Profundo
Fim-de-semana Alucinante
Gato do Cheshire
Herdeiro de Aécio
Mar Salgado
Nem tanto ao mar...
Nortadas
Nunca Mais
O Acossado
Palavra Aberta
Palavrosavrvs Rex
Pau Para Toda a Obra
Porta do Vento
Quase em Português
Retórica
Sorumbático
Tomar Partido
Vida Breve
Vasco Campilho

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:24link do post | comentar | ver comentários (6)
A crise financeira internacional que se vive já não é propriamente novidade. Novidade vão sendo os métodos dos países para a combater. A Islândia nacionalizou a banca nacional e foi à bancarrota, estanto agora, qual país africano, a viver de ajudas internacionais - isto vindo do país mais desenvolvido do mundo segundo o Relatório do IDH. A Inglaterra andou a fazer nacionalizações parciais dos bancos, apenas para os financiar. Os Estados Unidos criaram um fundo astronómico, inicialmente criado para auxiliar o sistema financeiro, mas estendendo-se agora a "outras áreas". Mesmo nós, em Portugal, criámos um fundo de garantias de 20 bibliões de euros para que a banca não tivesse tanta dificuldade em financiar-se e chegámos a nacionalizar um banco cujos problemas tinham muito pouco que ver com a crise. E depois vem a Venezuela. Qual é a forma que a Venezuela, isto é, Hugo Chávez, encontra para tentar melhorar estes tempos difíceis? Estabelece um limite de dinheiro para os venezuelanos gastarem no estrangeiro. Sim, foi estabelecido que a partir de agora cada venezuelano pode gastar um máximo de 2500 dólares anuais em despesas no estrangeiro. Puro socialismo. É inaceitável que um estado se reserve o direito de decidir quanto dinheiro as familías podem gastar no que quer que seja. A questão nem é económica aqui, o que aqui está posto em causa é a liberdade individual dos venezuelanos. Até que ponto se permite a pretensa omnipotência de um estado e de um homem?

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2009:

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