A máfia da blogosfera
26
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:30link do post | comentar | ver comentários (3)
Sou um adepto confesso de teorias da conspiração e muitas vezes sou eu próprio que as crio. Há uns dias foi pedido ao governo pelo PSD a demissão do ministro da administração interna, devido à onda de violência e criminalidade. Também há poucos dias foi divulgado que o MAI vai ter um corte no investimento no próximo ano. Um cenário nada favorável ao governo e, especialmente, ao MAI.
Hoje, dia 26 de agosto, foram noticiados exaustivamente seis assaltos só na Área Metropolitana de Lisboa: um Millennium, um Banif, um Santander, uns CTT e duas bombas de gasolina. Eu de notícias e informação percebo muito pouco, mas tantas vezes vi notícias sobre assaltos dadas em escassos segundos no meio de um telejornal no passado. Agora os assaltos são notícias de abertura e de última hora com equipas de reportagem a dirigir-se ao local e com bonitas apresentações dos locais com o Google Earth, não vá as pessoas pensarem que Setúbal é em Trás-os-Montes. Para ajudar à festa chamam-se criminologistas que dizem que as estatísticas são cor-de-rosa pois são feitas pelos políticos (maldito INE!) e que Portugal nunca foi um país seguro. Não sei se é só impressão minha, mas tudo isto me cheira muito mal.

24
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:37link do post | comentar | ver comentários (1)
O Ministro Mário Lino é daquelas pessoas que não deixam de nos surpreender. Depois de dizer com toda a pompa e circunstância que a Margem Sul era um deserto, sem escolas, sem hospitais e sem tecido empresarial, decidiu dar-nos mais um miminho, afirmando que o acidente de avião de Madrid é a prova que os aeroportos não se podem situar dentro das cidades, por isso temos de construir Alcochete o mais depressa possível. Sr. Dr. Marinho, tenha vergonha.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:53link do post | comentar | ver comentários (3)
Já escrevi aqui n' O Afilhado que sou a favor do divórcio por decisão unilateral, apesar de partilhar de algumas preocupações que tem o Presidente da República. Mas eu sou a favor deste divórcio simplesmente porque "quando um não quer, dois não dançam", ou seja, porque não faz sentido que se mantenha um casamento quando uma das pessoas não quer, mesmo que a outra queira. A Ana Matos Pires, por seu turno, tem uma visão um pouco diferente da validez da lei:
«31 mulheres mortas em 2008, mais oito vítimas de violência doméstica até Agosto deste ano do que ao longo de todo o ano passado - as casadas morreram com a certeza que tinham salvaguardado “o seu «poder negocial», designadamente a alegação da culpa do outro cônjuge ou a recusa no divórcio por mútuo consentimento”, que sorte…»
Para a Ana Matos Pires o divórcio por decisão unilateral é justificado pelo facto de haver violência doméstica e mulheres mortas pelos maridos. À partida o argumento parece válido, mas desmonta-se apenas com esta pergunta: "se houver divórcio unilateral, vai haver menos mulheres a sofrer de violência doméstica?". Penso que é óbvio para qualquer pessoa que não. Neste momento existe a possibilidade de divórcio e, apesar disso, estas mulheres não se divorciam. Porquê? Porque caso o façam, sofrem represálias. Esta realidade não vai mudar caso elas possam divociar-se mais facilmente.
É por isto que considero o que a Ana Matos Pires escreveu um exemplo da mais pura manipulação, tão característica de algumas facções em alguns debates. Faz lembrar a história do aborto, em que o aborto legalizado era justificado pelo facto de haver muito aborto clandestino e não pelo facto de ser certo ou errado. É por isto, Ana Matos Pires, que considero o que escreveu um nojo, tal como escrevi no comentário que lhe deixei, espero que perceba agora a minha reacção.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:36link do post | comentar
Vou contar-vos um segredo: não digam a ninguém, mas aqueles 15 milhões falhados para os Jogos Olímpicos não vieram dos contribuintes, vieram das receitas do Totobola da Santa Casa. Shiiiiu!

22
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:04link do post | comentar | ver comentários (1)
Sucesso na Empresa na Hora, por Álvaro Santos Pereira no Desmitos:
«O Banco Mundial, através do seu projecto Doing Business que compara a facilidade de efectuar negócios em 178 países, é altamente elogioso para o programa "Empresa na Hora" introduzido em 2005. Segundo o BM, “Em 2005 eram precisos 11 procedimentos e 78 dias para começar um negócio em Portugal _ mais lento do que na República Democrática do Congo. Um empreendedor necessitava de preencher 20 formulários e documentos, mais do que noutro qualquer país da União Europeia, e o custo rondava os dois mil euros... Actualmente, Portugal é um dos países onde é mais fácil começar um novo negócio, sendo necessários somente 7 procedimentos, 7 dias e 600 euros.” O programa também já está a ser estudado por outros países: "Angola and Cape Verde have requested legal and technical assistance based on the Portuguese model. Cape Verde will soon be ready to follow through with the reform. Other countries such Slovenia, Hungary, Egypt, Mozambique, Angola, São Tomé and Principe, Chile, Finland, Bosnia-Herzegovina, Romania, China, Brazil, Turkey, Sweden, and Andorra have visited the On the Spot Firm service."»

21
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:48link do post | comentar | ver comentários (2)
Em Portugal andamos com a mania dos centenários, tudo começou há um tempo atrás com os centenários do Benfica e do Sporting e, desde aí, não tem parado! Acho muito bem, mostra que andamos atentos aos factos da nossa própria História e que lhes damos importância. Apesar disso há uma coisa que sempre me transcendeu: celebramos sempre centenários das mortes e nunca dos nascimentos. Durante o próximo ano vai decorrer o nono centenário do nascimento de D. Afonso Henriques, situação que, ao que julgo, seria uma óptima oportunidade de recordar a vida do nosso primeiro monarca que batia na mãezinha. Todos nós sabemos quem ele foi, mas sabemos muito pouco sobre ele: apenas que foi quem fundou o país, que lutou contra a mãe, contra o primo espanhol e contra os mouros. Mais nada! Proponho a essas Associações que assinalam estas datas uma alteração nos usos e que celebrem o nono centenário do nascimento, pois, provavelmente, não estarei cá para celebrar o milénio.
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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:30link do post | comentar
Foi impróprio para cardíacos, cada vez que um atleta vinha subia a parada. O coração na garganta quando o Philips subiu a fasquia para os 17,62 metros e o Leevan, que a seguir a dois saltos que nem a 17 metros chegaram, saltou 17,59 metros - pensei que ficássemos com o bronze, mas não. Nélson Évora saltou uns magníficos 17,67 metros que me vão permitir, finalmente, ouvir A Portuguesa em Pequim.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:04link do post | comentar | ver comentários (1)
Ao longo de todo este verão tenho lido e ouvido de tudo sobre os atletas olímpicos. Um presidente do COP que promete medalhas e se demite antes do tempo. Um lançador de peso que só está bem na caminha. Uma outra que lutou contra o árbitro. E ainda há quem vá para os Olímpicos sem se dar bem com aquele tipo de competição, paradoxal não?
Mas tudo isto são fait-divers, a discussão verdadeiramente importante sobre os Olímpicos reside no dinheiro. Ele há os que dizem que foram mandados 15 milhões para o lixo porque só ganhámos duas medalhas (o Nélson Évora acabou de se sagrar campeão olímpico do triplo-salto), há outros que dizem que devíamos ter dado ainda mais dinheiro, outros ainda dizem que o estado não devia dar um tostão aos atletas. Pois se é sobre dinheiro que querem falar, sobre dinheiro eu também falo.
Existem 207 países em competição e, obviamente, nem todos têm o mesmo procedimento quando se fala em investir no desporto. Existem dois exemplos que são os mais extremados: os EUA com o seu liberalismo económico que impede o governo de dar um níquel que seja aos atletas, sendo todo o financiamento proveniente dos privados; e a China com o seu socialismo que faz com que o estado trate de tudo, ninguém mais precisa de se preocupar. No meio destes dois pólos existem os híbridos, aqueles países onde os subsídios do estado e dos privados se complementam. Portugal, infelizmente, não se encaixa em nenhum. A nossa tradição socialista e centralista não permite que de um momento para o outro o estado corte os subsídios e passem a ser as famílias e as empresas a patrocinar os atletas. A nossa tradição de esperar que o estado trate de tudo não nos permite lembrar que até podíamos ajudar um atleta, sabe-se lá, com um sistema de apadrinhamento. A nossa tradição contestatária não permite um aumento dos impostos para que se financie o desporto e a cultura. Ou seja, somos um país teoricamente híbrido, em que os subsídios do estado e os patrocínios dos privados se complementariam à partida, mas que na prática não o é pois cabe ao estado a responsabilidade de com parcos recursos financiar tudo. Enquanto em Portugal a JCA dá máquinas de lavar à Telma Monteiro (Sábado da semana passada), li ali no Zero de Conduta que há um banco na Holanda, o "Rabobank, que investe tanto no ciclismo como a totalidade das empresas nacionais em todo o desporto extra futebol".
Com investimentos e apoios destes, as nossas delegações aos Olímpicos só podem resultar numa coisa: sonhos frustrados de pódios, medalhas e hinos entoados.

20
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:38link do post | comentar | ver comentários (4)
Diz-se de boca cheia que a República Portuguesa é um estado laico. Disparate! A verdade é que a igreja ainda tem uma influência em algumas regiões tão grande como no tempo do Cerejeira, principalmente nas regiões mais periféricas e nas pequenas aldeias em que o Senhor Padre manda mais que o Presidente da Junta. Apesar de estar instituído que na política portuguesa a igreja não deve intervir, ela fá-lo, sempre! E o pior é que vem sempre estragar o debate com os maiores disparates que se podem imaginar, desta vez, insurgem-se contra o divórcio por decisão unilateral, porque as pessoas devem ter a capacidade de "perdoar e de manter os compromissos, mesmo quando as condições mudam e exigem sacrifício (...)". Este tipo de declarações e o facto de a igreja se estar a colar a Cavaco só vêm descridibilizar o Presidente, que no seu comunicado não disse nada disto. Para ajudar às festividades, a percentagem de casamentos católicos em Portugal é cada vez menor, ou seja, o casamento é cada vez mais um contrato civil e não um contrato religioso, razão pela qual a nossa querida igreja devia abster-se de comentários infelizes. Aos senhores da igreja: tenham vergonha!

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:11link do post | comentar
José Saramago, aquele velhinho que defende a incorporação de Portugal em Espanha, aquele velhinho que foi proibido por Pedro Santana Lopes (Secretário de Estado da Cultura numa das legislaturas de Cavaco Silva) de concorrer a um prémio com o seu controverso Envangelho Segundo Jesus Cristo, aquele velhinho que escreveu o Memorial do Convento que é ensinado nas escolas passados mais de vinte anos depois da sua edição, aquele velhinho que nos fez tremer quando o imaginámos desaparecido por causa de uma doença grave, acabou mais um livro: A Viagem do Elefante, sobre um elefante de seu nome Salomão. Ou muito me engano ou vou ter uma primeira edição na estante que será assinada naquele belo evento, que será o 79º.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:06link do post | comentar

O Presidente da República devolveu à Assembleia da República o diploma que altera o Regime Jurídico do Divórcio. Acho mal. Um casamento é antes de tudo um contrato, um contrato que é estabelecido entre duas pessoas. Sendo um contrato, para sobreviver precisa do consentimento dos envolvidos, mas para terminar basta que um o queira. É para a minha cabeça inconcebível que se possa obrigar alguém a manter um casamento por tempo indeterminado, indeterminado pelos processos judiciais do divórcio litigioso. É verdade que este tipo de divórcio pode trazer alguns problemas, alguns daqueles que o Presidente enunciou como a possibilidade de chantagem:

«O Presidente da República sublinha que é no mínimo singular que um cônjuge que viole sistematicamente os deveres conjugais previstos na lei – por exemplo, uma situação de violência doméstica - possa de forma unilateral e sem mais obter o divórcio e, sobretudo, possa daí retirar vantagens aos mais diversos níveis, incluindo patrimonial. Nos termos do diploma é possível ao marido, após anos de faltas reiteradas aos deveres de respeito, de fidelidade ou de assistência, exigir ainda da sua ex-mulher o pagamento de montantes financeiros.

À parte mais frágil ou alvo de violação dos deveres conjugais são retiradas algumas possibilidades que actualmente detém para salvaguardar o seu “poder negocial”, designadamente a alegação da culpa do outro cônjuge ou a recusa do divórcio por mútuo consentimento. Consequentemente, um cônjuge economicamente mais débil poderá sujeitar-se a uma violação reiterada de deveres conjugais sob a ameaça de, se assim não proceder, o outro cônjuge requerer o divórcio unilateralmente.
(...)»

Apesar destas arestas que precisam, obviamente, de ser limadas, concordo com a lei no geral. Permite uma maior facilidade em terminar aquilo que deixou de significar o que quer que fosse, para além de um simples papel assinado.

17
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:32link do post | comentar | ver comentários (2)
Ontem assinalou-se o 108º aniversário da morte de Eça de Queirós, por isso, nada melhor que um post sobre as Cidades e as Serras (obra que estava a escrever à data da morte) de hoje.
Desde pequeno que passo os verões na Beira Interior e desde pequeno que me sinto um Jacinto em Tormes, completamente aparte nesta realidade tão diferente daquela em que vivo. Estas diferenças são ainda mais notórias em regiões em que não há nenhuma cidade média a exercer influência, em regiões em que as aldeias são pequenos átomos, todas semelhantes: um mercado imobiliário de concorrência perfeita!
Neste momento dou por mim a observar como é verdade que temos dois países num só: um onde os jovens se divertem numa discoteca e em que têm medo de voltar sozinhos para casa à noite, onde os pais não deixam o filho nem atravessar a rua sem lhe telefonar sete vezes, em que as crianças só correm em parques todos bonitinhos e artificiais, mas também onde se pode ir ao cinema e ao teatro, onde há bibliotecas e universidades, onde há empresas dignas de tal designação e dinheiro para quem o procurar; o outro é o exacto oposto: os jovens passam o dia nas ruas com os amigos a fazer sabe Deus o quê, só ele, mais ninguém, as crianças correm em descampados e vão à casa dos vizinhos brincar, as procissões são verdadeiros eventos sociais onde cada um veste o que de melhor tem para mostrar ao Senhor, e aos outros já agora, toda a gente se conhece e se preocupa, mas também, há que dizer, as pessoas ainda vivem muito da agricultura, que vai sendo de alto risco, não há empregos bem remunerados em quantidade, é raro o homem que há noite não está embriagado, é raro o miúdo de quinze anos que não fuma às escondidas, é raro o jovem que para estudar não tem de alugar uma casa longe.
Muitos dizem que é mau tudo isto, termos uma Lisboa e um Celorico da Beira, termos as Cidades e as Serras, termos os atrasos de desenvolvimento e as aldeias despovoadas, eu não. Gosto de estar na Caparica e ir a praia e a uma discoteca e de ir a Alverca da Beira ver como a juventude se diverte com uma banda pimba e onde todos se riem numa garraiada. Que continue.

15
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:04link do post | comentar | ver comentários (3)
Ao longo de mais de dez anos, o Pontal foi o palco da reentrada do PSD na política activa. Mas, mais importante do que isso é dizer que esses dez anos de tanta importância acabaram há... dez anos. Em 1998 não houve Pontal, situação que se manteve até 2005. Em 2006 Luís Marques Mendes não esteve presente e em 2007 o partido estava em directas. O Pontal morreu com o consulado de Cavaco.
Apesar de tudo, continua a ter algum mediatismo, principalmente agora por causa da ausência de Manula Ferreira Leite. Para ajudar às festividades, Ângelo Correia, o eterno contestatário, vem fazer ataques directos a MFL que lhe responde como melhor faz: com silêncio. Não sei se será certo MFL não ir ao Pontal, podia fazer a reentrada na Universidade à mesma indo ao Pontal. E porque não fazer duas reentradas? A ideia de um retorno marcado numa universidade leva a que se pense no PSD como um partido de elites, que o não é. Para além disso, MFL tem imagem de baronesa, é da ala não populista do PSD que está neste momento ocupada pelos eternos derrotados: Santana e Ângelo Correia.
Acredito que tenha sido uma escolha difícil: ter um Avante Social-Democrata e ser (ainda mais) ligada à imagem de Cavaco ou não o ter e ser atacada por elitismo. Esperemos que tenha feito a escolha acertada, eu por mim, mantenho sérias dúvidas.

14
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:17link do post | comentar | ver comentários (2)

Mudei o título da "série blogosférica" que tenho escrito sobre o conflito no Cáucaso. Esta mudança deve-se a uma coisa muito simples: já ninguém quer saber da Ossétia e da Geórgia, o que interessa agora é a Rússia e os EUA.
Nos últimos anos estas duas potências têm tido uma relação quase saudável, apesar das notórias diferenças, eram capazes de coexistir sem grandes alvoroços. O conflito do Cáucaso veio alterar tudo. Uma guerra entre dois peões caucasianos veio comprometer a estabilidade internacional opondo o rei e a rainha.
Uma intervenção armada contra a Rússia, dúvido que os EUA façam: as duas guerras em que estão já os deixa bastante fragilizados. Mas, isto não invalida que se volte a sentir um clima de Guerra Fria (expressão imortalizada por Carl Sagan) nesta nossa bola azul a que chamamos paradoxalmente Terra. O problema é que as consequências de um aquecimento de uma Guerra Fria são infinitamente maiores que as da anterior. A humanidade tem actualmente ao seu dispor armamento suficiente para destruir o planeta algumas vezes se quiser, poder esse que deixou de estar concentrado em dois países, agora está espalhado*. Esperemos que tudo isto acabe depressa.

*obrigado pela dica Al Kantara

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:16link do post | comentar
Como estamos numa altura muito parada de notícias e por nutrir um carinho especial pelos Jogos Olímpicos, vou, de vez em quando, escrever uns posts sobre alguns dos nossos atletas olímpicos e, quem sabe, sobre alguns estrangeiros. Hoje: Naide Gomes. Já estavam à espera? Acredito. Pelos motivos certos? Dúvido.

Há muito tempo que me habituei a ver uma rapariga magrinha, de cor, com feições exóticas e rosto simpático na Pista de Atletismo de Almada: uma pista de atletismo municipal onde qualquer munícipe vai "dar umas voltinhas quando quer". É em Naide Gomes que vejo a pouca importância que damos aos nossos atletas: ela, dourada, ali a correr e a treinar para os Jogos Olímpicos ao pé dos outros todos.

Apesar de tão pouco apreço e apoio demonstrado por nós, ela continua a elevar a nossa bandeira nos pódios mundo fora. Desde 2001, quando mudou a nacionalidade para portuguesa (ela é originária de São Tomé e Príncipe). Desde aí já nos trouxe quatro ouros (Campeonato Mundial de Pista Coberta de 2004, Campeonato Europeu de Pista Coberta de 2005, Campeonato Europeu de Pista Coberta de 2007 e Campeonato Mundial de Pista Coberta de 2008), três pratas (Campeonato Europeu de Pista Coberta de 2002, Universiade de 2005 e Campeonato Europeu de 2006), um bronze (Campeonato Mundial de Pista Coberta de 2006) e alguns lugares abaixo noutras competições.
Agora está em Pequim. Boa sorte Naide!

12
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:11link do post | comentar | ver comentários (4)
Valha-nos São Sarko que do alto da presidência europeia resolve os conflitos e as disputas mundo fora. O problema é quando tudo fica pela metade ou menos e de resolução se vê pouco. Sim, é verdade que houve um entendimento entre Sarkozy e Medvedev para que haja um cessar-fogo e para que as tropas retirem para o local onde estavam antes do início do conflito, mas se não há paz e se as tropas russas continuam na Ossétia, de que é que serve tudo isto?
Ainda para mais, o Medvedev, que é um senhor há que dizer, ainda insulta o homólogo georgiano numa atitude muito pouco pacífica e muito pouco pacifista, numa atitude de quem não tem o armistício como prioridade imediata.
No meio deste "conflito", a Geórgia vai esperando, sentada porque de pé faz doer, pela ajuda de quem ajudar não quer: o Ocidente, essa massa de terra e mar que ninguém sabe onde começa e onde acaba, mas de que todos falam como se soubessem. O Ocidente que não tem nada a ver com o assunto, mantém-se onde deve estar: na audiência. A Geórgia foi precipitada, lançou-se de cabeça para uma guerra perdida quando não tinha nenhuma aliança no verdadeiro sentido da palavra, apenas algumas amizades que lhe permitiam ser chamada "o país mais ocidentalizado do Cáucaso". Malogrado Saakashvili que tem de ver agora o seu povo a ser atacado e a sua nação posta em causa por uma tontice de verão, tão característica dos países ocidentais. Já vão sendo tantas...
Rezemos a São Sarko e a todos os outros para que tudo isto acabe e depressa, amén.

Adenda: A Geórgia também já aceitou a proposta de Sarkozy. Fim à vista?

Adenda, a segunda: Parece que o fim não está à vista, com o avanço das tropas russas em direcção a Tiblissi. Já nem Sarkozy nos vale!

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:14link do post | comentar | ver comentários (1)

Os EUA ganharam os 4x100 livres. Foram uns minutos cheios de reviravoltas e emoção. Para o Phelps, duas já estão, faltam seis.


11
Ago 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 19:53link do post | comentar | ver comentários (5)
Não sou muito dado às coisas do oculto e a toda essa panóplia de pseudo-ciência associada. Mas existe uma figura que sempre me fascinou: Nostradamus.
Nas suas profecias este francês documentou quase em pormenor a primeira e a segunda guerra mundiais antes que sequer se imaginasse um mundo globalizado. Os documentários do Canal História deixavam-me embasbacado. Mas aquilo que tem tomado alguns momentos da minha atenção é uma outra profecia: a da terceira guerra mundial.
Do que me lembro dos documentários, virá um dia um indivíduo originário do Médio Oriente que conquistará o mundo com a sua oratória e liderará a maior potência do seu tempo. Esta espécie de messias aparecerá numa conjuntura de guerra. Este messias é o terceiro anti-cristo (o primeiro julga-se ter sido Napoleão e o segundo Hitler).
Eu sei que é disparate e parvoíce, mas vejo tantas coincidências que às vezes dou por mim a pensar nisto.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:03link do post | comentar

Morreu Isaac Hayes. O Chef fica cá para nos fazer lembrar.
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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:18link do post | comentar | ver comentários (4)
Li agora no Público que na noite de ontem para hoje Tiblissi foi bombardeada pelos russos que neste momento também já estão a invadir a Abcásia. A cidade de Gori (cidade-natal do saudoso Estaline) foi também bombardeada pelos russos. Os georgianos atacaram a capital da Ossétia do Sul elevando o número de mortes dos russos para 18 e de feridos para 52.
Neste momento começo a achar que a guerra não vai ficar por ali, receio bem que com os ataques diplomáticos entre a Rússia e os EUA, a guerra se alastre a outros continentes. Entretanto o gigante continua a esmagar o anão.

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