A máfia da blogosfera
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 17:13link do post | comentar | ver comentários (2)
Porque é que cada frase de Saramago me faz sentir que acabei de ler uma obra-prima?

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 17:12link do post | comentar
Porque é que as passadeiras se chamam passadeiras se passar é coisa que não fazem?

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:17link do post | comentar | ver comentários (1)
«A declaração de interesses apresentada em Janeiro deste ano e referente aos rendimentos de 2006 colocou Valentim Loureiro na liderança de um "top" algo invulgar: pelo menos em número de participações sociais que detém em empresas, o major, presidente da Câmara de Gondomar, é o autarca que mais empresas possui e gere. (...)»
Eu pergunto-me como é que ainda falam do Jorge Coelho. Gondomar e o seu presidente são o típico exemplo do que é corrupção autárquica. Quando é que se mete esta gentalha toda em tribunal?

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:27link do post | comentar

"De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos" traduz de forma bastante concisa a nossa posição face a Espanha ao longo de séculos de existênca como nação. Esta ideia de que Espanha era um inimigo natural está instalada desde a Batalha de S. Mamede. Quando entrámos na União Europeia, de repente, passámos os espanhóis de bestas a bestiais, tratando-os a partir de então como "nuestros hermanos". Esta fraternidade toda levou a que, a bem de uma Ibéria forte concorrente das grandes potências como a Alemanha ou a França, estreitássemos as nossas relações políticas e, sobretudo, económicas. Tamanho esforço se fez para que nos tornássemos mais unidos, que actualmente somos totalmente dependentes (nós, eles não). Entre 30 e 40% do nosso comércio intracomunitário é com Espanha (em 2006, os espanhóis receberam, segundo o Eurostat, 34,3% das nossas exportações), o que resulta num rombo na nossa economia sempre que a deles tem uma constipação. Uma coisa curiosa de se ver é que apenas 12,6% das exportações espanholas têm como destino Portugal, sendo que os "nuestros hermanos" dão mais importância aos "ses frères" (26,5% das exportações intracomunitárias) e aos longíquos alemães (15,5%). Isto tudo para dizer que numa economia sustentável não é possível nem concebível que as trocas comerciais sejam um semi-monopólio de um país. É uma história semelhante em apostar em acções: se apostamos o nosso dinheiro todo numa empresa e essa empresa abre falência, ficamos em maus lençóis. Seria positivo que em vez de olharmos para Espanha como a única possibilidade, olhássemos mais para as grandes economias e, fundamentalmente, para o novo Leste cheio de vontade de comprar coisas novas com aqueles fundos comunitários a entrar à grande.

24
Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:43link do post | comentar
Não deixem de todo de ler estes textos que estão simplesmente brilhantes:

o caminho da servidão - Rui A. no Portugal Contemporâneo

A força do nacionalismo na velha Europa - Pedro Correia no Corta-fitas

Progressismo com Telhados de Vidro - JRV no Activismo de Sofá

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:35link do post | comentar
Em Portugal, bem como na generalidade dos países com economias semelhantes, cerca de 50% do PIB serve para financiar o estado. Esta anormalidade é justificada com o bom velho "Estado Providência" - este assunto ficará para uma proxima oportunidade. O que eu não entendo é o porquê de em vez de termos um sistema fiscal simples em que taxa apenas o rendimento, temos um sistema fiscal em que tudo é taxado: rendimentos e consumos. Não é absolutamente nada funcional e a atestá-lo estão as falhas de eficiência fiscal. Porque é que em vez de termos IVA, ISP, IMI e todos esses impostos dos quais muitas vezes é possível fugir, não temos apenas um imposto que incida a montante: no rendimento. Um IRS e um IRC bem gordos que financiem o estado da mesma forma, trazendo, no entanto, outras vantagens. A tão aclamada justiça social podia ser uma realidade palpável, dado que os impostos sobre rendimentos são progressivos, ao contrário dos que incidem sobre o consumo. Existiria uma eficiência muito maior no recebimento dos impostos e a detecção de fraudes seria muito mais fácil.
Se calhar esta é uma das coisas que nos falta: um sistema fiscal mais simplificado.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:27link do post | comentar

Em muitos textos deste blogue mostrei ser a favor de uma economia de mercado, de livre concorrência e na qual o Estado não interferisse muito. Mas, muitas vezes, situações extremas requerem soluções igualmente extremas.
O que acontece no mercado dos combustíveis em Portugal é inaceitável. Liberalizou-se o mercado no tempo do Durão Barroso para que houvesse mais concorrência e, portanto, preços mais competitivos. Infelizmente as contas saíram furadas, ninguém ia adivinhar que as petrolíferas de topo iriam criar um cartel que ditasse os preços com base em especulação e não com base na concorrência. Vemos, por um lado, os combustíveis aumentar, como ouvi num noticiário da SIC, quase a tempo real e, por outro lado, a não baixar quando isso se justifica. O petróleo está ao nível mais baixo das últimas sete semanas e, ainda assim, a Galp baixa o preço da gasolina nuns míseros 2 cêntimos e o gasóleo em 1.4 cêntimos. É nesta situação de controlo do mercado por parte de quem produz que penso realmente ser interessante explorar a possibilidade de criar uma petrolífera do Estado, que funcione de forma semelhante à Caixa Geral de Depósitos, de modo a que o mercado possa estabilizar, vendendo os combustíveis a preços baixos nessa gasolineira de modo a que os concorrentes comecem a baixar os preços para não perderem mercado. O ideal seria que aquelas postos de gasolina com os do Jumbo ou do Intermarché pudessem alargar-se para outras localidades ou que a pequena Repsol começasse a ser verdadeiramente concorrente da Galp e da BP, prefiro uma empresa espanhola a dominar e preços baixos que uma portuguesa com preços exurbitantes.
Continuo a achar que a coisa não vai lá com Impostos e com Taxas Robin dos Bosques, os erros do mercado com o mercado se resolvem, nem que ao mercado se tenha de dar um empurrãozinho.

23
Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:16link do post | comentar
Rui Bebiano n' A Terceira Noite.

«Existe um website do Dr. Dragan Dabic. E também uma biografia:

«Dr. Dragan “David” Dabic was born some 60 years ago in a small Serbian village of Kovaci, near Kraljevo. As a young boy he liked to explore nearby forests and mountains, spending a lot of time on Kopaonik mountain where he tended to pick the omnipresent natural and potent medicinal herbs that grew there. As a young man he moved to Belgrade, and then on to Moscow where he graduated with a Psychiatry degree at the Moscow State University (Lomonosov). After Russia, Dr. Dabic travelled around India and Japan, after which he settled in China where he specialized in alternative medicine, with special emphasis on Chinese herbs. In mid 1990s Dr. Dabic returned back to mother Serbia for good. Ever since, Dr. Dabic emerged as one of the most prominent experts in the field of alternative medicine, bioenergy, and macrobiotic diet in the whole of the Balkans, and is frequent guest on many forums, seminars and symposiums (Belgrade, Novi Sad, Pancevo, Sombor, Smederevo…) dedicated to these topics.»

Um disfarce extraordinário, sem dúvida, que permitiu a Radovan Karadzic – para quem «por trás de cada homem capaz existe sempre outro homem capaz» – construir uma nova vida pública e quase fazer esquecer a primeira. Quase.»


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:06link do post | comentar | ver comentários (1)
Um dos principais objectivos das relações internacionais, senão o principal na actualidade, é o objectivo económico: aumento de fluxos de investimento, aumento de trocas comerciais, acordos comerciais, e toda essa lenga-lenga económica. Mas o objectivo económico não se deve sobrepor a tudo, nomeadamente, ao respeito pelos direitos humanos. É aqui que as nossas relações internacionais falham. Sim senhor, temos de ser comerciais, competitivos e temos de aproveitar nichos que outros não aproveitam, mas não vale tudo. Estou a falar disto a propósito do terceiro encontro de Sócrates com o Chávez em menos de oito meses. Nós temos uma enorme quantidade de países com os quais podemos estreirar relações. Falamos muito da CPLP mas as nossas trocas comerciais com esses países quase não têm expressão no total. O Brasil é um mercado enorme, inserido no Mercosul, poderia perfeitamente ser uma porta de entrada para uma América Latina cheia de potencialidades. Não sei o que é que o Eng. Sócrates pretende, mas encontros com o Chávez, o Kadhafi e o José Eduardo Santos não auguram nada de bom.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:01link do post | comentar | ver comentários (2)
“Há um Portugal que trabalha, paga os seus impostos e luta duramente para pagar prestações no fim do mês; e depois há outro Portugal em que demasiadas pessoas vivem subsidiadas pelo Estado, estão no rendimento mínimo como forma de vida, beneficiam de rendas simbólicas e ainda se acham no direito de não as pagar” (…). “Os portugueses que trabalham e pagam impostos não têm de custear estes comportamentos”. (Paulo Portas)

22
Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:18link do post | comentar
Nós os portugueses somos muitas vezes considerados avessos à mudança. Até podemos sê-lo no geral, mas em relação à educação não há quem mude tanto e tantas vezes como nós. É muito bom mudar e quando é para melhor é excelente, o problema é que com mudanças tão frequentes é impossível avaliar se tais mudanças são realmente benéficas. Vou dar um exemplo. Um aluno que tivesse feito o básico há quatro anos teria um horário completamente diferente de um aluno que faça o mesmo ano de escolaridade agora. Entre introdução de disciplinas, retirada de outras e alteração de horas semanais para outras tantas, o que se aprendia há uns meros quatro anos é completamente diferente do que se aprende agora. Quem me diz qual é a melhor situação? Ninguém, porque é simplesmente impossível avaliar. Mas este não é o único problema. Os próprios professores devem ter dificuldades enormes para se adaptarem aos novos programas, principalmente os professores de disciplinas de exame. Novo exemplo. No ensino secundário os alunos têm de escolher disciplinas opcionais. Se por acaso numa escola houver alguma disciplina que não abra há dois, três ou quatro anos, não há professor nenhum que esteja apto a leccioná-la, simplesmente porque os programas mudaram completamente. Eu não digo que se deva manter tudo intacto para sempre, digo apenas que é preciso dar tempo a uma medida para que depois ela seja avaliada e um número quase infinito de medidas excelentes pode ter um efeito preverso tremendo.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:45link do post | comentar | ver comentários (2)
Eu quero um T6 com vista para o mar. Vamos fazer uma manifestação?

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:50link do post | comentar
Gostei bastante de ler alguns textos que vou aqui "linkar" (estes neologismos soam tão mal):

O fracasso do assistencialismo - P. Sales no Zero de Conduta.

Um homem já com lugar na História - Pedro Correia no Corta-fitas.

Gosto deste "debate" - Rui Tavares no Cinco Dias.

Lógica alternativa cleptocíclica - Miguel Botelho Moniz no Insurgente.

... - Francisco José Viegas n' A Origem das Espécies

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:54link do post | comentar | ver comentários (6)

Dediquei-me agora àquela que dizem ser a obra-prima de José Saramago. Sei que li algumas páginas no início e não sei como é que miúdos a quem se exige tão pouco têm capacidade para ler tão complexos enredos.



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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:26link do post | comentar | ver comentários (1)

É tramado quando as contas nos saem furadas, o Engenheiro Sócrates que o diga. Muito provavelmente iremos ter uma nova situação de défice excessivo. O motivo apontado é a quebra na receita fiscal (impostos sobre o consumo) que, por seu turno, se deve ao abrandamento da economia. Segundo o Público, as quebras são as seguintes:

O IVA cresceu 5.5%, o previsto era 8% (estes são números do primeiro trimestre, logo, a baixa da taxa normal não é para aqui chamada)

O ISP+Contribuição de Serviços Rodoviários teve uma quebra de 2% quando se previa que crescesse 6% (parece-me que o senhor Paulo Portas já tem os números por que tanto anseia)

Imposto Sobre o Tabaco e Sobre os Combustíveis tiveram quebras superiores a 20%

Eu começo a achar que o que o Paulo Rangel disse no debate da Nação sobre a falta de capacidade de previsão é verdade. Ainda no debate da Nação, o PM disse de peito inchado que uma esquerda responsável tem de ter as contas públicas em ordem. Estou em completo acordo. Tenho pena é que com tanto aumento de despesa o nosso amigo PM vá tramar as contas públicas de todos os governos que lhe sucedam, sejam eles responsáveis ou não.

21
Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:57link do post | comentar | ver comentários (5)
«A comunidade cigana da Quinta da Fonte está preparada para juntar ciganos de todo o país numa manifestação nacional se as famílias não forem realojadas em novos bairros até ao final desta semana, garantiu hoje José Fernandes, porta-voz da comunidade, que desde quinta-feira está concentrada em frente à Câmara de Loures. (...)»

Eu começo mesmo a pensar que esta gente enlouqueceu de todo. Podem chamar-me racista pelo que vou dizer, não quero saber, a comunidade cigana portuguesa tem previlégios que nenhuma outra tem. As autoridades por medo ou das armas ou das bocas sobre racismo, permitem que as feiras dos ciganos continuem, sendo óbvio para todos que se cometem ilegalidades nessas feiras, permitem que os ciganos continuem a ter habitação social recheada de playstations, e faço menção de referir o plural da palavra, e com mercedes à porta. Com tanto previlégio concedido nos últimos anos, começa-se a pensar que os previlégios são direitos, coisa que não são. Agora, a bem da segurança que eles próprios põem em causa, exigem a um país inteiro que pague, através dos seus impostos, casas novinhas para que os meninos possam permanecer confortáveis e inteiros. Poupem-me.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:47link do post | comentar
Foi hoje promulgado pelo PR o novo Acordo Ortográfico. Não tenho muito a dizer, apenas que sinto muito, sinto muito que a nossa cultura e a nossa identidade tenham sido postas em causa a bem de uma pseudo-cooperação política e económica. Apenas tenho uma coisa a dizer, venha lá quem vier, as coisas boas, para mim, continuarão a ser óptimas.

20
Jul 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 17:32link do post | comentar | ver comentários (6)
Há uma regra base na política em democracia: aproveitar qualquer gaffe para aproveitamento político. É legítimo, afinal, temos de vender o nosso peixe e quando o peixe não tem muita qualidade, temos de dizer que o do outro não é muito fresco. Mas ás vezes este aproveitamento torna-se absurdo.

Manuela Ferreira Leite foi infeliz quando disse que o objectivo do casamento era a procriação, há que dizê-lo sem problemas. Mais infeliz que ela está a ser José Sócrates pois vangloria-se de ser progressista e critica MFL por, segundo ele, esta ser conservadora e retrógrada, enquanto que ele próprio não fez absolutamente nada pelo casamento entre homossexuais. A JS anda por aí cheia de iniciativas a bem de direitos iguais e o PS nem quer saber. Eu pergunto ao senhor José Sócrates, se é tão progressista assim e se o seu governo foi o que mais avançou em termos sociais (esta coisa de José Sócrates comparar o seu governo a todos sempre me perturbou, é a prova que o que ele mais ambiciona é o sucesso pessoal, mas isso fica para outro post), porque não fazer um referendo à questão do casamento gay? Nada melhor que o povo soberano pronunciar-se sobre um tema tão delicado. Quando o "não" ganhar Sócrates faz o quê? Chama retrógrados aos portugueses?

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:19link do post | comentar | ver comentários (1)

Hoje no Público é noticiado que um grupo de confecções que trabalha para a Zara foi acusado de exploração infantil. What's new?

O grupo Inditex, para quem não sabe, detém a Zara, a Stradivarius, a Massimo Dutti e a Pull and Bear. Ao longo de anos a fio este grupo espanhol (cujo dono é o espanhol mais rico e o sexto mais rico do mundo) tem sido acusado destas situações, mantendo sempre uma pose de "a culpa não é nossa". É impressionante como no modelo social europeu, em pleno século XXI ainda haja crianças de 11 anos a coser sapatos por uns míseros 40 cêntimos o par. É vergonhoso quando vemos Bruxelas denunciar práticas que atentam contra os Direitos Humanos pelo mundo fora e não vermos a mesma moralista Bruxelas olhar para aquilo que tem em casa.
Por acaso tomei conhecimento deste caso pela primeira vez através de um e-mail onde vinham denunciadas estas situações. Eu só gostava de dizer, perdoem-me as pretenções a Sherlock, que um caso isolado pode significar apenas isso, um caso isolado, mas um grupo que ao longo da sua história tem repetitivos "casos isolados" não pode ser constantemente desresponsabilizado.

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