A máfia da blogosfera
14
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:04link do post | comentar | ver comentários (1)
E concordo plenamente com o "boneco".

Tag:

13
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:06link do post | comentar | ver comentários (2)
O problema fundamental da Economia é, como todos sabemos, o problema da escassez. Ao passo que as nossas necessidades são ilimitadas, os recursos para saciar as necessidades são limitados. Mas será que este problema apenas diz respeito à Economia?

O Homem, nos primórdios da sua existência como espécie, viveu num completo Estado de Natureza, semelhante ao de outros animais actualmente. Um dos grandes problemas da Filosofia é o "porquê" da transferência do Estado de Natureza para o Estado como o conhecemos actualmente. Houve uns senhores brilhantes que dissertaram longamente sobre o assunto. Eu, sendo menos brilhante, gostaria de falar um pouco sobre isso aqui.

In the beggining, o Homem vivia como um simples mamífero actual vive: buscando a sua subsistência. Ora, para subsistir, o Homem procurava recursos, que sendo escassos, eram procurados por outros homens e outras espécies. Criavam-se, então, conflitos de interesses entre os vários indivíduos envolvidos. Sendo detentor de um corpo fraco mas de um cérebro forte, o Homem teve necessidade de se organizar para poder subsistir (a cooperação para se poder competir - curiosamente é um belo princípio económico da actualidade). Mas nenhuma organização consegue vingar numa anarquia, então, criaram-se as primeiras autoridades, provavelmente os mais fortes ou os mais inteligentes, as quais geriam estas pequenas organizações. Isto trouxe tudo aquilo que o Homem precisava: possibilidade de subsistência através do consumo e através da protecção da sua "comunidade". Obviamente estas "comunidades" inicialmente nómadas, depois sedentárias, evoluíram e tornaram-se verdadeiras "sociedades" - os primeiros Estados.

Esta é a minha perspectiva sobre o assunto. A Filosofia Política devia ir mais vezes aos fundamentos económicos.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:34link do post | comentar
Tem sido muito discutido o QREN 2007-2013 nos últimos tempos. Ao que parece, conseguimos sacar mais uns trocados à U.E. com a desculpa de ser uma "última oportunidade" para nos desenvolvermos. A questão que se coloca agora é no que se hão de aplicar esses fundos.

Há muito tempo que considero que a nossa economia é como um castelo de cartas. Tentamos competir com os outros nos sectores mais avançados, mas as bases da economia são de puro papel. Podemos vender software para a NASA mas nem caminhos-de-ferro dignos desse nome temos. Nestes cinco anos de injecções de dinheiro que nos restam, é preciso pensar muito bem onde aplicar o dinheiro que nos chega.
Será que as obras públicas de grande evergadura como Alcochete ou o TGV são a solução? Talvez. Mas não constituem tal solução sozinhas. Há que ver muito bem se há dinheiro para apostar nessas provas de grandeza e, ao mesmo tempo, desenvolver tantos sectores tão importantes como a marinha mercante (da qual já falei), o transporte ferroviário de mercadorias, a pesca (para que possamos para além de encher o mercado nacional, exportar) e uma indústria transformadora que prima pela qualidade em vez da quantidade. É do conhecimento geral que o nosso modelo económico baseado em mão-de-obra intensiva está esgotado, pelo menos para nós, pois em mão-de-obra não competimos certamente com os asiáticos. Há apenas uma forma de competir: qualidade! Os têxteis e o calçado não morreram! Muito pelo contrário, ouvi recentemente a Fátima Lopes (a mais rica das duas) dizer que a marca Portugal é cada vez mais reconhecida. Porque não criar produtos de qualidade para competir no mercado internacional do luxo, esse belo mercado que tanto valor acrescentado tem para nos dar! É fulcral investir em alicerces sólidos para que, quando vier uma ventania, o castelo de cartas não se destrua.

Ainda temos mais um bocadinho de um mandato e depois um mandato inteiro para aplicar tão largas quantias de capital, por isso, PS ou PSD tratem de pensar no assunto.

12
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 16:19link do post | comentar | ver comentários (2)
Bernardino Soares propôs hoje, no debate quinzenal da Assembleia da República, um imposto extraordinário que deveria ser aplicado às gasolineiras por estarem a ter lucros baseados na especulação. A ideia é interessante, dada a quase imoralidade do que as gasolineiras estão a fazer, no entanto, inconcebível num Estado com uma economia de mercado. Proibir as empresas de lucrar e de crescer é inconcebível! Os preços são ditados pela procura, se não houvesse tanta gente a adquirir combustíveis, seguramente os preços não seriam tão elevados! O problema é que os consumidores não param de adquirir combustíveis, o que faz com que quem vende veja uma possibilidade para ganhar mais dinheiro.
O grande problema disto é o facto de não existir alternativa, fizemos a cama em que nos estamos a deitar actualmente, ao sermos escravos do petróleo, nada funciona sem ele: os transportes, a indústria, a agricultura e toda a actividade económica em geral. A única solução é uma busca de alternativa, a qual me parece economicamente mais e mais sustentada pelos preços exurbitantes do petróleo.
Por ora, dada a dificuldade da reconversão imediata para outras fontes, há que estimular a concorrência no mercado dos combustíveis. Gostava de desafiar as pequenas gasolineiras (incluindo a Repsol) a praticarem preços realmente competitivos e aumentarem a sua quota de mercado enquanto a Galp e a BP caem a pique!

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:55link do post | comentar
O post do De Rerum Natura sobre O Segredo deu-me a ideia de falar um pouco sobre o que é "ler" na nossa sociedade. É extraordinário como os nossos best-sellers se resumem a livros sobre Carolina Salgado, Cristiano Ronaldo ou pseudo-ciência (como a d' O Segredo). Muito sinceramente sempre me recusei a ler qualquer um destes livros, são, na minha opinião uma ofensa àquilo que eu tomo como literatura. O mal disto tudo é que ainda há editoras que à procura do dinheiro fácil publicam aquilo que nem de livro devia ser chamado e deixam às portas de ser escritor óptimos potenciais. Seria interessante imaginar Kafka a escrever na actualidade, com 400 volumes vendidos teria sido completamente abandonado por qualquer Leya ou Presença ou o que for! Ao mesmo tempo, deixam matar árvores para publicar puro lixo!
Tag:

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:29link do post | comentar
Pois é, lá estou eu a falar novamente de Economia. Hoje, numa conversa sobre o bloqueio dos camionistas espanhóis, chegámos à conclusão que somos extremamente frágeis! Basta um bloqueiozinho espanhol e vamos à vida. A única coisa que nos poderia salvar era uma forte marinha mercante, mas nem isso temos...
Se analisarmos bem vários períodos da história, vemos que uma forte marinha mercante contribui imenso para o crescimento das nações. Ora vejamos alguns exemplos: a Inglaterra - um dos grandes motivos da sua hegemonia foi a posse de uma marinha imbatível que dominava os mares do mundo durante séculos, a Holanda - começou a ter algum desenvolvimento quando se lançou ao mar, tendo o maior porto do mundo (Roterdão), a China - foi uma potência inigualável que se lançou ao mar antes de qualquer outra nação do mundo, quando abandonou o mar, teve perdas colossais; já para não falar dos países ibéricos que tiveram o seu apogeu no tempo em que estavam lançados para o mar.
Este problema dos camionistas veio-nos revelar muita coisa. Imaginemos, por um instante, que este bloqueio se mantinha um mês. Um simples mês. Lojas sem alimentos, bombas de gasolina sem combustível, inexistência de comércio com Espanha e com o resto da Europa (dado que a esmagadora maioria é feita por via rodoviária). A única solução iria residir na utilização do transporte marítimo, com o qual poderíamos chegar a qualquer parte. Olhemos novamente para Inglaterra, se há coisa que aquele país não faz com os outros são trocas comerciais por via rodoviária... Temos mais a aprender com os nossos maiores aliados do que aquilo que imaginamos...

11
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 14:05link do post | comentar | ver comentários (5)
Os afilhados herdam dos Padrinhos um certo interesse pela Economia e pela economia. Como o meu blogue não se dedica apenas à política (nisso já há muitos e melhores que o meu) vou hoje dizer qualquer coisinha sobre Economia.

Há algo muito interessante na realidade portuguesa, que provavelmente se estende a outras realidades ocidentais, que é a divulgação das contas nacionais pelos meios televisivos. Ora todos os anos a amiga SIC, RTP e TVI noticiam a taxa de Inflação. Nada contra. O pior vem depois. A maioria dos comerciantes portugueses não tem qualquer tipo de conhecimento básico sobre mecanismos económicos e o que é que faz quando vê 2% na televisão? Aumenta todos os preços da mercearia em 2%, como alguns preços ficam muito feios, os merceeiros arredondam os preços (sempre para cima) - foi o que aconteceu com o euro, lembram-se?
Isto à partida não tem muito mal... os merceeiros estão em vias de extinção e terem um lucrozinho extra é sempre positivo. O pior são os efeitos "escondidos". Ao fazerem isto, os merceeiros vão aumentar ainda mais a inflação e o poder de compra dos cidadãos diminui. Estes exigem aumentos salariais para cobrir esta perda e recebem o apoio dos sindicalistas (competentes os nossos, hein...). Os governos com medo de perderem popularidade, tratam de fazer a vontade e aumentam os salários. Um aumento de salários vai aumentar os custos de produção, aumentando novamente a inflação. Tudo isto se passa num ciclo vicioso com aumento de preços sem aumento de valor. A economia começa a perder força e competitividade e, em última análise, poderá sofrer um colapso. Há que ter cuidado...

10
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 20:02link do post | comentar
Pois cá estamos. Num país em que à partida, mandam a lei e os bons costumes, temos, numa semana, pescadores a vandalizar vendedores. Na outra, camionistas a vandalizar os seus colegas de classe. Magnífico!

Sou a favor da manifestação (ou manif. como dizem os modernaços) mas há mínimos! Para alguém se manifestar, convém que haja um motivo, convém que se manifeste contra as pessoas certas e convém que o faça de forma respeitosa e democrática. De todos estes requisitos mínimos, só um é preenchido, o do motivo. Mas esse motivo, biliões de pessoas no mundo partilham! E mesmo assim muitos nem motivo têm porque vejamos, os empregados das empresas de transporte não sofrem com os aumentos dos combustíveis na sua profissão, quem sofre são os patrões, portanto que venham os patrões reclamar e não mandem os empregados fazer o trabalho sujo.

Coisa linda é ver certas coisas na TV, a minha amiga dos serões. "O senhor pode ir, mas eu não me responsabilizo" é uma pérola da atitude democrática. "Vai a vontade, mas depois não digas que não te avisei!". Por favor, já estou como o Tiago Barbosa Ribeiro do Kontratempos, quando é que começam as detenções?

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:02link do post | comentar
Valha-nos Deus! Enviem o infame Cavaco para o xadrez pois ousou pronunciar o nome maldito!

Quando ontem vi na televisão o nosso ilustre Presidente da República referir-se ao dia de hoje como o Dia da Raça tive a estranha sensação que a Assembleia da República iria ficar em profundo alvoroço... Não me enganei, hoje o BE e o PCP, influentes partidos na cena política nacional "reagiram".

Já é tempo de abandonar os tabus. Sou profundamente contra o fascismo mas não temos de nos inibir deste tipo de coisas porque aí teremos uma ditadura sem ditador. Dia da Raça, Ponte Salazar, estátua em Santa Comba Dão, Museu, venham eles! Como disse Eisenhower, é bom que haja o máximo de documentação sobre tudo para que nada seja esquecido!

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:02link do post | comentar
Declara-se oficialmente aberto O Afilhado. Com o título inspirado n' O Padrinho, este é um blogue que se dedicará à política, filosofia, economia, história e, quem sabe, a umas coisinhas de ciência. Aberto à possibilidade de integrar mais afilhados, este blogue será um espaço de livre discussão, a única censura será feita à má educação e ao desrespeito pelo que os outros pensam.

Espero poder ter neste blogue textos de qualidade e sem "gralhas". Certamente que estarei aberto à crítica e à mudança, caso assim o entenda.

arquivo do blogue
2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar