A máfia da blogosfera
20
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 09:04link do post | comentar
Vi hoje n' O Jumento algo que a início pensei ser sátira contra o papa, mas afinal não. Quando percebi o que aquilo era percebi que tinha de por aqui:


[Karim Kadim/Associated Press]

«A man kissed the body of his two-year-old son, Akeel Faisal Ghazi, who was killed in the minibus bombing the Huriya district. The attack was the deadliest blast in the capital in more than three months. The hospital issued gloves to the people who were handling the bodies and remains of the victims.» [The New York Times]

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:49link do post | comentar | ver comentários (2)
Isto é impressionante. Há uma meia dúzia de coisas que faz os portugueses exaltarem sangue, suor e lágrimas. Uma é o futebol. Já foi. Outra são os exames nacionais. Ainda cá estão.

Há uns tempos, no Quarta República, houve uma pequena discussão sobre o assunto sobre os "especialistas" que dizem que os exames são a pior coisa que há para as mentes jovens (aqui). Quartos desarrumados, stress constante. Conversa! Os exames são necessários e importantes, até para haver justiça nos acessos à faculdade e para que os estudantes possam provar aquilo que sabem. Mas nem tudo são rosas.

Hoje a crónica do Carlos Fiolhais (disponível aqui) só fala do facilitismo dos exames. Os alunos, ao que parece, fazem um exame nacional com uma perna as costas e as mãos atadas! Rídiculo! Porque é que os intelectuais gostam tanto de ser radicais? Os exames nacionais não são fáceis! Isso é conversa de quem não os faz... Caros professores doutores extremamente empenhados em assuntos da educação e em desvalorizar aquilo que é um exame nacional, os exames são bastante tramados, por vezes. Se calhar para um tipo de 10, 11 ou 12 é facílimo manter ou até subir, mas para os 17, 18, 19 é dificílimo! Os critérios de classificação por vezes estragam completamente a nota de um aluno brilhante que fica com o acesso comprometido por causa de picuinhices!

Vamos lá pensar um bocadinho antes de andar para aí a dizer disparates!

19
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 22:07link do post | comentar
Finalmente! Já não era sem tempo de saírmos daquela porcaria daquela competição! Coisa triste que o nosso espírito patriótico só surja quando meia dúzia de novos ricos se metem num campo a jogar. Seria óptimo que agora que saímos do Campeonato as pessoas deixassem as bandeiras nas janelas, mas sabemos que isso é impossível. Miséria!

É bem feita para esses todos que encaram o futebol como um ópio que os afasta do que verdadeiramente interessa no país. Portugal não é Cristiano Ronaldo e muito menos Deco. Os alemães que fiquem felizes com a sua droga e todos os outros também!

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 18:28link do post | comentar
Sou de Almada e nunca a vi como na crónica Avenida Objectiva do blogue Avenida Central. Parabéns ao Bruno Gonçalves. Deixo-vos aqui a fotografia:


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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:34link do post | comentar
Pois é. Dizem as más línguas que o Tratado de Lisboa morreu. Coitadinho. Mas pelos vistos não morreu muito... Não tem sido muito noticiado, sabe Deus porquê, mas ontem os nossos mais antigos aliados ratificaram o Tratado com o voto favorável da Câmara dos Lordes. Deixo aqui a notícia do Público:


«Parlamento britânico ratifica Tratado de Lisboa

(...) Depois dos Comuns, a Câmara dos Lordes aprovou esta tarde o novo tratado europeu, depois de a maioria ter rejeitado (por 277 votos contra 184) uma iniciativa da oposição conservadora para suspender a ratificação em consequência da vitória do “não” na Irlanda – resultado que os opositores do documento consideram ter posto um fim ao processo em curso nos 27.A ratificação foi concluída às 20h30 locais (mesma hora em Lisboa), por votação oral, sem uma contagem precisa dos votos. (...) » [Ler a notícia na íntegra aqui]


Neste momento até eu estou um pouco dividido. Mas tendo para o "sim" depois de ler este excelente post do Corta-fitas escrito pelo Luís Naves

18
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 15:54link do post | comentar | ver comentários (2)
Este post do Ponta e Mola sobre a Directiva do Retorno aprovada hoje pela União Europeia fez-me pensar sobre o assunto. Eis aqui, reformulado, o comentário que deixei no blogue do amigo Al Kantara.

Uma lei de imigração forte e restritiva é essencial para o desenvolvimento de qualquer país ou região que já seja minimamente desenvolvido. Se por acaso, de um momento para o outro, houvesse total liberdade para quem quisesse entrar na UE, isso daria azo a enormes problemas económicos e sociais. Bem sei que existem imensas disparidades a nível de desenvolvimento no mundo, bem sei que é legítimo que quem vive em fracas condições tente melhorar a sua vida, no entanto, isso não pode ser através da emigração ilegal. Imaginemos que não existiam leis de imigração, quais seriam os impactos? Chegada massiva de população da África, Ásia e América Latina à Europa. Um continente sobrelotado. A economia não iria conseguir dar resposta a tanta população. Os excedentes de mão-de-obra iriam levar o desemprego a taxas nunca antes vistas e a escassez de bens a níveis de inflação como não se sente desde a Segunda Guerra Mundial. Estes dois factores juntos levariam a pobreza e, consequentemente, criminalidade. A Europa iria desmoronar-se em três tempos e tudo pela falta de zelo nas fronteiras. Isto não é racismo ou xenofobia, nem da minha parte nem da parte da União Europeia, que diga-se, é o bloco económico que, a nível mundial, mais ajudas dá aos países subdesenvolvidos. Isto é apenas uma questão de bom-senso com vista a não prejudicar centenas de milhão de pessoas apenas por serem mais desenvolvidas. Deve apenas ser autorizada imigração legalizada pois, assim, as economias terão possibilidade de "absorver" os imigrantes, os quais viverão nas mesmas condições (idealmente, como é óbvio, bem sabemos que o racismo e a xenofobia não são coisas da TV) e que, ao enviar remessas para os países de origem poderão ajudá-los. Por vezes é necessário pensar um bocadinho para perceber o que os que mandam fazem...

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:58link do post | comentar
Agora que tanto se fala do Tratado de Lisboa, pensei em ir ao baú da Europa, procurar quem teve a culpa da criação do maior bloco económico do mundo. Pelos vistos, a Europa é um bocadinho estranha, tem dois pais. Hoje vou falar apenas do pai francês Jean Monnet, para uma próxima ficará Robert Schumman.
 

Nascido em 1888, em França, o pequeno Jean Monnet estava destinado a trabalhar no negócio familiar de cognac. No entanto, desde muito novo mostrou aptidão para uma verdadeira carreira diplomática. Aos dezasseis anos foi para Inglaterra, aprender inglês. Aos dezoito, o pai envia-o para o estrangeiro, ao serviço do pequeno negócio familiar, nessa ida ao estrangeiro, o jovem Jean vai à Escandinávia, aos Estados Unidos, ao Egipto ao Canadá e à Rússia.

 
 

É em 1914 que começa o seu serviço à nação, não no plano militar, mas no plano diplomático. Ele propõe ao Presidente do Conselho que criar um plano de coordenação entre as nações aliadas. O plano é posto em prática e os Aliados vencem.

 

Devido ao seu contributo na resolução do conflito, Jean Monnet é convidado para integrar a Sociedade das Nações à data da sua fundação, em 1919. Ocupa o cargo até 1923, altura em que sai para se dedicar ao negócio familiar. Neste período ele ajuda a estabilizar a situação de vários países, nomeadamente na Europa Oriental.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, volta a destacar-se, propondo em 1940 a união total entre o Reino Unido e a França, a ideia veio tarde demais, a França já tinha sido anexada. Foi ele o responsável pela ajuda militar dos EUA à Europa em 1941, convencendo o presidente Roosevelt a fornecer o "arsenal das democracias". Segundo Keynes, esta entrada encurtou a guerra em cerca de um ano.

 
Depois do fim da guerra, as suas ideias de integração económica não cessaram. Em Alger profere o célebre discurso que dá início à ideia Europeia. Ficou célebre a sua frase: "fazer a Europa é fazer a paz". Em 1950, juntamente com Schumman, propõe uma alta autoridade que regule a produção do carvão e do aço, recursos essenciais para a reconstrução europeia. Assina-se em 1951 o Tratado de Paris que dá início à CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço), que contará no início com seis países: França, RFA, Itália, Luxemburgo, Bélgica e Holanda. Jean Monnet será o primeiro presidente da CECA.

 
Em 1955, Monnet quer ir mais longe e cria o Comité de Acção para os Estados Unidos da Europa, propondo que a Europa deverá, no futuro, unir-se ainda mais, criando um Mercado Comum, uma União Monetária, um Parlamento Europeu de sufrágio universal, uma Comissão Europeia e diz ainda que a Inglaterra deverá aderir. Até ao fim da sua vida, Jean Monnet teve a séria convicção que a única forma de os países europeus crescerem era através da integração económica.

No fim da sua vida dedica-se a escrever as suas memórias. Morre em 1979, sendo os seus restos mortais depositados no Panteão Nacional francês.

Gostaria de no fim deixar duas frases repetidas por Jean Monnet que são verdadeiramente inspiradoras:

"Je ne suis pas optimiste, je suis déterminé"

"Il y a deux catégories d'hommes : ceux qui veulent être quelqu'un et ceux qui veulent faire quelque chose"


Fonte: Associação Jean Monnet

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 08:39link do post | comentar | ver comentários (1)
N' O Jumento vinha uma referência à politicamente correcta campanha da Irlanda, nomeadamente, à do "não". É impressionante como meia dúzia de pessoas se aproveita da ignorância de muitos para poder bloquear a Europa. Como digo no título, ainda me queixo da política à portuguesa! Continuem populistas amigos, desde que não façam estas misérias a que alguns chamam "democracia". Aqui deixo a imagem e uma ligação para um blogue da campanha para verem mais pérolas.


O blogue é este.


17
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:24link do post | comentar
Este belíssimo texto de Carlos Amaral quase nos transporta para aqueles rebeldes e apaixonados cafés parisienses. Vale muito a pena lê-lo.

http://instantesdecisivos.wordpress.com/2008/05/23/na-margem-da-rebeliao/

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:57link do post | comentar | ver comentários (2)
Descobri um fantástico blogue, através d' A Camâra dos Comuns. O nome é A Amante do Sr. Eng.º e é de ir às lágrimas! Visitem que vale a pena!

Deixo aqui a imagem que mais gostei:


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:45link do post | comentar | ver comentários (1)
No De Rerum Natura lembrei-me de ir ver ao youtube um ou dois episódios da série A Bit of Fry and Laurie e encontrei uma belíssima pérola sobre educação sexual nas escolas. Ora vejam:


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:45link do post | comentar
No Diário Digital de hoje vem uma notícia sobre um certo Prémio Nobel e um certo African American que vai liderar o mundo... Será que cheira a poder ao defensor da Terra?


«Eleições EUA: Al Gore anuncia apoio a Barak Obama

Prémio Nobel da Paz e ex-vice-presidente dos EUA durante o mandato de Bill Clinton, o democrata Al Gore manifestou, esta madrugada de terça-feira, publicamente, o seu apoio à candidatura do colega de partido Barak Obama à Casa Branca. (...)»



16
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:50link do post | comentar | ver comentários (3)
É impressionante como a Educação em Portugal tem como premissa dar palmadinhas nas costas aos chumbados e pontapés no rabo aos excelentes. No jornal Sol vem uma notícia que revolta qualquer interessado na matéria:


«Associação denuncia regras injustas nos exames nacionais, mas ministério desmente

(...) A AEXAMES explica que, com a passagem, em 2004, da 2.ª fase de exames de Setembro para Julho, permitiu-se que os estudantes possam usar as notas desta fase na 1.ª fase de acesso ao Ensino Superior.
Excluíam-se, contudo, as repetições na 2.ª fase, de exames realizados na 1.ª, quer para aprovação quer para melhoria. Desta forma, igualavam-se as oportunidades no concurso à 1.ª fase.
Em 2008, desapareceu a norma que impedia a utilização, na 1.ª fase de acesso, de repetições no mesmo ano para aprovação. Desta forma, um estudante, ao reprovar na 1.ª fase de exames, pode repetir a prova na 2.ª fase, concorrendo à 1.ª fase de acesso ao Ensino Superior.
Manteve-se, no entanto, o impedimento de utilização das melhorias de classificação realizadas na 2.ª fase de exames na 1.ª fase de acesso.»

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:28link do post | comentar
Soube pel' O Jumento que o nosso sempre presente Santana Lopes agora quer uma medalhinha para pendurar no quarto com certeza. Vou transcrever:

«A má moeda quer uma medalhinha

Santana Lopes, que para Cavaco Silva era má moeda, não vai ao congresso nem quer ser autarca, já só quer que Cavaco Silva lhe dê uma medalhinha no próximo 10 de Junho. Vamos ter o Lopes das medalhas.»


Mas que miséria! Bem merecido o prémio de Jumento do Dia!

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 12:05link do post | comentar
No outro dia vi um episódio da série Os Simpsons, no qual um indiano, o Apu, antes de se tentar suicidar foi ver, num pequeno mapa, quais seriam as reencarnações seguintes. Isto quase me passou despercebido, mas dei por mim ontem a pensar nisto de "reencarnar".

Quando morremos, tudo aquilo de que somos feitos se espalha por aquilo a que comummente chamamos Natureza. Todo e qualquer bocadinho de nós é incorporado noutras vidas, animais ou vegetais. Isto é um facto científico. Por isso, porque não acreditar numa "reencarnação", acreditar mesmo naquela velha e ultrapassada história que os nossos ente-queridos andam por aí a vaguear? Bem sei que isto deve ser alguma pseudo-ciência e pode ser considerado uma tentativa de validar as coisas escritas pelos teólogos, mas é um assunto que me fascina um pouco. Por exemplo, os monges budistas, pelo que vi no Canal História há uns tempos, quando morrem, são colocados no deserto para serem comidos pelos animais, assim darão o seu último (ou não) contributo à Natureza. Ideia tão reconfortante esta de que todos aqueles que já existiram e que existiram estão por aí, à espera de serem "montados" de forma a darem lugar a uma pessoa como nós.

15
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 21:52link do post | comentar | ver comentários (3)
Fui hoje ao último dia da Feira do Livro de Lisboa. Tão cedo não esqueço.

Tudo começou com um Metropolitano estragado, parado, que me fez ir a pé desde a Baixa/Chiado até ao Parque Eduardo VII. Quando entrei vi, com tristeza, um ecrã gigante no mesmo sítio daquele bazar de conhecimento. Que contraste! T-shirts e cachecóis de um lado, óculos e cachimbos do outro. Mas a partir daí tudo foi gáudio e alegria.

Banquinhas bonitinhas, coloridas, a abarrotar de páginas à espera de ser lidas a preços sedutores. Numa volta - numa das muitas - pela feira, comprei O Atiçador de Wittgenstein por uns amáveis 7€. Quando estava numa das outras voltas uma coluninha faz-se ouvir, oiço na mesma frase "José Saramago", "autógrafos" e "Espaço LeYa". Corro. Pego num Ensaio Sobre a Cegueira, o qual andava desejoso por ler. Depois, desilusão. A fila tinha fechado, o autógrafo do esquerdino Nobel ia ter de ficar para o ano... Talvez para os outros, eu não saía dali sem um autógrafo bem autografado na segunda página do meu mais recente livro. Fui à fila e pedi à última rapariga se o podia levar para autografar. "Não faça isso!". Era o segurança. "Mas é o Saramago!" retorqui. Depois de 2 minutos de conversa o afável senhor lá fechou os olhos à minha prevaricação. Alegria! Tinha uma obra-prima da literatura portuguesa, em desacordo com o acordo do qual discordo, e com um autógrafo de uma das mais emblemáticas figuras do século XX para toda a humanidade. Assim terminou a minha visita ao mais maravilhoso evento da nossa bela praiazinha.

Para o ano, lá estarei, o livro autografado será A Viagem do Elefante ou O Envagelho Segundo Jesus Cristo, quem sabe? Decerto virei para casa com mais uma segunda página assinada.


P.S.: Caro Al Kantara, quando passei pela banca das Edições Avante vi o livro que me recomendou e considerei seriamente comprá-lo, não o fiz, talvez o compre na Festa do Avante em Setembro. Aposto que é do máximo interesse.

publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 11:06link do post | comentar
É impressionante o facto de virem da Terra do Sol Nascente a maioria das grandes invenções actualmente. Desta vez, um carro movido a água. E não é apenas um projecto, é mesmo um carro que circula nas estradas com chazinho na bagageira. Será um passo de viragem nesta situação de crise petrolífera e de danos ambientais gravíssimos?


publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:06link do post | comentar | ver comentários (1)
Hoje, n' O Jumento, são mostradas algumas imagens publicitárias do antigamente. Que belo retrato social que nos fazem sobre a cultura pobre que havia ainda há poucas décadas atrás. Deixo aqui uma imagem apenas, espero que O Jumento não me dê nenhum coice...


14
Jun 08
publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 13:41link do post | comentar
Bem sei que é um filme, mas é tão simplesmente genial este Ludwig...

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publicado por Tiago Moreira Ramalho, às 10:33link do post | comentar
Já vem um bocadinho fora de tempo, mas não tem mal. Começo a achar esta situação muito complicada. Em 2001 os Irlandeses chumbaram o Tratado de Nice, agora, com base em mentiras, chumbaram o Tratado de Lisboa. Muito francamente não tenho opinião formada sobre o Tratado, bem como, provavelmente, 90% da população portuguesa devido à subinformação acerca do assunto. Mas a questão que quero abordar não é a qualidade do Tratado, é a forma como estes referendos se fazem.

Toda a gente diz que devia ter havido referendo em Portugal, não discordo. Mas e se houvesse? Estou mesmo a imaginar:

PCP e BE - "Este Tratado vem contra os direitos dos trabalhadores e dos cidadãos!", "Porquê?", "A Luta continua! O povo está na rua!" - E ficaríamos esclarecidos

PS - "Este Tratado trará óptimas vantagens para Portugal, é necessário que votem sim!", "Porquê?", "Penso não ser altura para responder aos jornalistas..." - E a nossa sapiência aumentava imenso.

PSD e CDS - "Nós achamos que o governo está a governar mal! O governo tem de ser demitido por sua excelência e majestade, o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, que Deus o guarde", "Então e o Tratado?", "Isso é só uma forma de o engenheiro Sócrates ter uma carreira projectada para a Europa", "Mas concorda ou não?", "Agora temos de dar por finda a conferência porque o senhor Portas está a ficar pálido e a Dra. Manuela tem de ir tratar da neta"
E o discurso seria feito neste tom, a esquerda radical, radicalmente contra, o PS mortinho pelo sim e a direita ambígua. O não iria ganhar por causa da pseudo-informação esquerdista que iria transferir a votação, não para a decisão do Tratado, mas para uma forma de protesto contra o governo.

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